quinta-feira, novembro 04, 2010

Grão de pó ...

Escuto-me no caos da (in)constância que me grita laivos de silêncio, importunando-me o aparente (desa)sossego reinante na bolha côncava, da existência em que me refugio, escondendo-me desta minha perturbante insatisfação, que, sempre que me (acom)apanha, me queima desde as entranhas até ao avesso da razão...
Sei-me e sinto-me, muitas vezes, incapaz perante a perspectiva da criação da obra que nunca será... que não passará de um atabalhoado esboço na sebenta onde se amontoam os riscos e os rabiscos da minha insignificância.

Mas, ainda assim, sinto-me grande quando me penso, sentada na pequenez de um grão de pó onde ainda me permito sonhar....

3 comentários:

João disse...

Como num cartoon de calvin & hobbes, em que o calvin, numa noite, grita para o céu: "Sou importante". não recebe nada de volta do céu, do cosmos e no fim diz: "gritou o grão de areia". E no entanto, alimentamos sempre do e para o sonho.
como disse antes, acho que percebo e partilho do sentimento.
bjs

João disse...

Como num cartoon de calvin & hobbes, em que o calvin, numa noite, grita para o céu: "Sou importante". não recebe nada de volta do céu, do cosmos e no fim diz: "gritou o grão de areia". E no entanto, alimentamos sempre do e para o sonho.
como disse antes, acho que percebo e partilho do sentimento.
bjs

nina disse...

Acho que (me) entendeste perfeitamente! :S

Bjos