E se pensas que tive medo É falso Apenas dei férias ao meu coração Um pouco de repouso E se pensas que me arrependo Espera Respira um pouco O sopro de oiro Que me empurra para a frente
E… Faz de conta que rumei ao mar Que desprendi a vela Que me fiz ao vento Encontrei a minha estrela Faz de conta que deixei a terra Segui-a por um instante Sob o vento E se pensas que acabou Nunca É apenas uma pausa, uma repetiçao Depois do perigo E se pensas que te esqueci Escuta Abre o teu corpo ao vento da noite E fecha os olhos E sente ... O vento
Por mais que nos esforcemos...de nada vale a pena...tudo (e todos) acaba por nos perseguir como uma sombra no nosso encalço!
By: Autor da música/ tema: Nuno Peixoto (Beijos e mais não digo só pessoalmente;)) ; Direcção: Sergio San Martin (Parabéns) Actor: Miguel Presti (boa expressão facial) Ayte Dir: Sara Pineda (bom trabalho) Fotografia: Gail Duboi (Excelente, boas perspectivas) Edition: Paranoix Entertainment
O meu olhar triste, Perdido, Vazio, Ferido, Algo vago Por vezes frio Busquei perdão Busquei afeição Busquei um sorriso Encontrei apenas solidão Não achei o meu sol Não encontrei o meu céu Não achei o meu luar Nem a quem amar Olhei para ti Assim que te vi Perdi-t(m)me no caminho Quem me chamar Tem de ser de mansinho Vai encontrar este estranho olhar Uma alegria que um dia se acabou Reflexos de um amor que findou No meu olhar... Existe dor Existe amor Existe um olá Existe um adeus....
Quero-te revelar O meu maior segredo Sempre te quis amar Mas tive sempre medo De me aproximar Dizer-te aquilo que pensava
Ouço a tua voz Vinda lá do fundo Se ficarmos sós Neste nosso mundo E agora sei, que o amor É tudo ou nada
Diz-me que vale a pena Alma que me condena Diz-me que vale a pena Dizer-te o que eu te quero dizer
E o meu coração Vive num dilema Será que este amor Vale mesmo a pena Ou será melhor Deixar tudo assim à margem
E a palavra amor Que nós já gastámos Fica sempre a dor Se assim ficarmos Deste nosso amor Resta só a tua imagem
(Polo Norte)
(Queria dizer-te ...[ainda bem que não me lês] que estou num dilema, com medo de amar, receio de me aproximar (demasiado), pavor de me magoar, por isso não te disse/ digo nada... nem sei se vale a pena!) Retomo o meu silêncio no teu!
Eu não sei, que mais posso ser Um dia rei, outro dia sem comer Por vezes forte, coragem de leão Ás vezes, fraco assim é o coração Eu não sei, que mais te posso dar Um dia jóias; Noutro dia o luar, Gritos de dor, Gritos de prazer Que um homem também chora Quando assim tem de ser.
Foram tantas as noites Sem dormir, Tantos quartos de hotel Amar é partir... Promessas perdidas Escritas no ar E logo ali eu sei...
Tudo o que eu te dou Tu me dás a mim Tudo o que eu sonhei Tu serás assim Tudo o que eu te dou Tu me dás a mim Tudo o que eu te dou
Sentado na poltrona, Beijas-me a pele morena Fazes aqueles truques que, Aprendeste no cinema Mais! peço-te eu, Já me sinto a viajar Pára, recomeça e faz-me acreditar
Não, dizes tu, E o teu olhar mentiu, Enrolados pelo chão no abraço que se viu É madrugada ou é alucinação, Estrelas de mil cores, extasy ou paixão Hum, esse odor, traz tanta saudade Mata-me de amor, Dá-me liberdade Deixa-me voar, cantar e adormecer
Tudo o que eu te dou Tu me dás a mim Tudo o que eu sonhei Tu serás assim Tudo o que eu te dou Tu me dás a mim Tudo o que eu te dou
(Mais uma música sublime do Pedro Abrunhosa... que me traz tanta saudade, mata-me de amor, dá-me liberdade...)
A permanente e constante necessidade de analisar tudo (e todos) até às profundezas, lá no osso, lá nas entranhas, lá no fundo!
O inevitável cuidado (constante e permanente) de nos defendermos, disfarçando... (quase sempre) sentimentos, calamos emoções, calcamos o peito, trancamos o coração, asfixiamos pensamentos, matamos os sonhos à nascença, tropeçamos nos comportamentos que se querem e não se têm, atitudes que deveríamos ter e fazemos precisamente o contrário ou até procuramos responder (quase sempre) a uma pergunta com uma outra pergunta! Evitam-se desilusões, sofrimentos, respostas, ilações e dá-nos mais tempo para pensar no que vamos dizer/ fazer ... Achamos que temos o controlo da nossa vida.
Em suma, passamos a vida a disfarçar, a driblar e a jogar.... com tudo e todos, com capacete e botas de protecção!
São "defeitos" (?) que acabam (quase sempre) por estorvar, afastar abraços que se querem trocar ou apenas desaproveitar êxtases que se desejariam viver...
Desperdícios... desoportunidades .... mandamos a felicidade ir bater a outra porta ou dar uma curva ou simplesmente recusamo-nos abrir a porta como se ela fosse uma intrusa (indesejável) ...
Pior do que tudo, nem sequer nos damos conta!
Um dia.... um dia ... num momento resolvemos abrir a porta e constatamos (quiça tarde demais) que a felicidade foi embora!
Não existe nada mais estranho e espinhoso do que a relação entre pessoas que só se conhecem de vista - que diariamente, mesmo hora a hora, se encontram, se observam e que têm assim de manter, sem cumprimentos e sem palavras, a aparência de desconhecimento indiferente, devido ao rigor dos costumes ou a caprichos pessoais. Entre elas existe inquietação e curiosidade exacerbada, a histeria da necessidade insatisfeita, anormalmente recalcada, de conhecimento e comunicação e sobretudo também uma forma de consideração tensa. Pois o ser humano ama e respeita o outro ser humano enquanto não está em posição de o julgar e o desejo é produto de um conhecimento insuficiente.
Volta-se o rico para os prazeres da carne e a maior parte do mundo faz o mesmo. E não sem acerto, porque todas as coisas agradáveis devem ser tidas como inocentes, e até que se provem culpadas todas as presunções pendem a seu favor. A vida já é bastante penosa para que ainda a agravemos com proibições e obstáculos aos seus deleites; tão arisca se mostra a felicidade que todas as portas por onde ela queira entrar devem permanecer escancaradas. A carne enfraquece muito precocemente - e os olhos olham com melancolia para os prazeres de outrora. Muito rápidamente todas as alegrias perdem a vivacidade - e admiramo-nos de como pudessem ter-nos interessado tanto. O próprio amor torna-se grotesco logo que atinge os seus fins. Guardemos o ascetismo para a estação própria - a velhice. É este o grande drama do prazer; todas as coisas agradáveis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tanto mais depressa quanto é mais retribuído. Por isso o passado parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e injúrias e demoramo-nos sobre as vitórias. O presente parece muito mesquinho diante de um passado do qual só retemos na memória o bom, e diante de um futuro que ainda é sonho. O que alcançamos nunca nos contenta; «olhamos para diante e para trás em procura do que não está ali»; não somos bastante sábios para amar o presente do mesmo modo que o amaremos quando se tornar passado. Quando mergulhamos num prazer, o nosso olhar vai para longe - a felicidade ainda não está alcançada apesar de termos o deleite nos nossos braços. Que mau demónio nos afeiçoou assim?
Gosto da sonoridade desta canção e da voz do vocalista dos Toranja. Quanto à interpretação ... bem há quem diga que as letras dos Toranja não têm nexo nenhum! Há que tentar interpretá-las cada qual do seu modo. Esta música poderá falar de uma despedida, dum amor que se "quebrou" mesmo não se querendo, de um amor platónico, quem sabe inconcretizável ... Inclino-me para esta opção, de almas sem corpo, de corpos sem alma... Embora continue a achar a letra intimista demais, apenas perceptível para o (a) ele(a)que o viveram … mas que é sem dúvida um poema belíssimo! Quanto ao video não é oficial mas achei-o engraçado, singelo e muito bem adaptado!
Eu a convencer-te (de) que gostas de mim, Tu a convenceres-te de que não é bem assim. Eu a mostrar-te o meu lado mais puro, Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia, E eu encostado como quem não vê. Eras tu a falar para esconder a saudade E eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal, Quebrámos os dois… (2x)
Desviando os olhos por sentir a verdade, Juravas a certeza da mentira, Mas sem queimar de mais, Sem querer extingir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro, Por saber que era o fim da roupa vestida, Que inventara no meio do escuro onde estava, Por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal, Quebrámos os dois… (4x)
Era eu a despir-te do que era pequeno, Tu a puxar-me para um lado mais perto, Onde se contam histórias que nos atam, Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Eras tu a ficar por não saberes partir, E eu a rezar para que desaparecesses, Era eu a rezar para que ficasses, Tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocámos enquanto saías, Não nos tocámos enquanto saímos, Não nos tocámos e vamos fugindo, Porque quebrámos como crianças.
Afinal, Quebrámos os dois… (4x)
É quase pecado que se deixa. Quase pecado que se ignora.
Transbordo de saudade e histórias para contar Devoro a viagem com a pressa de chegar Desfoco a tua imagem nos meus olhos a chorar
Ai se eu pudesse andar para trás Ai queria aquele amor fugaz Queria mais um minuto de prazer
Convoco o teu corpo para o meu sonho virtual Despertas do meu fogo um instinto animal Será isto utopia ou paixão a florescer Converto o dia a dia num minuto de prazer
Ai se eu pudesse andar para trás Ai queria aquele amor fugaz Queria mais um minuto de prazer"
- André Sardet
(Aiiii se eu pudesse andar para trás!!... Ai queria aquele amor fugaz, queria mais... muitoooo mais do que um minuto de prazer... )
Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes as palavras voavam E eu via que o céu me nascia dos dedos E a Ursa Maior eram ferros acessos Marinheiros perdidos em portos distantes Em bares escondidos em sonhos gigantes E a cidade vazia da cor do asfalto E alguém me pedia que cantasse mais alto
Quem me leva os meus fantasmas Quem me salva desta espada Quem me diz onde é a estrada
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam Em que homens negavam o que outros erguiam Eu bebia da vida em goles pequenos Tropeçava no riso abraçava venenos De costas voltadas não se vê o futuro Nem o rumo da bala nem a falha no muro E alguém me gritava com voz de profeta Que o caminho se faz entre o alvo e a seta
Quem me leva os meus fantasmas Quem me salva desta espada Quem me diz onde é a estrada
De que serve ter o mapa se o fim está traçado De que serve a terra à vista se o barco está parado De que serve ter a chave se a porta está aberta De que servem as palavras se a casa está deserta
Quem me leva os meus fantasmas Quem me salva desta espada Quem me diz onde é a estrada
Sonhos coloridos Perfumados de jasmim Nascem... Brotam... Jardins floridos Sonhos esculpidos Moldados em marfim Com toque de cetim Sonhos imensos Que não mais têm fim ...
One should always be drunk. That's all that matters; that's our one imperative need. So as not to feel Time's horrible burden one which breaks your shoulders and bows you down, you must get drunk without cease.
But with what? With wine, poetry, or virtue as you choose. But get drunk.
And if, at some time, on steps of a palace, in the green grass of a ditch, in the bleak solitude of your room, you are waking and the drunkenness has already abated, ask the wind, the wave, the stars, the clock, all that which flees, all that which groans, all that which rolls, all that which sings, all that which speaks, ask them, what time it is; and the wind, the wave, the stars, the birds, and the clock, they will all reply:
"It is time to get drunk!
So that you may not be the martyred slaves of Time, get drunk, get drunk, and never pause for rest! With wine, poetry, or virtue, as you choose!"