terça-feira, janeiro 09, 2007

NOITE SOMBRIA

Caminho errante e solitária
Pela avenida fria e deserta

Em passos mecânicos

Sigo sem rumo

Aspiro o fumo

Milhares de pensamentos

Bombardeiam a minha mente

Perscruto os meus lamentos

Sem destino sigo em frente

Oiço ao longe ...

Uma melodia que ecoa

Sob o luar sombrio

Perco-me pela noite fora

Nos ossos sinto o frio

O coração a chorar

E sem ninguém para me amar.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

LETTERA AMOROSA

Eugénio de Andrade é um dos meus Poetas preferidos.
Ainda por cima da minha "zona" («As pessoas são a sua região» tal como ele dizia, concordo totalmente!).
A sua poesia caracteriza-se pela importância dada à palavra, os seus poemas, geralmente curtos, mas de grande densidade, e aparentemente simples, privilegiam a evocação da energia física, material, a plenitude da vida e dos sentidos, com forte presença dos temas do erotismo e da natureza, o «poeta do corpo», tal como ele se intitulava.
EUGÉNIO... POETA DE GÉNIO!!!




Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
a sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


Foto: in Público, 18/3/90
As palavras



São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

OBS: Para quem ficou com "apetite":

http://boticelli.no.sapo.pt/eugenio_de_andrade.htm

HOLD ME, THRILL ME, KISS ME


Hoje, ainda, melancólica, saudosista, atormentada ... tentando esquecer a lembrança de relembrar o esquecido (?), ouvindo esta canção...


Artist: Clay Aiken Lyrics
Song: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me Lyrics

Hold me, hold me
Never let me go until you've told me, told me
What I want to know and then just hold me, hold me Make me tell you I'm in love with you
Thrill me (thrill me), thrill me (thrill me)
Walk me down the lane where shadowswill be (will be) will be (will be)
Hiding lovers just the same as we'll be, we'll be
When you make me tell you I love you
They told me "Be sensible with your new love""Don't be fooled, thinking this is the last you'll find"
But they never stood in the dark with you, love
When you take me in your armsand drive me slowly out of my mind
Kiss me (kiss me), kiss me (kiss me)
And when you do,
I'll know that you will miss me (miss me), miss me
(miss me)
If we ever say "Adieu", so kiss me, kiss me
Make me tell you I'm in love with you(Kiss me) kiss me, (kiss me) kiss me
When you do,
I'll know that you will miss me (miss me), miss me
(miss me)
If we ever say "Adieu" so kiss me, kiss me
Make me tell you I'm in love with you
(Hold me, thrill me)
(Never, never, never let me go)

(Hold me, thrill me, never, never, never let me go)




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domingo, janeiro 07, 2007

INSÓNIA


A dor recomeça

Adormece o desejo

O corpo que se espreguiça

O afecto que não existe

A lembrança que persiste

O coração passeia na noite

Relembrando a nossa história

Reinstala a memória

De afagos perdidos

Dos tempos vividos

Amores "devassos"

Que não mais tecem laços




sexta-feira, janeiro 05, 2007

INQUIETUDE


Acalma-te coração!
Segura firme as rédeas,
Desacelera o passo desta paixão
Que as vontades são etéreas
Controla os teus impulsos
Para não sofreres a desilusão
De meros momentos avulsos.

Aquieta-te coração!
Não queiras, mais, chorar de saudade...
Deixa lá atrás o passado
Não busques tanta emoção
Não brinques ao pecado
No amor está a serenidade,
Teu anseio é a liberdade
Tua Paz ... só na eternidade!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

A FADA ORIANA

Hoje acordei contente
Ensonada
Para variar, cansada
Mas contente
A olhar o dia de frente
Lá saí para a rua
Com a cabeça na lua
Cantarolando mas muda
Com uma alma renovada
Lembrei-me da Fada ORIANA










(para ti P, que sempre acreditaste na Fada Oriana, que a (pres) sentiste esvoaçar ao teu redor... QUE AS FADAS TE PROTEJAM!)
'myspace


Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma fada boa e era muito bonita. Vivia livre, alegre e feliz dançando nos campos, nos montes, nos bosques, nos jardins e nas praias.
Um dia a Rainha das Fadas chamou-a e disse-lhe:
- Oriana, vem comigo.
E voaram as duas por cima de planícies, lagos e montanhas. Até chegarem a um país onde havia uma grande floresta.
- Oriana – disse a Rainha das Fadas -,
entrego-te esta floresta. Todos os homens, animais e plantas que aqui vivem, de hoje em diante, ficam à tua guarda. Tu és a fada desta floresta. Promete-me que nunca a hás-de abandonar.
Oriana disse:
- Prometo.


E daí em diante Oriana ficou a morar na floresta. De noite dormia dentro do tronco de um carvalho. De manhã acordava muito cedo, acordava ainda antes das flores e dos pássaros. O seu relógio era o primeiro raio de sol. Porque tinha muito que fazer. Na floresta todos precisavam dela. Era ela que prevenia os coelhos e os veados da chegada dos caçadores. Era ela que regava as flores com orvalho. Era ela que tomava conta dos onze filhos do moleiro. Era ela que libertava os pássaros que tinham caído nas ratoeiras.


À noite, quando todos dormiam, Oriana ia para os prados dançar com as outras fadas. Ou então voava sozinha por cima da floresta e, abrindo as suas asas, ficava parada, suspensa no ar entre a terra e o céu.


À roda da floresta havia campos e montanhas adormecidos e cheios de silêncio. Ao longe viam-se as luzes de uma cidade debruçada sobre o seu rio.


De dia e vista de perto a cidade era escura, feia e triste. Mas à noite a cidade brilhava cheia de luzes verdes, roxas, amarelas, azuis vermelhas e lilases, como se nela houvesse uma festa. Parecia feita de opalas, de rubis, de brilhantes, de esmeraldas e de safiras.


(Excerto da Fada Oriana de Sophia M. Breyner)

quarta-feira, janeiro 03, 2007


TSUNAMI


Feito Tsunami

Vieste de repente

Sem aviso

Nem pressenti o perigo

Bateste-me de frente

Para minha surpresa

Fiquei confusa

Não estava à espera

Abalaste a minha estrutura

Agistaste-me e sacudiste-me
Enredada num turbilhão
Faltou-me a razão

Dei por mim aturdida

Primeiro perdida

Depois meio morta

Deixaste-me sem remorso

Bateste a porta

Cai neste fosso

Tentei reagir

Tentei fugir

Juro que tentei

Tentei esquecer

Tentei viver ou apenas sobreviver

Desde aí ...

Procuro amar... Queria amar!

Embora pese o preço a pagar

Mas a dor de me (poder) magoar ...

Tento ... queria deixar

Dar o benefício da dúvida à vida

Porque quem quase está a morrer

Ainda vive!

Quem está quase a viver

Já morreu!





DEIXA


Deixa-me fazer-te feliz
Fazer o que nunca fiz
Oferecer-te o que nunca tiveste
Realizar o nosso sonho de esperança.
Deixa-me tocar a tua pele
E com sussurros de amor
Efervecer a tua alma
Pulsar os teus pensamentos
Acender novos desejos
Deixa-me acordar-te com beijos
Em leves toques acariciar teus lábios
E despertar em ti
Sentimentos adormecidos e esquecidos
Deixa olhar-te nos olhos
Navegar no teu mundo
Conhecer o teu universo
Deixa-me deixar ser
O que quero que sejas para mim
A cada palavra, a cada toque
Cada aroma, cada suspiro ...
Deixa-me ser vital para ti
Como tu és para mim
Ser o respirar
O pulsar do coração
Na melodia da vida
Na luz que nos ilumina
Deixa-me ser a tua menina
Que o teu carinho me faça crescer
Que o teu corpo me faça viver
Que o teu amor me faça amar

domingo, dezembro 31, 2006

FELIZ 2007



Um pouco de HISTóRIA:
O Ano Novo passou a ser comemorado no dia 1° de janeiro no ano 153 a.C. Antes disso, festejava-se o recomeço do ciclo anual no período que equivale ao actual 23 de março (a comemoração durava 11 dias). Havia uma lógica para a escolha dessa data, feita pelos babilônios 2 mil anos antes da era cristã: o final de março coincide com o início da primavera no hemisfério norte (onde ficava a Babilônia), época em que novas safras são plantadas. Daí a idéia de recomeço. Foram os romanos que determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria ser comemorado no dia 1° de janeiro.


O dia 1º de janeiro foi reconhecido como Dia do Ano Novo com a introdução do calendário gregoriano na França, Itália, Portugal e Espanha em 1582. O calendário gregoriano é quase universal. Mesmo em alguns países não cristãos, ele foi adaptado às próprias tradições ou adoptado apenas para uso civil, mantendo-se outro calendário para fins religiosos.


As promessas feitas na passagem de ano, tão comuns e tão descumpridas, não são uma tradição recente. Os babilônios já as faziam há 4 mil anos. Mas em vez de resolverem levar uma dieta a sério ou parar de fumar, eles juravam de pés juntos que, tão logo que acabassem as festas, devolveriam equipamentos de agricultura que haviam sido emprestados por amigos.


A tradição de usar um bebé como símbolo do Ano Novo foi adoptada pelos gregos por volta do ano 600 a.C. Eles desfilavam com um bebé dentro de um cesto para homenagear Dionísius, o deus do vinho. O ritual era a representação do espírito da fertilidade, pelo renascimento anual de Dionísius.


Foi em França, em 1885, que se usou pela primeira vez a expressão "fim de século".


E assim nada melhor que desejar um EXECELENTE 2007 a todos... pleno de realizações e principalmente AMOR (em todas as suas formas e manifestações) que é o que mais falta no mundo de hoje.


sexta-feira, dezembro 29, 2006

SAUDADES




A propósito do ano que está quase a findar, não consigo evitar deixar de pensar no que ficou lá trás. São as Saudades das memórias, pensamentos e vivências do que se desvaceneu no tempo e no espaco, contudo permanece(rá) sempre em mim...
Nas minhas leituras e pesquisas de poesia descobri este singelo poema de um autor desconhecido, não sei o nome, nem data, nem sequer origem (brasileiro sem dúvida) mas todo ele fe(a)z sentido para mim... talvez porque a palavra "saudade" é tipicamente de expressão portuguesa, intraduzível (nas outras línguas) e.. porque ainda continua a fazer sentido. Quem não sabe o que é esse sentir, mesmo que não o consiga traduzir em palavras?!
É passado, sentimento, nostalgia, lembrança, tristeza, alegria... etc...
Um sem fim de denominações e mesmo assim não consigo encontrar a palavra adequada... Talvez porque não existe!
Saudade não se descreve, não se traduz, apenas se sente...
Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida! Para o bem e para o mal.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto ou relembro uma voz,quando me lembro do passado... Eu sinto saudades...
Sinto saudades dos amigos que nunca mais vi, das pessoas com quem não mais falei ou me cruzei...

« Sinto saudades, DA MINHA ADOLESCENCIA
DO MEU COLEGIO QUERIDO
Do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penultimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que nao aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calcada contraria da minha vida
e que so enxerguei de vislumbre; de coisas que tive e de outras que nao tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu NÃO tive um dia e que me amaria fielmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o quê, não sei onde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala portugues, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente,
quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja láem que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este
aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que
um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela e a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amámos muito o
que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existencia
...
Sentir saudade, é sinal de que se está vivo! »

Autor Desconhecido

quarta-feira, dezembro 27, 2006

NA LUA?




Acendi duas velas
Nesta noite sem fim
Olhei longamente as estrelas
Que brilhavam por cima de mim.

O vento trazia o suave aroma
Que docemente me envolvia
Fechava os olhos quase em letargia
A enxergar com o brilho da mente
E já quase demente e iluminada pela lua
Sonhava e pensava que era tua
Quiz recitar todos os meus versos de amor
Mas tudo o que as vozes (passadas) falavam
Não conseguiam traduzir a dor
O ritmo descompassado do meu coração.
(E tinha tanto para dizer!...)
Tanto (cabe apenas) na dimensão de um abraço.
Ou na surpresa de um telefonema inesperado
Na doçura selvagem de um beijo roubado
Na sensação da terra molhada
Entrando pelos dedos dos pés

segunda-feira, dezembro 25, 2006

quarta-feira, dezembro 20, 2006

FELIZ NATAL PARA TODOS





Arábia
Idah Saidan Wa Sanah Jadidah

Argentina
Feliz Navidad

Armênia
Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand

Brasil
Boas Festas e Feliz Ano Novo

Bulgária
Tchestita Koleda; Tchestito Rojdestvo Hristovo

Chile
Feliz Navidad

China(Cantonese)
Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun

Colômbia
Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo

Croácia
Sretan Bozic

Holanda
Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar!

EUA, Inglaterra e países de lingual inglesa
Merry Christmas

França
Joyeux Noel

Grécia
Kala Christouyenna!

Hungria
Kellemes Karacsonyi unnepeket

Indonésia
Selamat Hari Natal

Iraque
Idah Saidan Wa Sanah Jadidah

Irlanda
Nollaig Shona Dhuit, or Nodlaig mhaith chugnat

Itália
Buone Feste Natalizie

Japão
Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto

Coreia
Sung Tan Chuk Ha

Latim
Natale hilare et Annum Faustum!

Lituânia
Linksmu Kaledu

Macedônia
Sreken Bozhik

Noruega
God Jul, ou Gledelig Jul

Papua Nova Guiné
Bikpela hamamas blong dispela Krismas na Nupela yia i go long yu

Peru
Feliz Navidad y un Venturoso Año Nuevo

Filipinas
Maligayan Pasko!

Polônia
Wesolych Swiat Bozego Narodzenia ou Boze Narodzenie

Portugal
Feliz Natal

Romênia
Sarbatori vesele

Rússia
Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva is Novim Godom

Sérvia
Hristos se rodi

Slovaquia
Sretan Bozic ou Vesele vianoce

Tailândia
Sawadee Pee Mai

Turquia
Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun

Ucrânia
Srozhdestvom Kristovym

Vietnam
Chung Mung Giang Sinh

Yugoslavia
Cestitamo Bozic



ALMA DE CRIANÇA

Sou mulher (e pequenina)
Com alma de criança
Sonhos em flor de menina
Em promessas de esperança

Deixa-me brincar
Comer algodão doce
Deixa-me acreditar
Ah! Se menina eu fosse!...

Quem dera voltar às tranças
Saltar à corda e jogar
Voltar aquelas andanças
Sorrir, pular e não me preocupar

Estórias e contos de encantar
Príncipes, castelos e princesas
Um reino feliz para inventar
Um mundo (futuro) sem incertezas

segunda-feira, dezembro 18, 2006



QUANTO MAIS, MENOS

Quanto mais te conheço
Maior o desencontro
Quanto mais te procuro
Mais me desconheço
Quanto mais te desejo
Menos te vislumbro
Quanto mais te lembro
Mais e mais ... te sonho
Quanto mais... Quanto mais...
Menos... Nada ... Menos

sábado, dezembro 16, 2006



OLHARES

Palavras inaudíveis aos ouvidos
Olhares que não se trocam
Nem se cruzam
Gestos perdidos
Carícias à solta pelos ventos
Percorrendo o intocável
Como num sonho volátil
Buscando o improvável
Beijando os teus cabelos
De dedos transparentes
Na pele do teu rosto
Por desvendar

Não penses num minuto escapar
Não sonhes num segundo procurar
Nem sismes no futuro que te fará chorar
Não sigas caminhos sinuosos e torturosos
Nem pretendas saber as regras do que não sabes
Não tentes o segundo na fracção de tempo imediato
Nem sabes onde o consultar para dizeres

Tudo o que me digas não será nada
E chega de rir e sorrir
Coisas tão vãs como trocamos
Não serão nada
Porque nos meandros dos teus olhos
Habitam os meus....




Não quero sonhar
Quero despertar!

Deixar de te pensar
Para te tocar
Deixar de te pressentir
Para te sentir

terça-feira, novembro 14, 2006

sexta-feira, novembro 10, 2006


AH! SE EU PUDESSE ...

Se eu pudesse
Fixar-te na minha retina
Ofuscar-me na tua luz
Sem ter medo de virar menina
És o sol que me seduz
Se eu pudesse
Imprimir-te no meu coração
Absorver-te de mansinho
Cair em tentação
Saborear-te devagarinho
Se eu pudesse
Envolver-te num abraço
Prender-te num laço
Se eu pudesse
Roçar os lábios... e a boca
Roubar-te um beijo
Desorientada e louca
Matar-te de desejo
Se eu pudesse
Em ti amanhecer
Em ti anoitecer
Se eu pudesse
Em ti adormecer
E deixar (apenas) a vida acontecer

quinta-feira, novembro 09, 2006



EM BRANCO


Brindo à "nossa" história
Livro em branco por escrever
Dançando na bruma da minha memória
Ansiando por te percorrer
Somos tela vazia por colorir
Pauta sem nota nem melodia
Rosa em botão, por abrir
Quem sabe ... um dia ...