quarta-feira, março 07, 2012

Doce veneno

«Diz-se que é possível reconhecer as escorpianas pelo olhar fixo, enigmático, penetrante e incitante, ao mesmo tempo em que nada revela, chegando às vezes a ser hostil e cruel. Esse pequeno detalhe, junto à paixão infame geralmente atribuída a esse signo, conseguiu tornar sua vida bastante difícil. Afinal de contas, quando alguém numa festa lhe pergunta qual é o seu signo e você olha para ele (penetrantemente) e diz, "Escorpião", ele engasga um pouco e recua, ou instantaneamente pergunta o que você vai fazer mais tarde... Bem, essas situações podem se tornar um pouco cansativas.

Esse é o mais admirável e o menos compreendido de todos os signos do Zodíaco. Você não ajuda, porque realmente tem a tendência de se tornar enigmática e misteriosa quando não tem certeza de uma situação e está verificando as influências ocultas. E ainda assim, apesar das dissimulações (e você produz maiores dissimulações que qualquer outro signo), Escorpião pertence ao elemento água e é um signo de profundo sentimento e sensibilidade. Você é facilmente afetada pelas tendências emocionais ao seu redor; é facilmente magoável, muitas vezes intensamente solitária e movida por uma necessidade quase voraz de relacionar-se.

Não se preocupe com aquela coisa de "solitária" que todo mundo sempre fala do signo. Pode ser mais uma de suas máscaras, mas no fundo você não gosta nem um pouco de solidão. Muito pelo contrário. Você procura uma união verdadeiramente profunda de almas gêmeas. Somente, discrimina ao extremo as pessoas a quem permite a entrada em seu campo psíquico, já que é tão intensamente sensível. E também, usando um eufemismo, você é só um pouco desconfiada.

Você não tem ilusões sobre a natureza humana e sempre teve um dom incrível para perceber o que os outros não querem que ninguém saiba. Desde a infância, escorpianas vêem através das hipocrisias e dos engodos. Mas você não consegue sempre formular essas percepções. É mais provável que você tenha reações mais fortes, intuitivas e guturais sobre as pessoas e elas geralmente são precisas.

O perigo é que você sente as fraudes por quase todos os cantos. Você é um dos poucos que sabe de um dos segredos mais profundos e perturbadores da natureza humana: lá dentro todos nós temos um lado obscuro. Você não se permite ser inocentemente romântica porque sabe perfeitamente que, além da nobreza humana, temos também um lado animal que não é lá muito atraente. Não é de se espantar que às vezes você pareça ser profundamente cínica.

Um de seus grandes desafios é aprender a tolerar. Você tem uma abundância de compaixão e a maior solidariedade com a dor e a solidão, que é a razão pela qual as escorpianas são freqüentemente encontradas nas profissões de auxílio. Porém, você não suporta preguiça e fraqueza, e acredita profundamente que, independente do quão confuso o mundo seja, todos os seres humanos têm que fazer algo a respeito disso. E você é bastante dada a fazê-lo por si mesma. Às vezes, porém, você não se dá conta de que as pessoas são diferentes e que nem todos têm sua honestidade e força. Seu orgulho, que pode ser simplesmente luciferiano, a impede de reconhecer que às vezes é necessário, e até corajoso, desistir.

Você tem um grande problema para deixar o controle de lado. Isso acontece com o autocontrole, como na escorpiana que, após a terceira garrafa de vinho, ainda soa perfeitamente coerente. Pode também acontecer na forma de necessidade de controlar seus entes amados. Algumas escorpianas tentam até controlar a própria vida. Pegue toda essa visão e sensibilidade, adicione uma pitada de orgulho feroz e determinação de trilhar seu próprio caminho na vida, misture uma dose de desconfiança geral dos outros e o resultado não é exatamente uma pessoa muito "relaxada".

Por sua grande força de vontade, persistência e visão, você poderá ser bem-sucedida em qualquer coisa que motivar sua mente. Você se compromete apaixonadamente com qualquer coisa que faz, e coloca nisso seu coração, seu corpo, sua mente e sua alma. Você é capaz de sair de qualquer crise e reinventar a si mesma. Essa é sua incrível fórmula para o sucesso. Mas o sucesso material não é realmente o que motiva você. Algumas escorpianas são movidas pelo desejo de poder, mas essa é uma expressão distorcida do signo que, geralmente, reflete muitas mágoas e humilhações na infância.

A verdadeira chave para seu mistério está dentro de sua alma secreta. Seu coração é sempre um campo de batalhas, onde a falta de confiança e a necessidade dos outros estão sempre se digladiando. Você quer encontrar a verdade sobre si mesma e sobre sua vida. Você precisa saber por quê as pessoas se sentem e agem dessa forma. No final das contas, você precisa entender a si mesma e chegar a algum tipo de trégua com as forças antagônicas de sua natureza. No final, a vida e a verdade da alma são seus verdadeiros objetivos. »

PS: Retirado do site, confesso que fiquei extremamente estupefacta pela pertinência e reconhecimento!!!!
É caso para dizer doce veneno do escorpião! ... :D :D :D 

terça-feira, março 06, 2012

Divagações...

Hoje alguém me disse....

"Que se andam a ver muitos fotógrafos"

(E sabem porquê?
Porque estes não se apaixonam por aquilo que vêem, por aquilo que estão a fotografar.
Não encontram a verdadeira beleza da pessoa, da paisagem ou do objecto em questão, simplesmente usam a técnica que aprenderam, por isso é que há boas e más fotos no trabalho deles ....)



A vida é como a fotografia, tens que te apaixonar pelo que vês, e, pelo que sentes para ser "perfeita"...

segunda-feira, março 05, 2012

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Bring On The Night

Frase do dia

"A verdade de um homem é em primeiro lugar aquilo que ele esconde"


Malraux, André

(mesmo sem saber, eu já sei...)


sexta-feira, fevereiro 24, 2012

A good reason



PS: Queria saber tocar viola e afinar os acordes da vida... mas não sei...

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Viver é uma ... grande cambalhota ...

Viver é... Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.

Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.

Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.

Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.

A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

Como uma onda ...

Adoro o mar, aliás vejo a vida como o mar,  umas vezes agitado outras vezes calmo e sereno, mas sempre profundo.

Por vezes sentimos a falta de algo, outras vezes sentimos excesso...
Um dia sentimos que não temos nada para fazer, no dia seguinte que não temos tempo para nada.
Às vezes não nos apetece fazer nada para comer, outras temos o prato cheio e não sentimos fome.
Umas vezes temos dinheiro para os pequenos prazeres da vida, outras não chega nem ao fim do mês.
Uns dias sentimos que estamos cheios de energia e no dia seguinte estamos tão cansados que mal nos conseguimos levantar...
Num dia somos o centro das atenções e no dia seguinte sentimo-nos desprezados e/ou ignorados...

São as ondas da vida
Umas vezes carregam-nos para cima, outras para baixo...

Tudo na vida se altera: os amigos, os amores, as tristezas, as alegrias, as certezas e as incertezas ....
Tudo vai e vêm como as ondas do mar que batem na areia, enrolam e voltam a desenrolar.

Por momentos pensamos que nos vamos sentir mais felizes se comprarmos um carro novo, uma casa, sentimos uma emoção especial quando pensamos que vamos ter algum "bem" material novo, mas não passa de uma onda que nos trouxe ao de cima e quando menos esperarmos a onda desfaz-se e a emoção desaparece envolta num manto de vazio, tristeza e até futilidade.
Achamos sempre que o dinheiro trás felicidade e que as pessoas com mais posses não sentem infelicidade nem solidão, tristeza ou amargura, mas aos poucos vamos-nos apercebendo que não é bem assim!..
A vida está cheia de coisas que o dinheiro não pode comprar, coisas tão simples que nos fazem sorrir, sentir e vir ao de cima, como o carinho de alguém, um telefonema na hora certa, um e-mail, uma conversa banal, um sorriso, um abraço apertado num momento de insegurança ou incerteza!

São as ondas da vida!
Umas vezes carregam-nos para cima e outras para baixo!

Às vezes sentimo-nos atirados às pedras pelas ondas e mergulhamos bem fundo, por baixo de tempestades, ventanias fortes em busca da paz e muitas vezes acabamos por (quase) nos afundar sem termos forças para vir ao de cima.
Alguns simplesmente fazem surf nas ondas divertem-se e raramente se sentem afogar!
Outros não aguentam a luta contra ventos e marés e acabam mesmo por se deixar arrastar pela força das ondas...

São as ondas da vida!
Que ninguém consegue parar!

Na vida,  apenas nós podemos (tentar) escolher a melhor forma de lhe fazer frente.
Para atravessar as ondas com alguma segurança precisamos de um navio, um navio que não conseguiremos tripular sozinhos, precisamos de companheiros, amigos, parceiros com quem poderemos dividir as tarefas, só que essa tripulação terá que ser escolhida por nós ... se conseguirmos escolher a tripulação certa certamente todas as ondas serão vencidas com mais determinação e alegria.
Temos de estar, no entanto, conscientes que por vezes, a meio da viagem alguns tripulantes abandonam o barco, por momentos ou para sempre.! A dor de os ver partir é tão forte que achamos, já não ter forças para seguirmos viagem e então pensamos encostar num porto qualquer e nunca mais nos fazermos ao mar!
Só que a vida não pára de girar, apenas porque o nosso coração está estilhaçado e então (pros)seguimos.
Num momento de cansaço ou para repensar a nossa vida paramos num outro porto e ai encontramos novos tripulantes dispostos a fazerem-se ao mar connosco e dessa forma voltamos a içar as velas e mesmo que não consigamos fazer frente à direcção dos ventos podemos ajustar as velas e seguir o nosso caminho com menos dor e mais alegria. Um sorriso volta a surgir no nosso rosto!

São as ondas da vida que nos fazem viver e sobreviver às tempestades e a ventos menos favoráveis, sozinhos será mais difícil, mas com sorte encontraremos sempre alguém disposto dar-nos carinho, amor, amizade..
De que estão à espera para convocarem a vossa tripulação e fazerem-se ao mar da vida?! Mesmo que seja uma tripulação pequena ela poderá sempre crescer ao longo do tempo, mas contem sempre com algumas modificações no percurso da vossa viagem... e também desistências...
Boa viagem e boas ondas!

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Divagações ...

Quantas vezes já peguei na caneta e a voltei a pousar. Tenho tanto para dizer, mas ao mesmo tempo nada.
Volto a pegar na caneta com a mesma força com que agarro a mão. Essa mesma força com que guardo as chaves, de uma porta que está bem fechada.

E escrevo, porque quero sentir as explosões de sentidos, sons e cores,  os acordes de uma noite que (por vezes) me chama.

Auto-retrato

Não me prendo a nada que (não) me defina...
Sou companhia, mas posso ser o gosto da solidão...


Tranquilidade e turbilhão, pedra e coração...
Sou abraço, sorriso, (des)ânimo, bom humor, preguiça e sono...
Música alta e silêncio...
Serei o que tu quiseres, mas só quando eu quiser!
Não me limito, nem sou cruel!
Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…
Suponho que entender-me não é só uma questão de inteligência, mas sim de sentir, de entrar em contacto...

Ou toca, ou não toca...



terça-feira, fevereiro 14, 2012

(looking) back

Naquele dia podia ter-te dito que o nosso amor já não me fazia nem viver nem respirar, mas ao invés preferi o silêncio. Não sei porquê...
Há coisas em nós que desconhecemos ou que queremos desconhecer, como se um outro eu, poderoso, comandasse mais do que nós. Deve ser o medo, ou esta educação filha da puta que tivemos, ou as duas coisas.
Também nunca te disse - ou disse ?- que nunca gostei ...de viver na tua loucura, no teu egoísmo, nas tuas desculpas. Não sei como é que se entende que aquele que é suposto amar-nos (?), e que também supomos amar, nos olhe com tamanha indiferença, e que em nome desse amor, alguém nos faça tanto mal...
Claro que a verdade tem dois caminhos, dirias tu. Quanto a mim, sei-o agora, confundi solidão com estar-se só. E, de certa maneira, morri. Morri lentamente. Morri ao longo de sete intermináveis anos. Longos, tão longos. Se calhar, pensas que te culpo... Agora já não! Nem a mim. Agora também já não me culpo a mim.
A capacidade de nos perdoarmos é a única forma que temos de nos libertar. Assim é.
E tu? Já te perdoaste? (Dei-te tudo quando tu pediste nada... deste-me nada quando eu pedi tudo...)


[Sabes, às vezes dói-me a boca, ou a pele, tanto faz, e as madrugadas tornam-se frias.
E mesmo quando as tuas mãos vêm ao meu encontro, a memória do caos e da dor insiste em permanecer, cruel, solitária, a lembrar-me o medo e o desespero das horas vazias. E choro. E se finalmente adormeço no calor dos teus braços, fica-me a sensação de te ter amado tão pouco...]

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Em (des)construção

Há sempre um momento em que precisamos parar e (re)pensar o que queremos fazer com as nossas vidas ou simplesmente descobrir um significado para a mesma. Neste momento estou a passar por um período desses, de mudança, onde preciso acima de tudo pensar em mim e descobrir o que quero, ou não fazer daqui para a frente!
Até ver ... espero voltar renovada e cheia de entusiasmo ...

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Feeling ...



PS: A verdade é que lhe tomei o gosto


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Por dentro

Tento ser coerente no meu dia-a-dia, não sou impulsiva por natureza, embora isto não signifique que não seja espontânea...
Vou dormir sobre o assunto... amanhã resolvo... esta trapalhada ...


 PS: O mundo é como uma laranja, uma peça em constante desdobramento...

Pensamento do dia

Os meus últimos dias foram ... A única palavra que me ocorre é

SURREAL...
do francês surréel:


1. Que apresenta características próprias do surrealismo. = SURREALISTA

2. Que causa ou denota estranheza, não pertencendo à esfera do real. = ABSURDO, BIZARRO, ESTRANHO

3. Aquilo que está para além do real.


4. Inimaginável, inexplicável, diferente ao extremo.









(que mais me irá acontecer?!!!)

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

(in)Verso

«Todos os dias agora acordo com alegria e pena.

Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.»

{Alberto Caeiro - O Pastor Amoroso}



Momento do dia

Receber flores, pode se revelar uma autêntica dor de cabeça!


Mas que são lindas, são!

Paff, puff, poff, pifada

Passamos grande parte da nossa vida a (sobre)viver! (Se eu conseguir sobreviver a este dia já não é mau...)
Sobrevivemos nos dias mais difíceis, por vezes nem vemos uma saída plausível possível, sobrevivemos ao cansaço e ao stress do dia-a-dia, à falta de esperança em dias melhores....
Sobrevivemos às más notícias ou aquelas que não gostamos nada de ouvir, à falta de sono, à monotonia, à apatia, ao vazio, à nostalgia , à smelancolia, à saudade, à tristeza, à falta de amor; às perdas... Sobrevivemos a tudo e mais alguma coisa.... Sobrevivemos com crises à crise (da vida) ...
E muitas vezes (quase sempre), (in)justamente para connosco, achamos que poderíamos estar melhor, que poderíamos ter feito mais, que somos os culpados da falta de coragem ou iniciativa para viver e não meramente... SOBREVIVER.
Achamos que nada de realmente importante e especial, ou bom, acontece na nossa vida.... Esquecemo-nos de que o facto de sobreviver a tanto - e ser tão perseverantes, o não cair assim com tanta facilidade, a continuar com a cabeça erguida ainda, com um sorriso aqui, uma lágrima acolá - faz de nós, de algum modo, vencedores ...
E como se isto não fosse razão por si mais do que suficiente para nos sentirmos felizes, então não sei o que poderia ser mais...
No fim de contas sentirmo-nos vivos por dentro não exige assim tanto de nós...
Apenas um pouco de paciência para com as voltas e reviravoltas da vida...
E acima de tudo ter fé.... esperança... e capacidade para seguir em frente...
Exige, acima de tudo, que ainda saibamos o que é realmente importante para nos sentirmos VIVOS.

terça-feira, janeiro 31, 2012

A coisa está feia... mas pode ficar bonita...

Mortinha para chegar a casa... e enfiar-me no vale dos lençóis...

Dias ... assim...

Lembro-me de ti como folha de árvore que balança com o vento.
E vejo-te no bater das asas de cada pássaro.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

In memorium

Lembro-me de novembro como se fosse ontem! 

"Que dezembro ( e todos os meses a seguir) me traga todos os sorrisos que novembro me roubou."

E de repente a vida vira-se do avesso e tu  descobres que o avesso, é o teu lado inverso.

▬ Algumas lágrimas transbordaram de seus olhos, misturadas com alguns sorrisos tristes ou esgares simples... Ela ainda a amava. Não queria acreditar, havia-a perdido, e desta vez, para sempre...

Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito melhor e mais leve.





"Tu n'as jamais compter les heures
A consoler contre ton coeur
Tout doucement mes larmes d'enfants
De berceuses en refrain d'antan
J'ai pris mes premiers cours de chant
En t'ecoutant, Maman ma petite Maman
Porté par ton amour sans fin
Un beau jour, j'ai laché ta main
Timidement j'ai pris mon élan
Mes premiers pas dans la lumière
Je te voyais, tu étais fière

Comme une enfant,
Maman ma petite Maman
Souvent je m'en veus Maman
Si seulement j'avais pu retenir le temps
Juste un instant
Maman ma petite Maman
Rien ne s'efface et tu me manques toujours autant
Ma petite Maman
Les permissions d'après minuit
Tu m'attendais toute la nuit
En t'inquiètant ma petite Maman
Aujourd'hui c'est chacun son tour
Mes enfants rentrent au petit jour
Et maintenant Maman comme je te comprend
A l'heure de mes premières conquètes
Il t'arrivait de faire la tête
En les voyant jalouse et pourtant
Si tes amours se sont fanés

Pour moi une seule femme est restée
Eternellement Maman ma petite Maman
Souvent je m'en veus Maman
Si seulement j'avais pu retenir le temps
Juste un instant Maman ma petite Maman
Rien ne s'efface et tu me manques toujours autant
Ma petite Maman
J'aimerai pouvoir te serrer là
Comme avant dans mes bras Maman"

Que tal?

Queres partilhar comigo algo ardente, que nos vai levar para a cama, fazer-nos suar, arder e até delirar...

Que tal uma gripe ?


Lado errado

O nome até pode ser algo "errado",  mas sinceramente ... gosto!

sábado, janeiro 28, 2012

Hoje ...

Pouco me importa


Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.

Alberto Caeiro (24-10-1917)

« ...
Cortei a laranja em duas, e as duas partes não podiam ficar iguais.

Para qual fui injusto - eu, que as vou comer a ambas?»

Alberto Caeiro  in Ontem o pregador de verdades dele (s.d.)







sexta-feira, janeiro 27, 2012

FDS à vista ... Porque eu mereço!

Num dia estou de tempestade
E sou vento forte sem direcção
E chuva e relâmpago e trovão.

No outro estou de bonança
Sou brisa em dia de Primavera
E trago em mim a luz suave
Desse tempo de renascimento.

Contudo olha-me bem!
Chuva
Ciclone
Trovão
Relâmpago
Sol
Calor
Brisa
Frio
Vazio
Todos estão dentro de mim
E no entanto sou sempre a mesma!

(inspirado em Fernando Pessoa)







Mais logo vou (re)ver:

- As cegonhas;
- O Gastão no Johnny Ringo
E
- O mar!  

Música do dia

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Le refuge

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
On leve les voiles
Sous un lit d'etoiles
Et j'entends ta voix
Qui me chante « Rejoins-moi »

Au coeur du deluge
Trouver ton refuge
Au bord de l'ecume
Fuir l'amertume
Tu m'as dit tout bas :
« On t'attend deja
De l'autre cote
Emmene-moi danser »

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
On leve les voiles
Sous un lit d'etoiles
Entends-tu ma voix
Qui te chante « Reviens-moi »

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
Tu m'as dit tout bas :
« On t'attend deja
De l'autre cote
Emmene-moi danser »

Garder les yeux
Encore un peu
Fermer pour te voir
Sourire dans le noir
Une mousse d'etoiles
On leve les voiles
Entends-tu ma voix
Qui te chante « Reviens-moi »

Vai um cimbalino?

Dia longo, cansativo mas muito produtivo.

Dei-me conta que não ia à Invicta há 4 anos! 
Tomei um cimbalino com o P. antes da Formação e  foi como se nos tivessemos visto ainda ontem!
Enfim em casa e pronta para ir dormir, no entanto uma ligeira inquietação  não me deixa sossegada ... Por  vezes conseguimos ser  tão desajeitados e tristemente inconvenientes!!! E quando damos por isso já é tarde demais ... : (


quarta-feira, janeiro 25, 2012

O que descobri ...

(In)confidências

No meio de uma conversa banal ...

« ... mas gosto de ti miúda ... sério »
Obrigada

« De nada »

Haja alguém que  gosta de mim pelo menos!

«Eu sim!»

Eu também gosto de ti a sério!

« Acredito»

Mesmo se nem sempre demonstro

« Eu sei ... nisso sempre foste fugidia»

Sou meia bicho do mato ... São feitios que vamos incutindo em nós proprios ...

Strangeluv

terça-feira, janeiro 24, 2012

Sessão da meia-noite

Enquanto esperava pelo João Pestana, decidi ver um filme. A escolha recaiu sobre "Jack Goes Boating"! E não podia ter sido melhor!  Um filme (aparentemente) simples e muito bem escrito, com muita sensibilidade à flor da pele, banda sonora extraordinária ( Grizzly Bear e Evan Lurie). Conquistou-me logo na 1ª cena (um diálogo absurdo entre os protagonistas), denotava que não seria um filme comum, mesmo se nos EUA não teve grande aclamação!
 Há inovação, um perfeito e genial equilíbrio entre o humor e o drama. Fala sobre escolhas,  quando as pessoas permitem e tomam a decisão de amar e se entregam a isso, com todas a todas as dificuldades inerentes numa relação. Torna-se evidente que uma relação só perdura com o investimento de cada um dos envolvidos diariamente, que é necessário esforço e contudo também é possível entregar-se e relaxar. Talvez uma das grandes mensagens do filme é que para uma relação dar certo, mais que qualquer outra coisa, é preciso que as pessoas queiram que ela dê certo. É necessário ter fé no relacionamento, dedicar-se para que as coisas funcionem. Isso vale muito mais do que a afinidade de signos, idade, estatuto social, cultural ou seja o que for. Ficar encantado por alguém e dedicar-se a ser bom para aquela pessoa é o que faz a diferença. O que apenas reforça uma teoria minha que tenho há muito tempo: algumas vezes, tão ou mais importante que ter sintonia com outra pessoa, é a vontade que temos e que a  outra pessoa tem para ficarem encantados um com o outro. Porque não existem pessoas perfeitas. Isso Jack Goes Boating deixa muito claro. O que existe são pessoas que concordam em ficarem juntas, em dedicarem-se uma a outra porque, juntas, elas são melhores do que separadas e isoladas. É isso, nada mais, nada menos!
Aliás há uma cena específica em que Jack pergunta a Connie o que ela quer de um homem e ela faz-lhe a mesma pergunta.... 
Jack foge (completamente) dos padrões de beleza e  Connie é dona de uma série de traumas e fobias provocadas pelos repetitivos abusos pelos quais passou,  ambos tentando sair das suas respectivas zonas de conforto e de isolamento, predispostos a enfrentaram os próprios demónios para começarem uma nova relação, sabendo que ela será feita de muitos desafios ... e mais não digo... Vejam!
Um filme lindo, inspirador, altamente recomendável (não para toda a gente!).
Enfim uma comédia romântica bastante diferente dos padrões ditos "normais".

Slow life

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Odeio ficar assim ...
Ainda bem que penso sempre antes de falar ... é que podia sair uma data de calinadas! :S
Até parece que adivinho!...



PS: Afectada e infectada!

(de)cisão

"Não vou deixar a porta entre aberta.
Vou escancara-la ou fecha-la de vez.
Porque pelos vãos, brechas e fendas...passam semiventos, meias verdades e muita insensatez".

Cecilia Meireles





Ou nas de Miguel Torga "de nenhum fruto queiras só metade."

domingo, janeiro 22, 2012

Divagações sobre... pessoas

Observo a dinâmica do mundo à minha volta. O que vejo é um triste espectáculo de sensações fúteis e vazias denotando um comportamento doentio e egocêntrico ... sem rumo,  resgate nem fervor para saborear as coisas e os seres nas suas múltiplas dimensões, sem extrair todo o seu sumo, sabor e mel ...




Vejo pessoas que comportam como se fossem donos e senhores do mundo, sem conseguirem estabelecer relações de doçura, cordialidade, empatia e receptividade. Trancadas num casulo, tendo por companhia os mais avançados apetrechos tecnológicos, afogadas em devaneios virtuais (irreais), esquecidas da vida interior ... inaptas para trabalhar e fazer frutificar a meiguice, a leveza, a delicadeza, a beleza, o desprendimento, a ternura....
Vejo a agitação nas pessoas que não sabem dar tempo a si mesmas, nem tornar mais lento o ritmo diário, estancar a sucessão trepidante de acontecimentos e contudo é precisamente na tranquilidade e paz que fruímos a densidade do presente e podemos absorver as emoções e sentimentos mais profundos, aqueles que penetram bem fundo na alma e nos convidam a crescer e a amadurecer.
Vejo indisponibilidade nas pessoas que não conseguem assumir uma postura de prontidão e gratidão, nem desenvolver (o mínimo) interesse pelas coisas, por mais pequenas e aparentemente insignificantes que possam ser.. e contudo é na força dos prazeres minúsculos que se aprende a viver melhor (todas) as possibilidades do dia-a-dia, tais como uma simples paisagem, um filme, o ninho de uma cegonha, o espreguiçar lânguido do gato, o aroma do sabonete ou de um simples cozinhado, uma canção, um abraço, uma mão na mão, um beijo, um sorriso sem máscara, coisas simples que estão ao nosso alcance com facilidade, que não custam quase nada e revelam a gigantesca e estonteante beleza do mundo.
Vejo gente irritada, frustada e amarga que não consegue aprimorar uma atitude de brandura e muito menos (tentar sequer) construir uma vida melhor, com mais tempo, disponibilidade, simplicidade e candura.... (ou qualidade de vida).

PS: Foi justamente no meu passeio matinal dominical (num dia radioso e inquietante!!!), que ao olhar a impressionante torre ou "urbanização" de cegonhas meditei sobre tudo isto ... e juro que me senti no paraíso!
Campos do Mondego 2012- "Apartamento ou torre de cegonhas"  22/01/2012
Campos do Mondego 22/01/2012

Momentos...

Quase a terminar a semana e constato que foi uma semana fora do normal ...
Além de ter estado adoentada, o que me levou a adiar os inúmeros convites para noites menos frias, recebi (com estranha surpresa!...) os maiores elogios que se podem fazer a alguém, como pessoa e mulher! A verdade é que não lido muito bem com isso...mais do que constrangimento, ouvi-os confrangida ...
Como se não bastasse ainda, o piropo mais inteligente e original que ouvi em toda a minha vida! 
Logo eu que sou absolutamente contra piropos e assédios porcos e maus, mas assim valem a pena!

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Constatação

Tendo andado com uns pensamentos (deveras) impactantes ...

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Amanheceu frio e vazio de lembranças sonolentas e esperanças nebuladas! ...

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Elementar meu Caro Watson

Sou uma apaixonada por Sherlock e Dr. Watson e tenho a obra completa do Sir Conan Doyle, já para não falar da obra de Agatha Christie do "Middle Period".
Sempre me atrairam os romances policiais e histórias de suspense e mistério.
O raciocínio indutivo, aquele que parte dos factos particulares para as causas gerais, servindo-se de algo como “indícios” que são elementos que ligam umas coisas às outras ...
No geral até tenho um raciocínio indutivo, mas em alguns níveis da minha vida (tenho procurado melhorar...) gostaria de ter um raciocínio tão apurado,  como o do Holmes ... Contudo, em determinadas situações  fico-me por uns erros de dedução, que é aquele raciocínio que ao contrário do indutivo, parte dos factos gerais para os particulares, excedendo-me por vezes entre o naif e o excesso de lógica pelo meio, que muitas vezes me faz tropeçar no território "fácil" da obtusidade, onde acabo por expiar as minhas próprias penas. (O não querer ver e ficar só pelo olhar;  o não querer escutar e ficar só pelo ouvir; o não querer recuar para depois avançar, e recuar novamente se for preciso ... é de facto a obtusidade! )

Quando seria bem mais prudente não ter como certa a primeira coisa que me ocorre!  

terça-feira, janeiro 10, 2012

...

Foi um dia muito f@did@ *,  mas valeu a noite para espairecer e esquecer ... gracias Phil :)

*PS: É em dias assim que deixamos de nos encantar ou perdemos o encanto ...

Por dentro

O espaço curvou-se naquele instante
por momentos
por dentro
foi inevitável
o encontro
o teu sorriso
o meu beijo
além do entendimento
milagres
agora desnudados
na dobra desdobrada
do tempo
como árvores de pé
tocadas pelo sol
ardente
morrer agora
é indiferente

 J.G

PS: Poema do autor que me foi-me oferecido em 07/09/08

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Jet lag

Foi apenas um fds alucinante e à velocidade cruzeiro, no entanto pareceu-me eternidade... 

Entre o presente e o passado, só me apetecia antecipar o futuro em 10 anos!
Dizem que o futuro não nos pertence...  e o nosso maior erro é sem dúvida esperar demasiado ou  até mesmo fazer planos para ele. É vanglório achar ou cobrar dele algo que supostamente não pode ser real ou/e que não pode acontecer...
Não é por acaso que só o passado nos pertence verdadeiramente, mesmo que diluído nas brumas da (nossa) memória, e que o futuro está insistente e permanentemente a começar (no) agora ...

sexta-feira, janeiro 06, 2012

A dificuldade ... das escolhas

Seguir em frente? (Figueira 02-01-2012 - Gastão)
Sorte ou acaso?
Que via seguir?


Escolher ...

Indecisão ... perante as opções!

PS: O dilema de vários caminhos e apenas o direito anacrónico de uma só escolha ...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Pensamento do dia

São muitas as solicitações!!!!
 (Auguri di buon 2012?)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Facebreak (up)

ATENÇÃO: Desaconselha-se (vivamente) a utilização desta rede social a quem é comprometido!
O seu uso continuado poderá causar efeitos terciários, danos colaterais, habituação, desordens e muitas dores de cabeça! :)



terça-feira, janeiro 03, 2012

...

Choses qui font dire : Oh Putain ! :)

7 anos depois

Tal como a história a vida é feita de mudança, de ciclos que se fecham, outros que se iniciam (pessoalmente acredito piamente nos ciclos de 7 anos ...).
No fundo é esta a Lei da Vida… Nada é estático, tudo se transforma e evolui e com todo este movimento (por vezes positivo ou não...)  sempre desafiador e enriquecedor, aprendemos, crescemos, e vamo-nos tornando naquilo que somos ... verdadeiros heróis, por vezes vilões! No entanto, muitas vezes não compreendemos algumas mudanças ou acontecimentos e zangamo-nos, protestamos e fazemos finca pé… “não vou, não aceito, não sou, não mereço!” , armamo-nos em vítimas ou mártires ... Mas nem todas as mudanças são para pior (apesar de às vezes parecerem!), portanto, há que acreditar, há que nos ir superando e surpreendendo, pois um dia tudo será claro como a água ...à medida que vamos evoluindo os fardos pesados passarão e darão lugar a leves plumas (penas).





sexta-feira, dezembro 30, 2011

A estória não acaba aqui

Quase a terminar 2011 e contrariamente aos anos anteriores,  este ano não vou fazer balanços, o que está feito, feito está, o restante será ou não! E por este motivo também não vou formular desejos ou (perder tempo a) elaborar planos para 2012! O que será, será! ...



Ocorre-me uma frase de  (Alexander Lowen: «Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade», e é movida por este sentimento,  que vivo os problemas com profundidade, o bom, o mal, o assim assim (insípido) e sinto as emoções e tudo o que estiver ao meu redor com grande intensidade, porque (assumo que) sou com orgulho  8 a 80!


Votos de um bom final de ano e,  para o próximo haverá novos respirares, bons e maus momentos, descoberta de paraísos e infernos, mais emoções,  sonhos, desilusões, frustações, velhos e novos amores/ desamores, partidas e chegadas, saudações e despedidas, inúmeras perdições, erros ao quadrado, aprendizagens e lições, mil perdões, muitas recusas e confusões, etc ... (chatices só se evitam quando estiveres morta!!!)
God Bless Us Everyone!! 

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Lido por aí ...

Essa parede que te afasta a dor é a mesma que te afasta do amor.

terça-feira, dezembro 20, 2011

...

Nos dias que (es)correm só que o nome que lhe deram faz lembrar o Natal ...



PS: Toute pensée émet un coup de dés...  (Un coup de dés jamais n' abolira le hasard!)


Constatação

Nada de novo no horizonte...

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Ion ion


Se há coisa que me deixa super hiper irritada (ao quadrado)  é gente lenta, fraca de compreensão, sem agilidade nem sagacidade mental ... e infelizmente lido e tenho de gramar com isso todos os dias! (e quando me perguntam se entendi? (Ironicamente, pois nem percebem) Respondo: "NÃO  explique-me p.f. ", mas só me apetece dizer faz um desenho pode ser que chegues lá um dia destes!!! Arre!!! 

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Talvez ...

"Talvez não haja razão nenhuma e toda eu seja demência, ou urgência, não sei...
Talvez não sejas tu, nem seja eu, nem tenhamos nós que existir
Talvez devesse simplesmente deixar fugir o momento, em que dentro de ti navego e sonho e acordo a rir

Talvez tu não sejas mais do que tudo aquilo que a minha imaginação quis criar
E não sejas bom nem mau, não sejas forte nem fraco, não tenhas por dentro tanto além daquilo que eu vejo por fora (e que, aqui entre nós, é pouco...)
Talvez a razão não me acompanhe nesta viagem e eu percorra a estrada apenas como uma louca, sem pequenas questões nem grandes respostas.

E então, poderão perguntar-me:
- Mas afinal, porque gostas?
Talvez eu nesse instante possa responder que é justamente esse não sei quê, que nasce não sei quando, vem não sei como e dói não sei porquê que me faz acreditar."

Luís Vaz de Camões

segunda-feira, dezembro 05, 2011

I'm a joker ...

Vozes de burro não chegam aos céus

F&@&

WTF... PQOP + OCQLFAO
(Tive que morder a língua para evitar que se soltasse...) DAM

domingo, dezembro 04, 2011

Somewhere


« Somewhere there waiteth in this world of ours,
For one lone soul, another lonely soul.
Each choosing through all the weary hours,
And meeting strangely at one sudden goal.

Then they blend, like green leaves with golden flowers,
Into one beautiful and perfect whole.
And life's long night is ended,
And the way lies open onward to eternal day. »

Somewhere, de Edwin Arnold.






quinta-feira, dezembro 01, 2011

Subtilezas (à parte)

Há alguns pensamentos que, sem me tirarem o sono, me têm ocorrido frequentemente nos últimos tempos...
Sobre a subtileza há uma variedade de sinónimos, como pude constatar: Astúcia, subtileza, ardil, arteirice (diria antes "ratice"), sagacidade.

« Em sentido recto e material se chama subtil a um corpo delgado, delicado e ténue, e de conseguinte a subtileza será a delgadeza ou tenuidade deste corpo. Em sentido metafórico chamamos, por analogia, subtil ao homem agudo, engenhoso; aos pensamentos ou ditos mais agudos que sólidos, lhes chamamos subtis; como também dizemos subtileza, por perspicácia de engenho, e subtilizar quando se discorre engenhosamente sobre um assunto. – Pode-se pois definir a subtileza, em sentido moral, dizendo que é a qualidade de um talento perspicaz, o qual examinando miudamente as coisas, observando as diferentes partes de que se compõem, as relações destas parte entre si, ou com o todo e com as circunstâncias e objectos exteriores, chega a conhecê-las dum modo mais claro, positivo e exacto que aqueles que não gozam desta qualidade; tendo sobre eles o que é dotado de engenho subtil a vantagem de poder-se dirigir melhor em todos seus pensamento e acções. – A subtileza é pois uma qualidade boa em si, útil e apreciável, mas viciosa e detestável quando se usa para mau fim.

A astúcia é uma subtileza manhosa, que de ordinário se emprega em fazer dano e fraudar. (…)

O ardil é a astúcia com que se quer lograr algum intento, e se verifica deslumbrando e enganando, e sobretudo cobrindo com fingidas aparências o mal que se quer fazer. – A astúcia oculta suas intenções, o ardil seus passo e seus meios; a astúcia adianta, sustendo-se na subtileza; o ardil, no disfarce com que procede.

Arteirice é palavra antiquada que significava astúcia má, enganosa, fraudulenta; (…) a arteirice consiste especialmente no artifício e mentira com que procede o arteiro. – o astuto, quando está seguro de conduzir-te a teu dano, finge que te guia a teu bem; o arteiro leva-te por veredas oblíquas, que te são desconhecidas, e nelas te arma laços e prepara emboscadas.

A sagacidade é a penetração de espírito que consiste em descobrir o que é mais difícil e oculto nos negócios, etc.; também significa a astúcia com que se inventam e traçam os meios de conseguir alguma coisa, e se pressentem os embaraços e descobrem os meios de os atalhar.»

(Dicionário de sinónimos, Lello ed.)

Posto isso, tenho meditado sobre a subtileza da subtileza, ou o quanto a nossa subtileza para não ferir susceptibilidades  nos obriga a ser tão subtis que nem nos apercebemos disso, quanto mais os outros! E vice-versa. E que à conta de tamanha subtileza vêm-me à memória umas quantas estórias ou mal-entendidos (fica para outro post)! Imensos erros cometidos e irremediáveis (sei que vão repetir-se inevitavelmente!). 
A subtileza é (deveria ser) uma qualidade boa em si mesma, o problema é ocultar (nos) as intenções do sujeito, o que pode ser claro para nós nem sempre o é para os outros e vice-versa. Será uma condição (nossa) de prevenção? Auto-defesa? Medo do que desconhecemos?  Disfarce? Ratice? Fraqueza? Sagacidade? Personalidade? "Pézinhos de lã" ou mero travão ...

PS: Desculpem os erros, mas não aderi ao acordo ortográfico!

quarta-feira, novembro 30, 2011

Pensamento do dia

Quem está à janela quer o leito perto da porta, quem está lá sonha acompanhar o movimento no jardim.



terça-feira, novembro 29, 2011

Divagações ...

Hoje, passados 5 anos, voltei lá! ... Desta vez não em lazer (ou fds idílicos), mas em trabalho. 

A conhecida sensação de déjà vu, o friozinho na barriga, os olhos atentos e bem abertos na  vontade e esperança esconsa de querer poder acreditar em coincidências ... 

Por fim ... aquele nó e a ferida (entre)reaberta...

I don't know




quinta-feira, novembro 24, 2011

Orgulhosamente só

Quanto mais nos concentramos no mundo à nossa volta menos somos capazes de perceber que o nosso equilíbrio/harmonia/bem-estar depende essencialmente do nosso Eu profundo. E é precisamente nesses momentos a que chamamos de "bem-estar" (ou estado Zenai, no meu caso, para alguns pode ser  "felicidade") que constatamos que afinal está tudo cá dentro, no nosso mundo mais íntimo e reservado. E que tudo tem de vir (necessariamente) de dentro para fora e não de fora para dentro.
PORQUE SOMOS "seres" e não "teres" ....(?)

quarta-feira, novembro 23, 2011

Pensamento do dia

CADA VOLTA É UM RECOMEÇO!

sexta-feira, novembro 11, 2011

Há mais marés ...

Acção e reacção, vazante e maré cheia, tentativa e erro, mudança - este é o ritmo de viver. Além da nossa exacerbada confiança, medo; além do medo, visões mais claras, nova esperança. E além da esperança, progresso.

(Bruce Barton)


terça-feira, setembro 20, 2011

Putos, gagos e afins ...

Putos ... Gagos... e afins ... Tem muito se lhe liga...
Mas hoje nao me apetece... apenas um pensamento me atravessa... mas não vou dizer ... Apenas oiço, vejo, constato e ... tiro ilações! ...

segunda-feira, setembro 19, 2011

Na contra-corrente

Como é difícil entendermo-nos com a vida. Nós a compor, ela a estragar. Nós a propor, ela a destruir.
O ideal seria então não tentarmos entender-nos com ela mas apenas connosco. Simplesmente o nós com que nos entendêssemos depende infinitamente do que a vida faz dele. Assim jamais o poderemos evitar. E todavia, alguns dir-se-ia conseguirem-no. Que força de si mesmos ou importância de si mesmos eles inventam em si para a sobreporem ao mais? Jamais o conseguirei. O que há de grande em mim equilibra-se nas infinitas complacências da vida que me ameaça ou me trai. E é nesses pequenos intervalos que vou erguendo o que sou. Mas fatigada decerto de ser complacente, à medida que a paciência se lhe esgota em ser intervalarmente tolerante, ela vai-me sendo intolerante sem intervalo nenhum. E então não há coragem que chegue e toda a virtude se me esgota na resignação. É triste para quem sonhou estar um pouco acima dela. Mas o simples dizê-lo é já ser mais do que ela. A resignação total é a que vai dar ao silêncio.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 4'

quarta-feira, setembro 14, 2011

Divagações...

É muito estranho, demasiado inóspit(d)o quando num momento de lucidez louca, fraqueza súbita ou flash empastelado, saimos de nós próprios e vemos imagens desfilando à velocidade da luz, umas atrás das outras, num ritmo alucinante rebobinamos a nossa vida da frente para trás e de trás para a frente ...
E não contentes (e satisfeitos) com tudo isso ... vislumbramos o futuro e temos (já quase) a certeza do que vai acontecer ...

terça-feira, setembro 13, 2011

Carta (Esboço)

Lembro-me agora que tenho de marcar um encontro contigo, num sítio em que ambos nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma das ocorrências da vida venha interferir no que temos para nos dizer. Muitas vezes me lembrei de que esse sítio podia ser, até, um lugar sem nada de especial, como um canto de café, em frente de um espelho que poderia servir de pretexto para reflectir a alma, a impressão da tarde, o último estertor do dia antes de nos despedirmos, quando é preciso encontrar uma fórmula que disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É que o amor nem sempre é uma palavra de uso, aquela que permite a passagem à comunicação; mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale, de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio ser, como se uma troca de almas fosse possível neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde, isto é, a porta tinha-se fechado até outro dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que é também a mais absurda, de um sentimento; e, por trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.

Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”

sexta-feira, setembro 09, 2011

Into the Wild ...

"Há tantas pessoas que vivem infelizes e que no entanto não tomam a iniciativa de alterar a sua situação porque ficam condicionadas a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo. Tudo isto pode parecer conferir-lhes paz de espírito. No entanto, na realidade, nada é mais prejudicial para um espírito aventureiro, no interior de um homem, do que um futuro seguro. O princípio básico do espírito livre de um homem é a sua paixão pela aventura. A alegria de viver provém dos nossos encontros com novas experiências, e por isso não existe maior prazer do que ter um horizonte em eterna mudança, para cada dia ter um sol novo e diferente."

Christopher Johnson McCandless ( Into the Wild- é baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer - recomendo este excelente filme)

quinta-feira, setembro 08, 2011

Revelations ...




PS: Enviado por e-mail por G. (fiquei à espera das revelações... ou seriam as de ontem ... :)

quarta-feira, setembro 07, 2011

Auto-conhecimento

Começo a conhecer-me. [finalmente] Não existo. [mas penso sempre que sim]
Sou o intervalo [início] entre o que desejo ser e os outros me fizeram, [fim]
ou metade desse intervalo, [é sempre  8 ou 80 ] porque também há vida ... [e morte...]
Sou isso [fazer o quê?], enfim ... [sei lá...]

Apague a luz, feche a porta e [vens ou demoras?] deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. [melhor descalçares os chinelos!]
Fique eu no quarto só [que remédio] com o grande sossego [diria antes desassossego] de mim mesmo. [tem dias] 
É um universo barato. [mas é o que se tem, fazer o quê?! É a maldita crise!]

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Nina [entre parênteses - in  "quem não tem que fazer faz colheres" ]

Improvérbios

Não digas o que pensas e dir-te-ei quem (não) és ... ou não digas com quem andas e dir-te-ei quem (não) és! É que depois da bonança, a tempestade vem depressa e quem tem boca,  a língua não lhe pesa, pois devagar se vai a pé! Quem semeia vento não colhe coisa nenhuma!



segunda-feira, setembro 05, 2011

O que ando a ler...

« Escrevi até o princípio da manhã aparecer na janela. O sol a iluminar os olhos dos gatos espalhados na sala, sentados, deitados de olhos abertos. O sol a iluminar o sofá grande, o vermelho ruço debaixo de uma cobertura de pêlo dos gatos. O sol a chegar à escrivaninha e a ser dia nas folhas brancas. Escrevi duas páginas. Descrevi-lhe o rosto, os olhos, os lábios, a pele, os cabelos. Descrevi-lhe o corpo, os seios sob o vestido, o ventre sob o vestido, as pernas. Descrevi-lhe o silêncio. E, quando me parecia que as palavras eram poucas para tanta e tanta beleza, fechava os olhos e parava-me a olhá-la. Ao seu esplendor seguia-se a vontade de a descrever e, de cada vez que repetia este exercício, conseguia escrever duas palavras ou, no máximo, uma frase. Quando a manhã apareceu na janela, levantei-me e voltei para a cama. Adormeci a olhá-la. Adormeci com ela dentro de mim.

Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. A partir dos dezasseis anos, conheci muitas mulheres, senti algo por todas. Quando lhes lia no rosto um olhar diferente, demorado, deixava-me impressionar e, durante algumas semanas, achava que estava apaixonado e que as amava. Mas depois, o tempo. Sempre o tempo como uma brisa. Uma aragem suave, mas definitiva, a empurrar-me os sentimentos, a deixá-los lá ao fundo e a mostrar-me na distância que eram pequenos, muito pequenos e sem valor. E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras. »

José Luís Peixoto, in 'Uma Casa na Escuridão'

PS:  Como é que um livro tão atrozmente triste (e sem esperança) consegue ser tão belo? :S
E que nos obriga impreterivelmente a reflectir sobre o  medo que temos do mundo que se aproxima a passos largos e abala o que consideramos ter como certo e garantido,  e o amor, o amor verdadeiro que temos ou ansiamos ter ou perdemos num instante absurdo ...

sexta-feira, setembro 02, 2011

Etimologicamente falando

Um excerto particularmente interessante do especial Etimologia da  Revista Língua Portuguesa:

"Amor não é auto-suficiente, porque tem asas, como é incapaz de bastar a si mesmo, daí querer compartilhar. O amor a dois talvez não esteja num ou noutro campo, não seja alado nem alante, eros ou ptérôs, mas viva na encruzilhada, na intersecção.

Amar não tem sentido só passivo, muito menos ativo, ocupa o meio-campo, conjuga-se em voz média. Dizer que amo alguém é dizer o quanto me amo também. É como quem diz "eu me confesso": no momento mesmo em que me revelo, a revelação é feita a mim também. No momento em que falo a alguém, o que falo me afeta. Sou sujeito da ação e seu alvo. Sou voz média. O mundo dos deuses e dos homens numa só expressão. Amor, humor."

"On the Road" (again)

"Olhei pela janela. Lá estava ele, sozinho no limiar da porta, curtindo a efervescência da rua.
Amarguras, recriminações, conselhos, tristeza - tudo lhe pesava nas costas enquanto à sua frente descortinava-se a alegria esfarrapada e extasiante de simplesmente ser."

Jack Kerouac, "On the Road"

quinta-feira, setembro 01, 2011

Constatação

Quando não nos sentimos bem ou confortáveis é porque é tempo de mudar e tentar outras paragens, novos horizontes, iniciar um outro projecto,  cambiar de ambiances.
Aprendi que o que não nos mata, fortalece-nos! E isso apenas dá mais gana e vontade de evoluir!