sexta-feira, dezembro 31, 2010

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Adeus 2010


Que as lágrimas se transformem em sorrisos; O amargo em doce; As derrotas em vitórias; As amarras em liberdade; O instável em constante  e que os amores efémeros possam ser dura/vindouros!
FELIZ 2011!!!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Divagações...

É tão fodid@ aquela (tão velha e conhecida) sensação (certeza) do copo meio vazio ...






PS: é assim cada final de ano ...

Seulement beau ...

«Toi, mon tendre amour
Ma seule lumière
Ma seule raison
De rester sur terre
La douce prison
Où je peux me plaire

Toi, mon tendre amour
Mon seul Univers
Le temps qui court
Ne peut rien défaire
Je veux toujours
Être ta prisonnièeere

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Toi, ma raison d'être
De tout abandonner
Mon envie de renaître
Pour apprendre à t'aimer
Tout l'temps qu'i me reste
Je veux te le donner

Toi, ma raison d'vivre
De tout abandonner
Mon envie de te suivre
Pour apprendre à t'aimer
Tout l'temps qu'il me reste
Je veux te le donner

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Seulement l'amour
Jusqu'au bout de nos nuits
Qu'il nous emmène pour ne pas qu'on oublie
Que par amour on donnerait nos vies
Pardon à ceux qui n'auraient pas compris

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Seulement l'amour
Jusqu'au bout de nos nuits
Qu'il nous emmène pour ne pas qu'on oublie
Que par amour on donnerait nos vies
Pardon à ceux qui n'auraient pas compris»

Seulement l'amour

PS: Mon dieu! C'est tellement beau...




Adorava ter assistido ao vivo a este musical!!! Mas vou vê-lo hoje em DVD...

Pensamento do dia

"A maior parte das coisas que dizemos e fazemos não é necessária; quem as eliminar da própria vida será mais tranquilo e sereno.”



PS: Tudo podia ser tão mais simples… mas nós estamos sempre a fazer tempestades em copos de água!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Constatação

A inexistência de vida amorosa prende-se essencialmente com duas questões: ou não somos capazes de cativar ou não nos apetece cativar ...

Vai para fora, cá dentro ...

Existe uma história antiga, muito interessante, sobre os Deuses, que diz assim:
Temendo que os humanos, fossem perfeitos e não precisassem mais deles, reuniram-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:
- Vamos dar-lhes tudo, menos o segredo da felicidade.
- Mas se os humanos são tão inteligentes, vão acabar por descobrir esse segredo também! - disseram os outros deuses em coro.
- Não, respondeu o sábio. Vamos esconder num lugar onde eles nunca vão achar: DENTRO DELES MESMOS!

Thought of the night

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Balanço

Em cada final do ano é regra geral fazer planos para o ano seguinte ... Mas será que é regra também fazer um balanço de como a vida está e o que é possível melhorar?! Eu tenho este hábito terrível que é fazer um balanço da minha vida (quase diariamente) e tentar acertar as coisas que estão fora dos eixos... E este ano (só para não variar) são tantas, assim ... continuo a perseguir os objectivos (ainda) traçados em 2008! Se é certo que alguns já foram alcançados faltam ainda cinco!.... O ano a findar e ... trouxe algumas coisas boas, outras menos... mas no fundo fica a certeza que há muito mais por alcançar... em 2011 haverá mais! E se a enfase deste foi a nível profissional, espero que o próximo possa ser bem melhor a nível pessoal ... e quiçá... o desejo ávido (e sereno) de ser muito menos exigente comigo mesma... baixar a fasquia e ser mais tolerante com as minhas falhas ...
Afinal "a verdade surge mais facilmente do erro do que da confusão" (Francis Bacon)   



domingo, dezembro 26, 2010

L’Amour c’est mieux à deux (O Amor É Melhor a Dois)

Cada pessoa tem a sua forma de sonhar/ imaginar o encontro perfeito, com o momento em que vai encontrar a tal pessoa… Michel (Clovis Cornillac) espera que as coisas lhe corram como é tradição na família, como aconteceu aos pais e aos avós: um puro acaso. Já Vincent (Manu Payet) é daqueles que só pensam em sexo. Mas estes dois amigos de infância vão mudar a sua forma de encarar o amor e tudo o que está à sua volta assim que conhecerem Angèle (Virginie Efira) e Nathalie (Annelise Hesme).
"L’Amour C’est Mieux á Deux" faz-nos voltar a ter fé num regresso do cinema europeu como alternativa ao mainstream exclusivamente norte-americano, à diversão e humor puros sem falsos moralismos e a uma maior identificação por parte do público. 


PS: Há muito tempo que não me ria tanto a ver um filme. Recomendo! E é claro que o Amor é (sempre) melhor a dois, ou então será tudo menos Amor... Elementar meu caro Watson!

...A saudade e a esperança ...

Dois horizontes fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro,—
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais;
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? – Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? – Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

Machado de Assis, in 'Crisálidas'
 

sexta-feira, dezembro 24, 2010

...Haunt me...in my dreams

Visto ontem ...

"Nothing Personal" - Um filme muito bom...inquietante, intenso e perturbador, aconselhável só para pessoas com uma sensibilidade muito apurada e/ou quem não curte o cinema a granel...
A natureza humana e os seus traumas estão lá ... O desejo do silêncio, da solidão, a exigência do respeito pelo “eu”, o amor sem expectativas e/ou de quem nada espera em troca, magistralmente interpretados pelos dois actores.


quinta-feira, dezembro 23, 2010

Boas festas

Oxalá pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abrir um jarro em cada mês do ano (Harlan Miller)

recados, poemas, mensagens de feliz natal para orkut
Mensagens Para Orkut

terça-feira, dezembro 21, 2010

Gotas de incompatibilidades

Noite fria de outono, o desencontro, o desagrado, um cálice de vinho sobre a mesa e no ar a certeza de amar por toda uma vida. Uma fresta nessa verdade abala as juras de amor.
Há o cheiro da saudade, não se sabe de onde, nem de quando. Veio de mansinho com o vento, deixando inquietude. Um intumescimento, a todo o tempo, denuncia as ansiedades do corpo.
Na expressão confusa, das necessidades dos abusos. Um assume, o outro recusa, as atitudes.
Uma lágrima cadente, deixa-me antever o protesto e deito-me descontente.
Os desejos tornam-se lassos, esmorece o meu manifesto.
O cansaço, o desabraço ... e sempre o vazio.
A alvorada, por esse nada, tentará desfazer o laço. E até nos acharmos vai ser fácil enfrentar o vazio, de nos dividirmos em cacos. Aquietamos...
Se arrependimento matasse, provavelmente, morreríamos abraçados em juras de amor para sempre.... Mas a sensação é de que as paisagens secaram e que não encontro ninho...

sexta-feira, dezembro 17, 2010

...

Escolher é fazer com que o destino possa caminhar...

quinta-feira, dezembro 16, 2010

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Olhares

Há olhares que se tocam,
Movidos por invísiveis fios de teia prateada.
Há olhares que se cruzam,
Ponteados pela mesma luz,
Há olhares que se tocam, no silêncio das palavras
nunca ditas, mas sempre repetidas.
E nunca oferecidas ..
O meu olhar, o teu olhar
São flores de um mesmo jardim
- O jardim da Solidão



segunda-feira, dezembro 13, 2010

Verdade, verdadinha

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Florbela Espanca

O primeiro dia do resto da minha vida ...

Nascer de novo. Todos precisamos nascer de novo. Todos os dias. Constantemente. Permanentemente. Dormir é como morrer. Acordar é como nascer. O amor talvez nem outra coisa seja. Por isso precisamos dele, por isso o procuramos. O desejo de nascer de novo.
Se não nascermos de novo não poderemos almejar o paraíso porque sem nascer de novo não saímos do Inferno. Pior ainda, nem nos apercebemos que estamos no Inferno, e embriagados por essa ignorância tornamo-nos o nosso próprio inferno. É necessário nascer de novo. Nem para outra coisa fazemos amor, senão para morrer, senão para nascer. Viver e morrer são a mesma coisa quando se nasce, quando se sabe, quando se ganha mesmo que se perca, quando se ama... Hoje é o primeiro dia. Este é o primeiro beijo. Esta é a (minha) primeira vez....

Pensamento do dia

Quero recomeçar a zero e fazer tábua rasa do ano que está a findar!!!  Limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Novos sonhos, novas perspectivas...
Nesse momento crucial da (minha) vida tudo é (re)construção.


PS: hoje é daqueles dias em que dava muito jeito ter um (grande) botão RESET

Constatação da noite

Curioso como tudo (me) parece inevitavelmente (tão) previsível...

domingo, dezembro 12, 2010

Hoje estou mais que escorpiã ... e deu-me para isto

«A MULHER - A mulher de Escorpião tem uma beleza profunda, misteriosa. É atraente, orgulhosa e totalmente confiante. Mas tem uma mágoa secreta. Não nasceu homem. Esta perigosa mulher fatal pode ocultar o seu poder sob um sorriso trêmulo, modos gentis, e a mais angelical das vozes. Ela é capaz de odiar amargamente e de amar com um total abandono.
Esta mulher tem uma certa intimidade que você jamais tocará, uma parte de sua mente e alma que pertence somente a ela e onde ninguém entra. Ela não é falsa, com efeito na maior parte das vezes é brutalmente sincera, mas haverá sempre aqueles pensamentos e sentimentos especiais que jamais confiará a você ou a quem quer que seja.
O natural interesse dela pelo sexo oposto pode dar-lhe tanta razão para ter ciúmes dela quanto ela de você. Talvez ela seja um pouco perigosa, mas é inegavelmente excitante. »

(texto retirado da net)

Mais  aqui , ui também que exagero ... :)

sábado, dezembro 11, 2010

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Remexendo no baú

Um desejo irreprimível, que não se concretiza.Uma atracção que não explico. Fico com as mãos suadas, faces coradas, lábios quentes, tremo.
Olho para ti como para uma figura de cera. Sorris, como estátua perfeita que entrou de mansinho nos meus sonhos.
Murmuraste a tua fascinação, não acreditei, sou demasiado banal para estimular ou encantar quem quer que seja.
Defendi-me de ti, com ironia trocista, confiando na minha intuição que me dizia que tudo não passava de um equívoco, mas fico desconcertada.
Sorriste, com esse tão teu sorriso triste, escreveste, telefonaste com respeito, subtileza, com classe.
Dizes-te tímido, eu não acredito. Trazes nos olhos o desespero e na boca um traço de solidão (tal como eu)
Transportas contigo uma força invulgar que me faz sentir serena.
Quando estamos juntos é como se estivessemos num bosque sagrado, rasgando o silêncio, com a segurança de quem aferrolha uma paixão calada, condenada ao isolamento.
Eu vagueio, recuo por pudor, temendo a surpresa, enquanto vejo as horas passarem até que o dia rompa a penumbra do quarto triste. Sinto que já não sou dona de mim, quando anseio ouvir a tua voz quente, grave, modelada, sensual.
Tu tens uma vida estável, sem sobressaltos, como eu tinha, até sentir por ti uma extraordinária mistura de emoção física, desejo e até identificação de espírito.
Conhecemo-nos há 1 ano, mas parece que foi há mais tempo, mas está posta da parte de ambos, qualquer decisão que possa afectar o futuro. Contigo, homem de nome vulgar, sinto-me bem, embora tenha a sensação, que me possas pedir algo, que não te posso dar.
Tomámos café juntos. Apenas sorvi o afecto quente e doce de um só trago em chávena de porcelana. Uma corrente de sentimentos intensos e contraditórios, estabeleceram-se entre medos e verdades, mexidas com um pauzinho de canela.
Eu não quero entender que me tenho colocado em posições falsas para escapar às censuras e paixões.Tu abalaste o meu desejo egoísta de uma vida tranquila
Visto da minha janela molhada pela humidade Outonal, o dia ameaça raiar.
Tu não sabes, mas estou a falsear o jogo, um perigoso jogo de sedução, que não pode ser mais do que isso.
Toquei-te ao de leve na mão e percebi que já não és para mim uma estátua morta, mas uma estátua de sal, sangue e vida.
Gostaria de caminhar contigo à beira mar, à beira rio, como dois adolescentes irrequietos, rindo de tudo e nada, ou apenas dar-te a mão como fazem os amantes antigos, no silêncio das palavras.
Tu ousaste! Sonhaste beijar-me ao de leve e confessaste, eu corei, por constrangimento ou mesmo inexperiência; sem dissimular o que me vai na alma.
Contigo sinto-me estranhamente calma. Não te peço nada, tu também não.
Recordo agora as tuas palavras carinhosas, és quase um desconhecido ainda, mas acho-te encantador, discreto, perspicaz, sensível, bem formado.
Vejo-te para a semana (se der...)
Talvez tu já não me aches graça nenhuma, agora que me conheces sem a máscara do mistério, sinto-me insegura.
Tenho vontade de partir, para longe dos meus fantasmas, quero sair do escuro desta alvorada. Quero lançar-me de cabeça erguida no vento e na água. Com as mãos rasgar nuvens e memórias. Queria estar contigo por uma hora apenas, vestida de sonhos e segredos transparentes.
Deixo que caia uma lágrima, única e perfeita como uma pérola.
Acabo esta carta que nunca ousarei enviar, mandando-te ternamente um beijo do tamanho da Lua; daquela lua a que chamas Poesia!

Coimbra, 05/11/04


PS: Por muitos anos que passem continuo assim... ainda... demasiado banal para estimular ou encantar quem quer que seja .... ingénua, humilde, teimosa e demasiado distraída ... continuo a defender-me de mim e dos outros, com ironia trocista, confiando na minha intuição que me diz que afinal tudo não passa de um enorme equívoco! ... Continuo a saborear o afecto quente e doce de uma só chavena de café, remexendo com a colher uma corrente de sentimentos intensos e contraditórios, a estabeleceram-se entre medos e verdades, mas com muita cautela. Continuo vestida de sonhos, rasgados de uma pretensa (trans)aparência... A anormalidade é lixada!!! Tudo em mim é desacordo.O que sou e o que faço, o que queria fazer e o que vou fazendo. As minhas próprias ambições se contradizem. Quero viver no Céu, mas mergulhar nas profundezas do mar. É difícil! Sinto-me violentamente puxada, para um lado e para outro, estilhaçada sem poder decidir. Quero viver tudo, mau ou bom, pouco importa; Quero experimentar tudo o que faz bem, como o que faz mal. Haverá algo mais frágil e mais sagrado que a vida? Aceitar que é assim, é aceitar o desacordo. Se não fosse assim, eu seria apenas uma coisa com contornos, peso e medida... Seria como este sofá onde me sento; e não é possível a um sofá sentar-se num sofá ...

terça-feira, dezembro 07, 2010

De onde me chegam estas palavras?

Porque escondes a noite no teu ventre?
Nesse país de sombra onde se calam as palavras.
Aí, no escuro lago onde estremece a flor da amendoeira
E onde vão morrer todos os cisnes.

Eu desvendo a tua dor, o teu mistério
De caminhares assim calada e triste,
Quando viajo em ti com as mãos nuas e o coração louco
No mais fundo de ti, onde só tu existes.

Oh, eu percorro as tuas coxas devagar
Dobrando-as lentamente contra o peito
E penetro em delírio a tua noite
Esporeando éguas no teu sangue.

De onde me chegam estas palavras?


Joaquim Pessoa

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Hoje ...

Despertei hoje com nódoas rasgadas e negras na alma, na nudez das minhas palavras onde o silêncio é soberano, ausente de cor ou sentido, esquartejado apenas pela melancolia.
Sacio-me de sorrisos esboçados e olhares enclausurados. Sinto-me estranhamente nua e crua, com a carne rasgada... as palavras! Ah as palavras.... essas, soltam-se estéreis, ocas, vazias  e frias, porque tudo morre na vida.
Queria ver-nos hoje, porque o amanhã pode nunca (mais) chegar.
Tenho o ar dentro das mãos porque sei tantas coisas e depois não sei responder às perguntas mais simples. É este o absurdo dos estranhos dias que vivo.

...

Hoje foi um dia dedicado exclusivamente à psicologia ... [ e se algum desconhecido desabafar contigo... isto é i(nat)o ... isso sou eu ... ]

Divagações...

Costumava responder "não sei", às perguntas sobre o futuro. A questão não estava tanto no conteúdo da pergunta quanto na sua projecção no tempo ...
Talvez por isso ambicionasse uma história de amor. Uma história (não) qualquer. Que tivesse o encanto dos teus olhos e a luminosidade dos meus sonhos.
Queria conhecer as palavras certas. Inventar um código secreto qualquer onde nos reconhecessemos. Queria uma luz qualquer que me iluminasse os passos.
Há crianças perdidas que esperam pela nossa voz. Somos já nelas o que nunca mais seremos. Se eu fosse poeta dava a volta ao texto. Deixaria de procurar o fim da linha. E os meus versos haveriam de conter as tuas mãos. As minhas palavras confundir-se-iam com as tuas. E o sorriso seria já quase um abraço...
Na beira dos teus lábios escreveria os meus, pétalas, rosas, metal fundente, hiato de tempo por cumprir e encontrar.
No ciclo dos teus olhos recordaria os meus, chamas, ventos, oásis perpétuos, doçura rasgada e por rasgar.
Na ânsia das tuas mãos inventaria as minhas, conchas, relâmpagos, o mundo ao contrário, uma lágrima por sorrir, outra por chorar.
No grito do teu amor encontraria o meu, serra, nuvem, céu, ao longe o mar, corpo, alma, sopro… doce respirar ... Mas não sei ... Continuo sem saber ...

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Constatação da noite

A felicidade é (sempre) muito frágil porque as (nossas) expectativas acabam (sempre) por ser frustadas ...

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Constatação

Há coisas que não percebo e que gostaria de entender e há outras que entendo e que preferia não perceber ...