Particularidades das minhas singularidades & Singularidades das minhas particularidades...
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terça-feira, julho 19, 2011
(Manual de) Vida
quinta-feira, novembro 18, 2010
Rascunhos...
Tenho no blogger 174 postagens guardadas em rascunho... que não posto por uma série de razões... Algumas sei que nunca verão a luz do dia, outras quem sabe...
Hoje (finalmente) abri o báu e dei com esta "pérola" datada de 14/02/08.
Naquele dia podia ter-te dito que o meu amor por ti já me fazia viver e respirar, mas ao invés preferi o silêncio e o veneno da ignorância. Não sei porquê! Há coisas em nós que desconhecemos ou que queremos desconhecer, como se um outro eu, poderoso, comandasse mais do que nós. Deve ser o medo, ou esta educação filha da puta que tivemos, ou as duas coisas. Também nunca te disse - ou disse ?- que sempre me enervou o teu ar picuinhas, as tuas respostas evasivas e fugitivas, a tua casa. O que não gostei foi de viver no teu egoísmo, nas tuas desculpas, nas expectativas criadas, em mim, por ti... Não sei como é que se entende que aquele, que supomos amar, nos olhe com tanto ódio e desprezo e deixamos, em nome desse amor, que alguém nos faça tanto mal. Claro que a verdade tem dois caminhos, dirás tu. Quanto a mim, sei-o agora, confundi solidão com estar-se só. E, de certa maneira, morri. Morri lentamente. Morri ao longo de três intermináveis anos. Longos, tão longos. Se calhar, pensas que te culpo. Agora já não. Nem a mim. Agora também já não me culpo a mim. A capacidade de nos perdoarmos é a única forma que temos de nos libertarmos. Assim é. E tu? Já te perdoaste?
Adenda: Sabes, às vezes dói-me a boca, ou a pele, ou a alma tanto faz, e as madrugadas tornam-se sombrias e frias. E mesmo quando as minhas mãos vêm ao meu encontro, a memória do caos e da dor insiste em permanecer, cruel, solitária, a (re)lembrar-me o medo e o desespero das horas vazias. E choro. E se finalmente adormeço no calor da minha cama, fica-me a sensação amarga de ter (sido) amado(a) tão pouco...
Adenda: Sabes, às vezes dói-me a boca, ou a pele, ou a alma tanto faz, e as madrugadas tornam-se sombrias e frias. E mesmo quando as minhas mãos vêm ao meu encontro, a memória do caos e da dor insiste em permanecer, cruel, solitária, a (re)lembrar-me o medo e o desespero das horas vazias. E choro. E se finalmente adormeço no calor da minha cama, fica-me a sensação amarga de ter (sido) amado(a) tão pouco...
terça-feira, outubro 05, 2010
Não vale a pena
É sempre assim quando penso em não pensar mais em ti
Em não te amar como insisto em amar
Afastar-te para sempre dos meus sonhos mais afoitos
Da vida que deixou de me dar explicações
De um coração que se recusa a perder-te
É sempre assim quando penso em seguir em frente
Desviar-me de um caminho cheio de sentidos únicos
De becos sem saída e ruelas perdidas na escuridão
Abandonada por todos os que encontraram outro rumo
E por onde cambaleiam os bêbedos de esperança
É sempre assim quando decido que tu não és ninguém
Que não me dizes nada quando passas por mim
Me desvias um olhar que, eu sei, não me pertence
Me ignoras por tudo aquilo que não fomos
E nunca iremos ser
É sempre assim quando digo que não vales a pena
Que não vales as lágrimas que derramo
Sempre que penso que poderias ter sido tudo para mim
Se tu me tivesses aceitado como sou
Se eu te tivesse visto tal como és
...
Agora, não vale a pena...
(Nina, 05/10/2005)
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