domingo, agosto 19, 2007

Boa sorte/ Good luck

Um bom encontro é de dois ... por isso ... Boa sorte para ti, good luck to me!

«É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That's it
There is no way
It's over, Good luck
I have nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change
Everything you want to give me
It too much
It's heavy
There is no peace
All you want from me
Isn't real
Expectations
/ Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world

All you want
All you want
Tudo o que quer me dar /Everything you want to give
me
É demais / It's too muchÉ pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Now we're Falling into the night
Um bom encontro é de dois»

Vanessa da Mata Feat Ben Harper

sábado, agosto 18, 2007

ESQUEÇA!

Esqueça..se ele não te ama
Esqueça..se ele não te quer
Não chores mais, não sofra assim
Porque eu posso te dar amor sem fim

Ele não pensa, em querer-te
Te faz sofrer e até chorar

Não chores mais, vem pra mim
Vem, não sofra, não pense..
Não chores mais, meu bem..

Marisa Monte

(Adoro esta música...)

Constatando...


Pior que não te ver

É ver-te

E não te ter...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Sou virgem no amor


Não tenhas ciúmes
Do passado
Que passou.
Dos corpos que abracei

Das bocas que beijei
Das pessoas que tive
E que esqueci.

Toma-me.
Sou virgem no amor
Que sinto por ti.
Como rosa branca
Pura, imaculada
Sem mancha
Resguardei-me para ti

Na paixão que (me) arrebata.
No sentir que me amarra
Não tenhas ciúmes.

Como gaivota ao sabor do tempo
Nas dunas batidas pelo vento
Não consegues sentir
Quando unimos os corpos
Que o prazer de te possuir
É a delícia infinita
De quem só conheceu um (único) amor

O (NOSSO) SILÊNCIO


O teu silêncio...
Os dias vazios
Sem a tua presença
Provocam em mim
A insegurança
A eterna angústia
Que me dilacera

No meu silêncio...
[a que me o(a)briguei]
Pressinto o frio da noite
O fim do sonho
O mero engano
A duplicidade
Desta estranha cumplicidade

O misterioso bailar
De quem tem receio de amar
Não sei se me atrevo ...
... a recomeçar
Se te deixo entrar
Se te faço parar...
Não sei se te amo...
Se apenas te desejo...
Neste impulso carnal-divinal
Deveras abismal...

quinta-feira, agosto 09, 2007

Bloody men


Bloody men are like bloody buses -

You wait for about a year
And as soon as one approaches your stop
Two or three others appear.
You look at them flashing their indicators,
Offering you a ride.
You're trying to read the destinations,
You haven't much time to decide.
If you make a mistake, there is no turning back.
Jump off, and you'll stand there and gaze
While the cars and the taxis and lorries go by
And the minutes, the hours, the days.

Wendy Cope

segunda-feira, agosto 06, 2007

LES FEUILLES MORTES



Recordo-me deste poema da minha infância de Jacques Prévert (1945) les Feuilles mortes, que tem tudo a ver comigo. Gosto do outono, das folhas caídas, dos jardins num final de tarde com os seus bancos vazios e as folhas a esvoaçarem como se levassem todos os sentimentos por aí fora sobre o vento, sobre o céu... acho romântico...
Descobri hoje (e esta hein?!!!!) que foi adaptado para o inglês por Johnny Mercer do qual resultou na belíssima canção "Autumn Leaves" (When you went away) cantada por Eva Cassidy. E ainda por cima tenho a canção. Imperdoável não ter reparado :(
Descubram as diferenças ... :)

Oh ! je voudrais tant que tu te souviennes
Des jours heureux où nous étions amis.
En ce temps-là la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle.
Tu vois, je n'ai pas oublié...
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Et le vent du nord les emporte
Dans la nuit froide de l'oubli.
Tu vois, je n'ai pas oublié
La chanson que tu me chantais.

[Refrain:]
C'est une chanson qui nous ressemble.
Toi, tu m'aimais et je t'aimais
Et nous vivions tous deux ensemble,
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.
Mais la vie sépare ceux qui s'aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis.

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie.
Je t'aimais tant, tu étais si jolie.
Comment veux-tu que je t'oublie ?
En ce temps-là, la vie était plus belle
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n'ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais,
Toujours, toujours je l'entendrai !

[Refrain]

Encosta-te a mim

Porque sim... porque vale a pena ... porque me apetece... porque estou de férias... porque ando sem inspiração para a "escrita"... porque ando mais virada para a música... porque ando com uma preguicite agudíssima... porque ando encostada ... porque o PC também tem direito ao descanso :) ... aqui deixo o tema principal do novo álbum do "dinossauro" Jorge Palma. Sublimes a letra e a música, para não falar na curiosidade do video clip com o maior número de "gente famosa" por metro quadrado ... reconhecem-nos? ;) Quase todos ligados às artes e amigos do autor, o encontro da velha com a nova geração :)





Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p'ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p'ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Jorge Palma - Encosta-te a mim...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Pelo sonho é que vamos


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.


Chegamos? Não chegamos?


Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.


Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.



Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.



( Sebastião da Gama)

sábado, julho 28, 2007

AO VENTO



E se pensas que tive medo
É falso
Apenas dei férias ao meu coração
Um pouco de repouso
E se pensas que me arrependo
Espera
Respira um pouco
O sopro de oiro
Que me empurra para a frente

E…
Faz de conta que rumei ao mar
Que desprendi a vela
Que me fiz ao vento
Encontrei a minha estrela
Faz de conta que deixei a terra
Segui-a por um instante
Sob o vento
E se pensas que acabou
Nunca
É apenas uma pausa, uma repetiçao
Depois do perigo
E se pensas que te esqueci
Escuta
Abre o teu corpo ao vento da noite
E fecha os olhos
E sente
... O vento

quarta-feira, julho 25, 2007

Último Esfuerzo

Por mais que nos esforcemos...de nada vale a pena...tudo (e todos) acaba por nos perseguir como uma sombra no nosso encalço!




By:
Autor da música/ tema: Nuno Peixoto (Beijos e mais não digo só pessoalmente;))
;
Direcção: Sergio San Martin (Parabéns)
Actor: Miguel Presti (boa expressão facial)
Ayte Dir: Sara Pineda (bom trabalho)
Fotografia: Gail Duboi (Excelente, boas perspectivas)
Edition: Paranoix Entertainment

www.sergiosanmartin.com

quinta-feira, julho 19, 2007

MEU OLHAR


O meu olhar triste,
Perdido,
Vazio,
Ferido,
Algo vago
Por vezes frio
Busquei perdão
Busquei afeição
Busquei um sorriso
Encontrei apenas solidão
Não achei o meu sol
Não encontrei o meu céu
Não achei o meu luar
Nem a quem amar
Olhei para ti
Assim que te vi
Perdi-t(m)me no caminho
Quem me chamar
Tem de ser de mansinho
Vai encontrar este estranho olhar
Uma alegria que um dia se acabou
Reflexos de um amor que findou
No meu olhar...
Existe dor
Existe amor
Existe um olá
Existe um adeus....

quarta-feira, julho 18, 2007

IMPULS(O)E...


E se de repente (sem estares à espera!)um Desconhecido te oferecer flores?!
Isso é... impuls(o)e ?...

domingo, julho 15, 2007

Será?

O que eu te quero dizer ...



Quero-te revelar
O meu maior segredo
Sempre te quis amar
Mas tive sempre medo
De me aproximar
Dizer-te aquilo que pensava

Ouço a tua voz
Vinda lá do fundo
Se ficarmos sós
Neste nosso mundo
E agora sei, que o amor
É tudo ou nada

Diz-me que vale a pena
Alma que me condena
Diz-me que vale a pena
Dizer-te o que eu te quero dizer

E o meu coração
Vive num dilema
Será que este amor
Vale mesmo a pena
Ou será melhor
Deixar tudo assim à margem

E a palavra amor
Que nós já gastámos
Fica sempre a dor
Se assim ficarmos
Deste nosso amor
Resta só a tua imagem

(Polo Norte)

(Queria dizer-te ...[ainda bem que não me lês] que estou num dilema, com medo de amar, receio de me aproximar (demasiado), pavor de me magoar, por isso não te disse/ digo nada... nem sei se vale a pena!)
Retomo o meu silêncio no teu!

sexta-feira, julho 13, 2007

Tudo o que eu te dou



Eu não sei, que mais posso ser
Um dia rei, outro dia sem comer
Por vezes forte, coragem de leão
Ás vezes, fraco assim é o coração
Eu não sei, que mais te posso dar
Um dia jóias;
Noutro dia o luar,
Gritos de dor,
Gritos de prazer
Que um homem também chora
Quando assim tem de ser.

Foram tantas as noites
Sem dormir,
Tantos quartos de hotel
Amar é partir...
Promessas perdidas
Escritas no ar
E logo ali eu sei...

Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim
Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona,
Beijas-me a pele morena
Fazes aqueles truques que,
Aprendeste no cinema
Mais! peço-te eu,
Já me sinto a viajar
Pára, recomeça e faz-me acreditar

Não, dizes tu,
E o teu olhar mentiu,
Enrolados pelo chão no abraço que se viu
É madrugada ou é alucinação,
Estrelas de mil cores, extasy ou paixão
Hum, esse odor, traz tanta saudade
Mata-me de amor,
Dá-me liberdade
Deixa-me voar, cantar e adormecer

Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim
Tudo o que eu te dou
Tu me dás a mim
Tudo o que eu te dou

(Mais uma música sublime do Pedro Abrunhosa... que me traz tanta saudade, mata-me de amor, dá-me liberdade...)

quinta-feira, julho 12, 2007

Ponte da despedida


Existe hoje entre nós
Uma distância colossal
Deveras abismal
Maciça,
Frieza de granito
Porque calamos a voz?

E antes que a saudade me tente
Engulo um grito
A despedida já era
Antes mesmo de o ser
Saudades ...
As evidências
Afinal nem vale a pena
Já se disse tanto!
Já se disse tão pouco!
Não se disse tudo
Não se disse nada

Ah as distâncias...
O espírito... mudo
Saudades...
Já era de prever
A pronta evidência
Que se quiz desapercebida

Não existe ponte nem travessia
Nem tristeza, nem alegria
Estamos tão separados como duas colunas
Ás quais o rio beija o chão à cidade.

quarta-feira, julho 11, 2007

Porta trancada

A permanente e constante necessidade de analisar tudo (e todos) até às profundezas, lá no osso, lá nas entranhas, lá no fundo!
O inevitável cuidado (constante e permanente) de nos defendermos, disfarçando... (quase sempre) sentimentos, calamos emoções, calcamos o peito, trancamos o coração, asfixiamos pensamentos, matamos os sonhos à nascença, tropeçamos nos comportamentos que se querem e não se têm, atitudes que deveríamos ter e fazemos precisamente o contrário ou até procuramos responder (quase sempre) a uma pergunta com uma outra pergunta! Evitam-se desilusões, sofrimentos, respostas, ilações e dá-nos mais tempo para pensar no que vamos dizer/ fazer ... Achamos que temos o controlo da nossa vida.
Em suma, passamos a vida a disfarçar, a driblar e a jogar.... com tudo e todos, com capacete e botas de protecção!
São "defeitos" (?) que acabam (quase sempre) por estorvar, afastar abraços que se querem trocar ou apenas desaproveitar êxtases que se desejariam viver...
Desperdícios... desoportunidades .... mandamos a felicidade ir bater a outra porta ou dar uma curva ou simplesmente recusamo-nos abrir a porta como se ela fosse uma intrusa (indesejável) ...
Pior do que tudo, nem sequer nos damos conta!

Um dia.... um dia ... num momento resolvemos abrir a porta e constatamos (quiça tarde demais) que a felicidade foi embora!

quinta-feira, julho 05, 2007

A ESFERA

Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,

Nada mais era do que um som

Que me levava a tentar fugir de ti… sair de ti…
Uma vez mais, sem saber porquê,

Desisti para te dizer:

Não dá mais, quero mais…e não for assim,

Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!

Mais, mais…

Quero mais…

Mais, mais…

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,

Que me deixes ir,

Que me libertes de ti, que não me faças sentir,

E eu não quero cair, não me posso entregar

Sem que percebas que não podes julgar,

E eu quero tentar, poder acreditar

Que o aperto cá dentro

Um dia vai acabar,

E o monstro em mim, não irá sucumbir,

Não desfalece por não conseguir

Que olhes para mim, que me faças existir,

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Mais, mais...



1.º Álbum de Pedro Khima "A Esfera"

http://www.youtube.com/watch?v=huN7vpydWUQ




O Desejo é Fruto de um Conhecimento Insuficiente

Não existe nada mais estranho e espinhoso do que a relação entre pessoas que só se conhecem de vista - que diariamente, mesmo hora a hora, se encontram, se observam e que têm assim de manter, sem cumprimentos e sem palavras, a aparência de desconhecimento indiferente, devido ao rigor dos costumes ou a caprichos pessoais. Entre elas existe inquietação e curiosidade exacerbada, a histeria da necessidade insatisfeita, anormalmente recalcada, de conhecimento e comunicação e sobretudo também uma forma de consideração tensa. Pois o ser humano ama e respeita o outro ser humano enquanto não está em posição de o julgar e o desejo é produto de um conhecimento insuficiente.

Thomas Mann, in "Morte em Veneza"