quarta-feira, setembro 17, 2008

Evidências

Hoje sinto-me triste... Porque é que há pessoas que só estão bem a f... os outros?Ficam contentes, apenas, por fazerem mal ao próximo e com a desgraça dos outros... Cambada de energúmes egoístas e sem consciência nem sentimentos...

segunda-feira, setembro 15, 2008

???

Busco as respostas e já não as encontro.
Lamentei tantas vezes a solidão;
Acreditava estar só, tendo apenas a solidão como companheira, outras mormente era tão só a solidão (pres)sentida no meio da multidão.
... Hoje já não consigo nem me lamentar.
Hoje percebo que (con)vivo bem (?) com a solidão;
Escolhida por mim, ou tão simplesmente porque a isso terei sido obrigada ou ainda, talvez, porque seja mais confortável e menos complicado ...
Estarei resignada? Terei medo? Andarei acossada?
O que antes me protegia e me fazia feliz, já não anda mais ao meu lado.
Perco-me no vazio dos meus pensamentos ... à procura de respostas que não encontro, num turbilhão de perguntas miseráveis com respostas insondáveis ...

domingo, setembro 14, 2008

Dever de sonhar



Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.

Fernando Pessoa


E é por isso que eu sonho, sou uma eterna e compulsiva sonhadora, vivendo e coexistindo entre dois mundos (sobrepostos, paralelos e antagónicos): o real e o imaginário.
Faço do primeiro uma ilusão e uma espécie de presente; do segundo, minha redenção, substância e a ponte de passagem para o futuro (que sempre se quer risonho e real).
Viver a vida sem sonhos, não vale a pena, seria a mesma coisa que um pássaro trancado na gaiola, com asas, mas sem liberdade para poder voar.
Assim:

"Que nada nos limite

Que nada nos defina

Que nada nos sujeite

Que a liberdade seja

a nossa própria substância."

(Simone Beauvoir)

sexta-feira, setembro 12, 2008

quinta-feira, setembro 11, 2008

Beauty and The Beast

Hoje acordei com esta interrogação... Preferirias o belo(a) ou o monstro(a)? Vou explicar melhor, um belo(a) e perfeito(a) exemplar físico, mas interiormente monstruoso(a)e oco(a)? Ou o(a) "feinho(a) monstrinho(a)" com um repleto coração de oiro? Eu sei qual escolheria, mas não irei dizer para não influenciar. Muito a propósito lembrei-me da série que vi (no século passado) e de que era fã, com a Linda Hamilton e Ron Perlman (vi-o recentemente no excelente filme Hell Boy II).
Lembram-se... ou estarei já a ficar velhota.

terça-feira, setembro 09, 2008

Reggae night ...

Uma das músicas que tenho ouvido ultimamente e que me põe MUITO bem disposta (a par da "Viva la vida" dos Coldplay e de "Mercy" da Duffy... nada a ver o género musical!). Dá-me vontade de cantar até à Jamaica e de fazer trancinhas por todo o cabelo. Lol! Mas eu sempre "curti" o estilo de música Reggae

Reflexo

Há dias
Em que se reflecte no espelho
O olhar perdido de cão sem dono ...

segunda-feira, setembro 08, 2008

Súplica


Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

Eremita

"Quem conhece a arte de viver consigo próprio, ignora o aborrecimento, porque nunca estamos mais acompanhados do que quando apreciamos a companhia de nós mesmos!"

domingo, setembro 07, 2008

Reasons (Autumn In My Heart)

O verão parece estar a despedir-se e a dar lugar ao Outono.
Os dias parecem-me mais pequenos e as noites maiores.
As árvores ainda vestidas de verde, brevemente ficarão nuas e de tonalidades castanhas, amarelas e vermelhas, as cores da desolação e morte.
E os dias ensolarados ... substituídos pelos cinzentos, chuvosos e frios.
Lá se vão as roupas alegres, leves e frescas, trocadas por vestimentas pesadas e quentes.
(pelo menos teremos o cheirinho das castanhas quentes na rua, do chá ou um chocolate quente, antes de dormir... também sabe bem).
Enfim a natureza tem o seu ritmo e tempo próprio. (até nós!)



sábado, setembro 06, 2008

Revisitar as folhas caídas


Curiosamente, ontem, lembrei-me de ti (como se alguma vez te tivesse verdadeiramente esquecido)! Talvez porque Setembro foi o mês que nos conhecemos... talvez fosse a secreta vontade de ter notícias tuas, uma recaída, masoquismo, curiosidade, talvez por razão nem motivo algum...
Sem saber, como nem porquê, vi-me subitamente a digitar o teu nome no google... Apareceram-me um sem número de resultados! Cliquei, abri... vi que concluiste a tua tese de doutoramento em 19 de junho. Não fiquei surpresa, mas estranha e secretamente feliz por ti, mesmo não tendo notícias tuas há 1300 dias, 1h e 30 minutos! (faltou-me a precisão dos segundos). Dei por mim a descarregar a tua tese de 352 páginas em pdf, li as 3 primeiras. Notei, sem surpresa também, que a dedicaste à tua falecida granny Elsie, agradecimentos à tua mãe e família como não poderia deixar de ser e aos amigos! Interiormente invadiu-me uma tristeza de não estar lá também, mas... sei que não faria qualquer sentido (e porque não?).
Depois entrei numa longa meditação. Dizem que o tempo apaga tudo, que nos faz ver as coisas de outra maneira... Será assim? Então porquê, ainda hoje, não consigo compreender tudo o que (nos) aconteceu?! Que estupidamente da noite para o dia mudaste, tudo terminou sem aviso prévio ou motivo humanamente compreensível? Que não faço puta ideia do que aconteceu, nem na altura nem agora?
Durante o meu "luto", juro-te que tentei entender, raciocinar abstraindo-me dos meus próprios sentimentos, pondo-me de fora como se estivesse a analisar a história de uma outra pessoa. Nada! Nenhuma conclusão! O máximo que cheguei, foi que só poderia ser culpa minha, da personalidade extremamente complexa e complicada que sou, somando o facto, doloroso, custoso e não facilmente assumido, de que nunca me amaste, além de talvez uma outra pessoa pudesse existir (mas nunca tiveste coragem de o assumir), ou ainda da tua carreira académica e profissional não te deixar tempo, disposição e vontade para que alguém entrasse na tua(certinha e rotineira) vidinha (e claro viesse transtorná-la..). Meras suposições e cogitações das quais (SEI) nunca irei saber. Martirizo-me (ainda) por não ter tido a coragem de indagar, ser mais persistente, sei lá... mas nunca fui assim, nunca forcei ninguém a dizer-me o que não queria dizer, sempre preferi ser a avestruz e meter a cabeça na areia do que encarar o que sentia (por ti), fiz o teu jogo, não ver, não sentir, deixar andar até cansar... Confesso para vergonha minha (criancice e cobardia) que te telefonei 2 ou 3 vezes anonimamente, muda e calada, apenas para ouvir a tua voz e saber que pelo menos estarias vivo.
Não sei porque estou aqui a expor tudo isto, é demasiado íntimo (ainda bem que nunca lerás isto, sentiria o teu olhar recriminatório...), mas sei apenas (não me perguntem PORQUÊ)que precisava de fazê-lo.

Onde quer que estejas (e com quem), minha ex-folha caída, que um dia fizeste parte do meu ramo, que se partiu, e voaste para outros ventos abandonando-me... desejo do fundo do meu coração que sejas MUITO FELIZ!

sexta-feira, setembro 05, 2008

The notebook

Uma das músicas de um dos meus filmes mais queridos/ preferidos "the notebook" (O diário da nossa paixão), baseado no livro de Nicholas Sparks, em que um homem lê todos os dias o seu diário a uma mulher num lar de idosos. A história que ele conta relata a vida amorosa de dois jovens, Noah e Allie, separados pelos pais e mais tarde pela 2ª Guerra Mundial. Ficamos a saber no final, que o idoso que todos os dias se aproxima daquela senhora e lhe lê uma linda história de amor, é Noah que vê agora Allie, o amor da sua vida com a terrível doença de Alzheimer (uma doença bastante cruel, na medida em que nos rouba o que de mais bonito existe no ser humano, que é a sua memória e as suas recordações.!), e todos os dias lhe lê a historia de amor deles na esperança de a ajudar nem que seja por uns breves instantes a recordar também ela essa história de amor.
Este romance/ filme mostra-nos duas perspectivas: a de um grande amor e a de uma grande paixão que não acaba com o passar dos anos, mas que tem de se adaptar as diferentes fases da vida, e às partidas que a vida nos prega e das quais não podemos fugir. Por outro lado transmite-nos a esperança de haver a possibilidade de viver em estado de paixão/ amor, mesmo depois de vários anos de convívio. Enfim O verdadeiro Amor, numa história de uma beleza arrebatadora e comovente... Bem, mas acho que já me alonguei demais (entusiasmei-me, não tarda nada irá soar a lamechices!), melhor verem/ lerem o filme/o livro (já o devem ter feito).
Apenas para terminar, era suposto eu estar a escrever sobre esta música (Feels like home) que é da Chantal Kreviazuk, uma cantora que aprecio particularmente e que faz parte da banda sonora do dito filme. Quem não gostaria de se sentir assim "em casa"?

quinta-feira, setembro 04, 2008

Seis biliões ...



"Neste momento há 6 biliões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo..
Algumas estão a fugir assustadas.
Algumas estão voltando para casa.
Umas dizem mentiras para suportar o dia.
Outras estão só agora a enfrentar a verdade.
Algumas são más indo contra o bem,
E outras são boas lutando contra o mal.
Seis biliões de pessoas no mundo, seis biliões de almas...
E, na maioria da vezes, tudo que o nós precisamos é de apenas uma!"

[Lucas Scott, One Tree Hill]

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

quarta-feira, setembro 03, 2008

Home

Feeling so sad and hopeless... I wanna go home ...


Beleza da alma - cuidados preventivos


A minha sugestão é uma "maquilhagem" bem simples e à base natural (ainda por cima gratuita)! Assim:
No corpo, para arrasar liberte as emoções da alma.
No rosto, cuidados especiais, sorrisos sem culpas camuflam e escondem todas as imperfeições.
Na cabeça, pensamentos despenteados e rebeldes precisam de uma boa hidratação, palavras leves e soltas são uma óptima solução.
Com os olhos, muita atenção, olhar nos olhos dos outros activa a circulação.
Para lábios, a opção é a poesia em forma de beijo, isto é perfeito e provoca uma sensação de bem estar.
Os braços não podem ser esquecidos, não há erro, massagens em forma de abraços é um adeus à flacidez do coração.
Para as mãos, acarinhar outras mãos é uma maneira simples de se garantirem intensas emoções.
Com os pés, redobrada atenção, quem já experimentou sabe e eu recomendo, levantá-los do chão é viajar nos sonhos sem pagar bilhete, é extravasar sem se sentir culpado, é beber a vida sem se embebedar!
E para o resto do corpo, a minha sugestão é uma aplicação diária de granulados de alegria, daqueles que exfoliam todas as células de tristezas e raivas mortas, hidratam a alma e abrem as portas para o infinito, para tudo que é bom e nos possa encharcar de felicidade.

terça-feira, setembro 02, 2008

Mel(ua)

Descobri esta belíssima voz há 3 meses atrás. Fiquei imediatamente fã... Consegui saber o nome e verificar (para surpresa minha) que já possuia uma extensa carreira musical.
KATIE MELUA, uma voz doce, uma presença lindíssima e acima de tudo um reportório de canções com letras fantásticas. Ou não rimasse o nome dela com MEL e LUA (tolices minhas :)

Recomendo para quem não conhece!

segunda-feira, setembro 01, 2008

De volta à voltas ...



Saudades do meu banco de jardim!
Das folhas (soltas) ao vento
Reflexões do momento
Cogitações sem fim
Estórias por alinhavar...
Sentimentos por alinhar
Eu amparada pela minha solidão...
Num bater de coração
No silêncio me escondi
Na mudez eu percebi
Quem fui, quem era, quem sou?
O que faço aqui?
Para onde vou?
Onde estou?

Orfã de mim
Caminho (tão) só
Na garganta um nó
Para que fim?




segunda-feira, fevereiro 25, 2008

CUPIDO


O Cupido desempenhou desde sempre um papel importante nas celebrações do amor e dos amantes. Ele é normalmente retratado como um criança traquina, com asas, que lança setas certeiras aos corações das suas vítimas, fazendo com que estes se apaixonem perdidamente. Uma espécie de anjo da paixão, um ser alado de aparência infantil, que voa por entre as nuvens carregando arcos e flechas, à procura de corações solitários.
Quem já esteve apaixonado conhece bem os sintomas das suas flechadas.
Mas quem é ele? E porque passa a vida a transformar os corações das suas vítimas com as suas setas?
Hoje em dia é frequente vermos, em postais, revistas e anúncios, um ou vários cupidos juntos, como se fossem uma espécie de ser mitológico.
Mas a origem do Cupido remonta à Antiguidade Clássica, mais concretamente, à mitologia greco-romana., onde este é referido como um Deus único.
Na Antiga Grécia ele era conhecido como Eros, o jovem filho de Afrodite, a deusa do amor e da beleza e de Ares, o deus da guerra.
No livro «Mythologie Grecque» (Editions Toubi’s) ele é descrito como um jovem homem nú, de asas douradas, com cabelos encaracolados, munido com um arco que lança flechas mágicas. « Antes de ser adoptado pelos poetas, esculpido pelos escultores e pintado pelos pintores ele era, para os antigos gregos, o filho de Afrodite e de Ares, que trespassava os corações dos mortais. Ele era o mais belo dos deuses já que fazia nascer nos homens os sentimentos mais nobres e ajudava os pares a unirem-se. Para além disso, ficou conhecido por adoçar os temperamentos dos mortais, mesmo os mais duros, por embelezar a sua vida e por lhes dar um sentido.
Já para os romanos, ele era conhecido como Cupido, filho de Mercúrio, o mensageiro alado dos deuses, e de Vénus, a deusa da beleza e do amor.
O que também muitos desconhecerão é que, de acordo com a mitologia, o Cupido viveu um grande amor e enfrentou muitas dificuldades para conseguir que este tivesse um final feliz. Por essa razão ficou conhecido como aquele que une os corações.
Diz a lenda que o seu amor era a bela mortal, Psyché.
Psyché era uma jovem tão bela que suscitava o ciúme de Vénus. Por isso, a deusa deu ordens a Cupido para que este fizesse com que a jovem se apaixonasse por alguma criatura de má aparência. Mas em vez disso, o Cupido apaixonou-se perdidamente por ela e fez dela sua amante. Colocou-a num belo palácio, onde a visitava à noite mas, por ser mortal, ela estava proibida de olhar para ele. Psyché foi feliz até ao momento em que as suas irmãs, movidas pelo ciúme, lhe disseram que ele era um monstro que a iria devorar, convencendo-a a olhar para o seu amado.
Certa noite, Psyché pegou numa lamparina e iluminou o quarto para ver Cupido adormecido. Admirada com a rara beleza do jovem, ela deixou cair sobre o seu corpo uma gota de óleo da lamparina, e ele despertou. Por causa disso, Cupido castigou-a com o seu abandono, ressentido pela desobediência da amada. Com ele desapareceram também o seu encantador castelo, e os magníficos jardins, e ela viu-se sozinha num campo deserto.
Mas ela não desistiu, procurando o amante por toda a terra e acabando por encontrar o templo de Vénus.
Desejando destruí-la, a deusa do amor deu a Psyché uma série de tarefas, cada uma mais dura e arriscada que a anterior.
A primeira destas tarefas consistia em separar, na escuridão da noite, as impurezas de um monte enorme de várias espécies de grãos. Felizmente, as formigas tiveram piedade dela e vieram em grande número ajudá-la nesta empreitada. E assim todas as tarefas foram executadas à excepção da última...
Vénus deu-lhe uma pequena caixa que ela deveria levar até ao mundo dos mortos e onde deveria guardar alguma da beleza de Perséphone, a mulher de Plutão.
Durante a sua viagem, ela recebeu algumas conselhos que lhe diziam para evitar os perigos do reino dos mortos e que a avisavam para não abrir a caixa. Mas a tentação foi mais forte e Psyché abriu-a.
Então, em vez de encontrar aí a beleza, ela encontrou um sono mortal.
Cupido encontra-a tombada e já sem vida. Valendo-se dos seus poderes divinos, ele retira o sono mortal que preenchia o corpo da sua amada e deposita-o novamente na caixa.
Ao ver o seu grande amor voltar à vida, Cupido perdoa-a assim como Vénus. Os Deuses, comovidos pelo amor de Psyché por Cupido fazem dela uma deusa, para que ambos pudessem viver o grande amor que os unia, para toda a eternidade.
O casamento entre os dois realiza-se, finalmente, no céu.
Esta lenda é geralmente considerada como uma história metafórica. A palavra Psyché, que em grego significa borboleta, é geralmente entendida como sinónimo de alma. A borboleta simboliza a imortalidade da alma: depois de estender as asas, desde o túmulo em que estava, depois de uma vida mesquinha e rastejante enquanto lagarta, a borboleta flutua na brisa do dia e transforma-se num dos mais belos e delicados seres da primavera.
Psyché é, portanto a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, preparada para gozar a pura e verdadeira felicidade. Assim se explica que muito frequentemente, esta mortal feita deusa, seja representada, nas obras de arte, como uma bonita jovem com asas de borboleta juntamente com Cupido.
(retirado de Cupido on-line)

Et voilá parece que o Cupido anda por aí a fazer das suas... E eu... continuo bem atenta (e alerta) a fugir das suas flechadas (até quando?!).


domingo, fevereiro 24, 2008

ANTES IDIOTA QUE INFELIZ!



Hoje nas minhas pesquisas da net encontrei este artigo interessante: ESTAMOS COM FOME DE AMOR by Arnaldo Jamor

http://cristianccss.wordpress.com/category/o-amor-e-essas-coisas/


Não posso deixar de o copiar para aqui! Leiam que dá que pensar, não é?!


"Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.


Empresários, advogados, engenheiros queestudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.


Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?


Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.


Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.


Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada, “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.


Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos acada dia mais belos e mais sozinhos.


Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.


Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.


Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.



Antes idiota que infeliz! "