segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Auto-retrato

Não me prendo a nada que (não) me defina...
Sou companhia, mas posso ser o gosto da solidão...


Tranquilidade e turbilhão, pedra e coração...
Sou abraço, sorriso, (des)ânimo, bom humor, preguiça e sono...
Música alta e silêncio...
Serei o que tu quiseres, mas só quando eu quiser!
Não me limito, nem sou cruel!
Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…
Suponho que entender-me não é só uma questão de inteligência, mas sim de sentir, de entrar em contacto...

Ou toca, ou não toca...



terça-feira, fevereiro 14, 2012

(looking) back

Naquele dia podia ter-te dito que o nosso amor já não me fazia nem viver nem respirar, mas ao invés preferi o silêncio. Não sei porquê...
Há coisas em nós que desconhecemos ou que queremos desconhecer, como se um outro eu, poderoso, comandasse mais do que nós. Deve ser o medo, ou esta educação filha da puta que tivemos, ou as duas coisas.
Também nunca te disse - ou disse ?- que nunca gostei ...de viver na tua loucura, no teu egoísmo, nas tuas desculpas. Não sei como é que se entende que aquele que é suposto amar-nos (?), e que também supomos amar, nos olhe com tamanha indiferença, e que em nome desse amor, alguém nos faça tanto mal...
Claro que a verdade tem dois caminhos, dirias tu. Quanto a mim, sei-o agora, confundi solidão com estar-se só. E, de certa maneira, morri. Morri lentamente. Morri ao longo de sete intermináveis anos. Longos, tão longos. Se calhar, pensas que te culpo... Agora já não! Nem a mim. Agora também já não me culpo a mim.
A capacidade de nos perdoarmos é a única forma que temos de nos libertar. Assim é.
E tu? Já te perdoaste? (Dei-te tudo quando tu pediste nada... deste-me nada quando eu pedi tudo...)


[Sabes, às vezes dói-me a boca, ou a pele, tanto faz, e as madrugadas tornam-se frias.
E mesmo quando as tuas mãos vêm ao meu encontro, a memória do caos e da dor insiste em permanecer, cruel, solitária, a lembrar-me o medo e o desespero das horas vazias. E choro. E se finalmente adormeço no calor dos teus braços, fica-me a sensação de te ter amado tão pouco...]

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Em (des)construção

Há sempre um momento em que precisamos parar e (re)pensar o que queremos fazer com as nossas vidas ou simplesmente descobrir um significado para a mesma. Neste momento estou a passar por um período desses, de mudança, onde preciso acima de tudo pensar em mim e descobrir o que quero, ou não fazer daqui para a frente!
Até ver ... espero voltar renovada e cheia de entusiasmo ...

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Feeling ...



PS: A verdade é que lhe tomei o gosto


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Por dentro

Tento ser coerente no meu dia-a-dia, não sou impulsiva por natureza, embora isto não signifique que não seja espontânea...
Vou dormir sobre o assunto... amanhã resolvo... esta trapalhada ...


 PS: O mundo é como uma laranja, uma peça em constante desdobramento...

Pensamento do dia

Os meus últimos dias foram ... A única palavra que me ocorre é

SURREAL...
do francês surréel:


1. Que apresenta características próprias do surrealismo. = SURREALISTA

2. Que causa ou denota estranheza, não pertencendo à esfera do real. = ABSURDO, BIZARRO, ESTRANHO

3. Aquilo que está para além do real.


4. Inimaginável, inexplicável, diferente ao extremo.









(que mais me irá acontecer?!!!)

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

(in)Verso

«Todos os dias agora acordo com alegria e pena.

Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.»

{Alberto Caeiro - O Pastor Amoroso}



Momento do dia

Receber flores, pode se revelar uma autêntica dor de cabeça!


Mas que são lindas, são!

Paff, puff, poff, pifada

Passamos grande parte da nossa vida a (sobre)viver! (Se eu conseguir sobreviver a este dia já não é mau...)
Sobrevivemos nos dias mais difíceis, por vezes nem vemos uma saída plausível possível, sobrevivemos ao cansaço e ao stress do dia-a-dia, à falta de esperança em dias melhores....
Sobrevivemos às más notícias ou aquelas que não gostamos nada de ouvir, à falta de sono, à monotonia, à apatia, ao vazio, à nostalgia , à smelancolia, à saudade, à tristeza, à falta de amor; às perdas... Sobrevivemos a tudo e mais alguma coisa.... Sobrevivemos com crises à crise (da vida) ...
E muitas vezes (quase sempre), (in)justamente para connosco, achamos que poderíamos estar melhor, que poderíamos ter feito mais, que somos os culpados da falta de coragem ou iniciativa para viver e não meramente... SOBREVIVER.
Achamos que nada de realmente importante e especial, ou bom, acontece na nossa vida.... Esquecemo-nos de que o facto de sobreviver a tanto - e ser tão perseverantes, o não cair assim com tanta facilidade, a continuar com a cabeça erguida ainda, com um sorriso aqui, uma lágrima acolá - faz de nós, de algum modo, vencedores ...
E como se isto não fosse razão por si mais do que suficiente para nos sentirmos felizes, então não sei o que poderia ser mais...
No fim de contas sentirmo-nos vivos por dentro não exige assim tanto de nós...
Apenas um pouco de paciência para com as voltas e reviravoltas da vida...
E acima de tudo ter fé.... esperança... e capacidade para seguir em frente...
Exige, acima de tudo, que ainda saibamos o que é realmente importante para nos sentirmos VIVOS.

terça-feira, janeiro 31, 2012

A coisa está feia... mas pode ficar bonita...

Mortinha para chegar a casa... e enfiar-me no vale dos lençóis...

Dias ... assim...

Lembro-me de ti como folha de árvore que balança com o vento.
E vejo-te no bater das asas de cada pássaro.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

In memorium

Lembro-me de novembro como se fosse ontem! 

"Que dezembro ( e todos os meses a seguir) me traga todos os sorrisos que novembro me roubou."

E de repente a vida vira-se do avesso e tu  descobres que o avesso, é o teu lado inverso.

▬ Algumas lágrimas transbordaram de seus olhos, misturadas com alguns sorrisos tristes ou esgares simples... Ela ainda a amava. Não queria acreditar, havia-a perdido, e desta vez, para sempre...

Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito melhor e mais leve.





"Tu n'as jamais compter les heures
A consoler contre ton coeur
Tout doucement mes larmes d'enfants
De berceuses en refrain d'antan
J'ai pris mes premiers cours de chant
En t'ecoutant, Maman ma petite Maman
Porté par ton amour sans fin
Un beau jour, j'ai laché ta main
Timidement j'ai pris mon élan
Mes premiers pas dans la lumière
Je te voyais, tu étais fière

Comme une enfant,
Maman ma petite Maman
Souvent je m'en veus Maman
Si seulement j'avais pu retenir le temps
Juste un instant
Maman ma petite Maman
Rien ne s'efface et tu me manques toujours autant
Ma petite Maman
Les permissions d'après minuit
Tu m'attendais toute la nuit
En t'inquiètant ma petite Maman
Aujourd'hui c'est chacun son tour
Mes enfants rentrent au petit jour
Et maintenant Maman comme je te comprend
A l'heure de mes premières conquètes
Il t'arrivait de faire la tête
En les voyant jalouse et pourtant
Si tes amours se sont fanés

Pour moi une seule femme est restée
Eternellement Maman ma petite Maman
Souvent je m'en veus Maman
Si seulement j'avais pu retenir le temps
Juste un instant Maman ma petite Maman
Rien ne s'efface et tu me manques toujours autant
Ma petite Maman
J'aimerai pouvoir te serrer là
Comme avant dans mes bras Maman"

Que tal?

Queres partilhar comigo algo ardente, que nos vai levar para a cama, fazer-nos suar, arder e até delirar...

Que tal uma gripe ?


Lado errado

O nome até pode ser algo "errado",  mas sinceramente ... gosto!

sábado, janeiro 28, 2012

Hoje ...

Pouco me importa


Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.

Alberto Caeiro (24-10-1917)

« ...
Cortei a laranja em duas, e as duas partes não podiam ficar iguais.

Para qual fui injusto - eu, que as vou comer a ambas?»

Alberto Caeiro  in Ontem o pregador de verdades dele (s.d.)







sexta-feira, janeiro 27, 2012

FDS à vista ... Porque eu mereço!

Num dia estou de tempestade
E sou vento forte sem direcção
E chuva e relâmpago e trovão.

No outro estou de bonança
Sou brisa em dia de Primavera
E trago em mim a luz suave
Desse tempo de renascimento.

Contudo olha-me bem!
Chuva
Ciclone
Trovão
Relâmpago
Sol
Calor
Brisa
Frio
Vazio
Todos estão dentro de mim
E no entanto sou sempre a mesma!

(inspirado em Fernando Pessoa)







Mais logo vou (re)ver:

- As cegonhas;
- O Gastão no Johnny Ringo
E
- O mar!  

Música do dia

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Le refuge

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
On leve les voiles
Sous un lit d'etoiles
Et j'entends ta voix
Qui me chante « Rejoins-moi »

Au coeur du deluge
Trouver ton refuge
Au bord de l'ecume
Fuir l'amertume
Tu m'as dit tout bas :
« On t'attend deja
De l'autre cote
Emmene-moi danser »

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
On leve les voiles
Sous un lit d'etoiles
Entends-tu ma voix
Qui te chante « Reviens-moi »

Au coeur de la nuit
Des rivieres de plumes
Des marchands de sable
Qui marchent dans la brume
Tu m'as dit tout bas :
« On t'attend deja
De l'autre cote
Emmene-moi danser »

Garder les yeux
Encore un peu
Fermer pour te voir
Sourire dans le noir
Une mousse d'etoiles
On leve les voiles
Entends-tu ma voix
Qui te chante « Reviens-moi »

Vai um cimbalino?

Dia longo, cansativo mas muito produtivo.

Dei-me conta que não ia à Invicta há 4 anos! 
Tomei um cimbalino com o P. antes da Formação e  foi como se nos tivessemos visto ainda ontem!
Enfim em casa e pronta para ir dormir, no entanto uma ligeira inquietação  não me deixa sossegada ... Por  vezes conseguimos ser  tão desajeitados e tristemente inconvenientes!!! E quando damos por isso já é tarde demais ... : (


quarta-feira, janeiro 25, 2012