
Particularidades das minhas singularidades & Singularidades das minhas particularidades...
quarta-feira, agosto 05, 2009
O que ando a ler...

domingo, agosto 02, 2009
Expectativas versus decepções
As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planeamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeamos. Esperamos pelo incremento do que acreditamos merecer! Esperamos ser amadas para sempre! Desejamos nunca ser abandonadas! Esperamos que nos amem tal como somos! Esperamos que os nossos amigos nos compreendam quando mais precisamos deles! Esperamos não ser julgados nem criticados quando algo não dá certo!
Nessa situação é muito comum procurarmos culpados e culpar os outros por quase tudo! Essa é uma maneira subtil para náo ter de enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam escondidos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, falta de auto-estima e inevitavelmente colocamo-nos no papel de vítima (perfeita).
Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou somos nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que depende do caso. É diferente de situação para situação, de pessoa para pessoa...
Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar. Verbalizar as nossas expectativas é muito importante em qualquer relação.
Quando foi a última vez que te sentiste frustrada(o) porque alguém não agiu como esperavas? Culpaste essa pessoa mesmo sem ela saber o que esperavas dela? Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa “deveria” ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora do controlo.
Quando compreenderes que não é responsabilidade de alguém “adivinhar” o que tu queres os teus conflitos poderão diminuir.
Quando nossas expectativas são um factor primário na maneira como pensamos, ouvimos, falamos, a decepção torna-se constante e permanente na nossa vida.
E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebemos que o tempo passa e que nosso desejo está longe de ser alcançado. Aguardamos e aguardamos, até ...desistir....
Mas, o que fazer para alcançar efectivamente o que desejamos? Muitas pessoas simplesmente ficam num compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como desejam. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas, ainda assim, se criarmos expectativas em relação ao comportamento da outra pessoa, estaremos no caminho mais certo para nos decepcionarem e frustrarem.
As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente. Quanto mais expectativas criarmos, mais propensos estaremos a nos decepcionar.
P.S.: Texto que estava (bem escondido e adaptado de um artigo de Psicologia da net) no fundo de baú... Hoje (muito apropriado e até porque faz sentido!) lembrei-me ... de alguém que me disse que se tivessemos as expectativas muito altas em relação a algo ou alguém e que se essas não fossem correspondidas ou se concretizassem, poderíamos nos dececpcionar, porque essa pessoa estaria aquém das nossas expectativas. Segundo ele, deveríamos manter (sempre) as (nossas) expectativas sempre em baixo para não sofremos desilusões! Curioso como na altura uma simples "palestra sobre o grau de satisfação de clientes" levou a este debate! E, estranhamente, que eu deveria ter tomado como um aviso, mas não o entendi assim ... E já lá vão 5 anos!!! Mas nunca é tarde para aprender, por isso não quero ter expectativas muito altas sobre os outros e não quero que os outros me ponham num pedestal. Nada como nos aceitarem como somos, acima de tudo com os nossos defeitos e quanto aos outros idem, idem, afinal ninguém é perfeito e AINDA BEM! Errare humanus est!
Nada me deixa mais feliz do que superar as expectivas que alguém "depositou" em mim e nada me deixa tão infeliz do que quando alguém se decepciona comigo! E vice-versa! (foi apenas um desabafo...)
Luar Do Meu Bem
sexta-feira, julho 31, 2009
Não se afobe, não, que nada é pra já...
For nothing comes right now, as a click with your fingers
Love comes slowly, when you dont expect, it does not comes in a hurry.
It can wait silently, quietly for centuries
May it be somewhere, as in the bottle of the ocean, or inside a wardrobe, or even in the post office, or in the air, it can wait for a thousand years
And, then, Rio will be some sunken city . Divers would come to explore your house.
All kind of stuff and your soul.
Wise men will try to decipher ancient words, poems, letters, pictures
Also lies and vestiges of a strange civilization
Dont be hasty, dont!
Nothing will come quickly
Lovers will be always loveable
Future lovers, perhaps,
Will fall in love, without knowing,
that the flame of love will be just that one I left once for you.
quinta-feira, julho 30, 2009
A Ternura dos Intas
Marcou uma época ....hahaha... Lembram-se?
quarta-feira, julho 29, 2009
I'm fine, i'm fine, i'm fine ...
my face, baby
Just let me hide
in your embrace, baby
There's nothing for you
to see here anyway
Don't you go searching
for my soul, baby
I'm sure all you'll find
is a great big hole, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …
Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
Don't you go swimming
in my eyes, baby
They're used to
backing up my lies, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …
Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
I'm fine
I'm fine
I'm fine
[Freya]
terça-feira, julho 28, 2009
Here I Love You

The moon glows like phosphorous on the vagrant waters.
Days, all one kind, go chasing each other.
The snow unfurls in dancing figures.
A silver gull slips down from the west.
Sometimes a sail. High, high stars.
Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early and even my soul is wet.
Far away the sea sounds and resounds.
This is a port.
Here I love you.
Here I love you and the horizon hides you in vain.
I love you still among these cold things.
Sometimes my kisses go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten like those old anchors.
The piers sadden when the afternoon moors there.
My life grows tired, hungry to no purpose.
I love what I do not have. You are so far.
My loathing wrestles with the slow twilights.
But night comes and starts to sing to me.
The moon turns its clockwork dream.
The biggest stars look at me with your eyes.
And as I love you, the pines in the wind
want to sing your name with their leaves of wire.
segunda-feira, julho 27, 2009
O melhor pretexto

É tão frágil a vida,
tão efémero, tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo ?)
E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade,
de resistir à morte
quanto maior a idade.
Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.
Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber
Que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos).
Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não!" a tudo
que tenha outro sentido.
E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga!)
teremos p'ra viver
senão a própria vida?
Alexandre O'Neil , in
"Poemas com endereço", 1962
Beijar ou comer chocolate?
A Canção das Perdidas

I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII
IX
X
XI
Augusto Gil
domingo, julho 26, 2009
Pensamento a não esquecer
Um dia de domingo
...Eu preciso respirar...Eu preciso descobrir...Ver o sol amanhecerComo um dia de domingoE ver a vida acontecer!Faz de conta que ainda é cedoTudo vai ficar por conta da emoçãoFaz de conta que ainda é cedoE deixar falar a voz do coração
sexta-feira, julho 24, 2009
Dá medo sim!

Dá medo ...
A incerteza dos dias
Do vazio das noites frias
Em cem, são mil de solidão
Do viver sem sentido nem razão
Sem esperança ou motivação
Dá medo ...
Perder as palavras
De ver os sonhos levados
Varridos, punidos e banidos
Das lágrimas vertidas
Da ausência de um sorriso
De não achar refúgio
Na constante tempestade
Dá medo ...
Os pensamentos não alcançarem o luar
Do ar cortante e frio
Num olhar ausente e vazio
Dá medo ...
Concluir que o anoitecer esperado
Foi para sempre perdido
Que afinal a porta nunca existiu…
E que o levantar da aurora ... fugiu
Dá medo ...
Dá medo sim!
Um caso raro ... ou pura inocência
quinta-feira, julho 23, 2009
Uma mulher precisa de dois homens ... ah pois é
quarta-feira, julho 22, 2009
Velha demais
[Penso e medito ...e chego à conclusão que sou "nova" demais para desistir e velha demais para recomeçar!]
P.S. It's a little bit funny this feeling inside...
Introspectiva ...
Divagações
terça-feira, julho 21, 2009
Mais lenha ...
P.S. Ah como ADORO esta canção ..... e mais esta ..
E já que estamos do outro lado do Atlântico, porque não mais lenha para a fogueira :D
segunda-feira, julho 20, 2009
(I) guess ...
Velhinhas .... lol ... e esta do filme Tootsie
Sonhar e viver
Sonhar é viver...
É deixar a vida acontecer.
Sonhar é tentar ser feliz
Sonhar é encantar,
E saber esperar...
domingo, julho 19, 2009
Again...
sexta-feira, julho 17, 2009
O homem sensível

Mas já me perdi, não era nada disso que queria falar! Queria tentar partilhar a minha inquietação sobre uma das construções dessa cultura pós-moderna do amor: o homem sensível. Eu cresci a consumir essa figura (mais um dos legados pós-80). Na época, eram Dustin Hoffman, Al Pacino e Wood Allen, todos baixinhos e de óculos, em cenas de choro e monólogos de demonstração de fragilidade.
Contrapunham-se drasticamente à imagem do macho dominante, bruto e arrebatador das décadas anteriores (como Clarck Gable, cínico e sedutor, a roubar os beijos de Scarlett O’hara)... Mas, não dava mais para esses tipos conviverem lado a lado com as novas mulheres - working girls -, cada vez mais incisivas e "invasoras" no universo masculino. Daí, surgiram expressões como “ocaso masculino”, "inveja do pénis", etc. (LOL). É incrível como a construção de certas personagens são pertinentes à época em que emergem!
Lembro-me do livro de Anais Nin, na prateleira da minha sala, : “Em Busca do homem sensível” - não confundir com essa moda dos livros (lixo) de auto-ajuda para mulheres, tão comuns hoje em dia -... eram crónicas e palestras da escritora. Uma delas falava desse novo homem, que surgia das alternativas de convivência propostas pela geração hippie, não me lembro exactamente das palavras com que ela o descrevia, mas sim de alguns exemplos, como o de um jovem casal que viajava de moto pelo país, partilhando da pouca comida e das dificuldades. Nin exultava essa mudança de paradigma masculino como uma consequência das revoluções sociais, sem manipular nem puxar a sardinha para o mito do protagonismo das mulheres, as “invasoras” do mundo público de então. Para ela, o homem sensível não era simplesmente um macho ferido, mas alguém capaz de caminhar lado a lado, ciente das desigualdades ...
Cá para os meus botões, pergunto-me se não serei da geração que viu no “homem sensível” um novo rótulo do príncipe encantado. Como toda a romântica incurável, fiz planos com eles, apaixonei-me pelos personagens nos filmes que via... na maioria das vezes não deu certo, porque os rótulos, infelizmente, boiam na água ou rapidamente despelam sob temperaturas mais agudas... À primeira crise, desfazem-se e ...bye, bye.
Sinceramente, tenho a sensação de que a maioria dos homens não se esforça em ser mais do que aquilo que é... não se preocupa em cativar, surpreender, em fugir do lugar comodamente sentado (do macho dominante). Se a sensibilidade casualmente acontece, ok. Se não, tudo bem, não estão nem aí... e ainda gozam com os "sensíveis" apelidando-os de "gay"! Mas homem que é homem não chora por isso agem como se, cumprido o clichet, fosse o suficiente, comportando-se como se apenas pelo facto de existirem fosse um grande favor, um serviço prestado à humanidade com a população feminina excedente. (E eu é que sou chata e exigente! - Demais. Impiedosa! - Quase.)
Interrogo-me até que ponto Anais Nin tinha razão. Ou se foram apenas os filmes, músicas e livros que vi, ouvi e li, que me lançaram nesta expectativa extra normal. Porque ...confesso, não tenho paciência para os não-sensíveis nem acho piada nenhuma a esse vai-e-vem nauseante das relações líquidas - reluzem como uma gota de água por um lampejo de segundos, mas logo se espatifam na placidez do oceano, retomando uma busca contínua, que não cessa...
Talvez eu seja apenas pessimista. Talvez não tenha tido muita sorte. Talvez a busca tenha apenas começado. Quem saberá responder?... Espero mesmo que seja apenas o incómodo dos calos na minha desiludida dor de cotovelo. .. Mas eu … confesso …gosto de homens sensíveis... porque os homens também choram e precisam de colo!
quinta-feira, julho 16, 2009
Possibilidade de um afago ...
Si tu apelles melancolie ...
Tu te vois triste sans savoir pourquoi
Et tu ferais n'importe quoi
Pour ne pas être à ta place
...
Les chiens perdus, les incompris
On les connaît, on leur ressemble
..."
quarta-feira, julho 15, 2009
Proverbes
Poema 20

Vinho Rubro

P.S. Mais um L-I-N-D-O poema do Alexandre. E já agora vale a pena ler: http://www.ignezferraz.com.br/mainportfolio4.asp?pagina=Dicas&cod_item=1445
terça-feira, julho 14, 2009
Constatação IV
Pensamento matinal
segunda-feira, julho 13, 2009
Nocturnos
Para reflectir ...
«Dizem que para o amor chegar não há dia...
Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala...
No mais sensível dos nossos órgãos... o coração.
Começo a acreditar que sim...
Mas percebo também que pelo facto deste momento...
Não ser determinado pelas pessoas...
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a confusão feliz se faz instalada.
Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...
Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....
Se entristecem por não se terem encontrado antes...
Afinal tudo poderia ser tão diferente.
No entanto sabem que o caminho é este...
E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras...
Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...
Mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam...
Passam a sentir saudade uma da outra...
Num processo contínuo de reaproximação...
Até a consumação.
Almas que se encontram podem sofrer bastante também,
Pois muitas vezes tais encontros acontecem...
Em momentos onde não mais podem extravasar...
Toda a plenitude do amor...
Que carregam, toda a alegria de amar...
E de querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida à espera do encontro final.
Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
Mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol...
Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores...
Ver a noite chegar...
Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar...
Brigar às vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes...
Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo...
Sem que a despedida se faça presente.
Porém muitas vezes elas se encontram num tempo...
E num espaço diferente...
Do que suas realidades possam permitir.
Mas depois que se encontram...
Ficam marcadas ... tatuadas...
E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...
Elas jamais conseguirão se separar...
E o mais importante ...
Terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...
Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade...
Que têm uma da outra para toda a eternidade. »
Autor: Paulo Fuentes
Pudesse ...
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal o sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só »
domingo, julho 12, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
Podes crer ... que o amanhã é escrito ... aqui e agora!
quinta-feira, julho 09, 2009
O jogo...
1 + 1 = 1
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta
...
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será
..."
Tomorrow is another day
Origin
The last line of the American Civil War novel Gone With The Wind:
Scarlett O'Hara: "Tara. Home. I'll go home, and I'll think of some way to get him back. After all, tomorrow is another day"
This joins "Fiddle-dee-dee!" and "Great balls of fire!" as lines spoken by Scarlett O'Hara that have become commonplace in the language.
quarta-feira, julho 08, 2009
I' ve got a crush on you
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I think of you every morning
Dream of you every night
Darling, I'm never lonely
Whenever you are in sight
...»
terça-feira, julho 07, 2009
Nocturnos
ATCHIMMMMMMMMMMM (Santinha!)
Amor Platónico IV
segunda-feira, julho 06, 2009
Corpo despertado

domingo, julho 05, 2009
sexta-feira, julho 03, 2009
Definitivamente ...
هنا يقول المثل ، الذي لم يتمكن من تناول وجبة خفيفة لا لول








