Quem está à janela quer o leito perto da porta, quem está lá sonha acompanhar o movimento no jardim.
Particularidades das minhas singularidades & Singularidades das minhas particularidades...
quarta-feira, novembro 30, 2011
terça-feira, novembro 29, 2011
Divagações ...
Hoje, passados 5 anos, voltei lá! ... Desta vez não em lazer (ou fds idílicos), mas em trabalho.
A conhecida sensação de déjà vu, o friozinho na barriga, os olhos atentos e bem abertos na vontade e esperança esconsa de querer poder acreditar em coincidências ...
Por fim ... aquele nó e a ferida (entre)reaberta...
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SÓ EU SEI; (IN)CONFIDÊNCIAS
quinta-feira, novembro 24, 2011
Orgulhosamente só
Quanto mais nos concentramos no mundo à nossa volta menos somos capazes de perceber que o nosso equilíbrio/harmonia/bem-estar depende essencialmente do nosso Eu profundo. E é precisamente nesses momentos a que chamamos de "bem-estar" (ou estado Zenai, no meu caso, para alguns pode ser "felicidade") que constatamos que afinal está tudo cá dentro, no nosso mundo mais íntimo e reservado. E que tudo tem de vir (necessariamente) de dentro para fora e não de fora para dentro.
PORQUE SOMOS "seres" e não "teres" ....(?)
PORQUE SOMOS "seres" e não "teres" ....(?)
quarta-feira, novembro 23, 2011
sexta-feira, novembro 11, 2011
terça-feira, setembro 20, 2011
Putos, gagos e afins ...
Putos ... Gagos... e afins ... Tem muito se lhe liga...
Mas hoje nao me apetece... apenas um pensamento me atravessa... mas não vou dizer ... Apenas oiço, vejo, constato e ... tiro ilações! ...
Mas hoje nao me apetece... apenas um pensamento me atravessa... mas não vou dizer ... Apenas oiço, vejo, constato e ... tiro ilações! ...
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cenas da vida,
Constatação
segunda-feira, setembro 19, 2011
Na contra-corrente
Como é difícil entendermo-nos com a vida. Nós a compor, ela a estragar. Nós a propor, ela a destruir.
O ideal seria então não tentarmos entender-nos com ela mas apenas connosco. Simplesmente o nós com que nos entendêssemos depende infinitamente do que a vida faz dele. Assim jamais o poderemos evitar. E todavia, alguns dir-se-ia conseguirem-no. Que força de si mesmos ou importância de si mesmos eles inventam em si para a sobreporem ao mais? Jamais o conseguirei. O que há de grande em mim equilibra-se nas infinitas complacências da vida que me ameaça ou me trai. E é nesses pequenos intervalos que vou erguendo o que sou. Mas fatigada decerto de ser complacente, à medida que a paciência se lhe esgota em ser intervalarmente tolerante, ela vai-me sendo intolerante sem intervalo nenhum. E então não há coragem que chegue e toda a virtude se me esgota na resignação. É triste para quem sonhou estar um pouco acima dela. Mas o simples dizê-lo é já ser mais do que ela. A resignação total é a que vai dar ao silêncio.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 4'
quinta-feira, setembro 15, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Divagações...
É muito estranho, demasiado inóspit(d)o quando num momento de lucidez louca, fraqueza súbita ou flash empastelado, saimos de nós próprios e vemos imagens desfilando à velocidade da luz, umas atrás das outras, num ritmo alucinante rebobinamos a nossa vida da frente para trás e de trás para a frente ...
E não contentes (e satisfeitos) com tudo isso ... vislumbramos o futuro e temos (já quase) a certeza do que vai acontecer ...
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Reflexão; cenas; vida;
terça-feira, setembro 13, 2011
Carta (Esboço)
Lembro-me agora que tenho de marcar um encontro contigo, num sítio em que ambos nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma das ocorrências da vida venha interferir no que temos para nos dizer. Muitas vezes me lembrei de que esse sítio podia ser, até, um lugar sem nada de especial, como um canto de café, em frente de um espelho que poderia servir de pretexto para reflectir a alma, a impressão da tarde, o último estertor do dia antes de nos despedirmos, quando é preciso encontrar uma fórmula que disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É que o amor nem sempre é uma palavra de uso, aquela que permite a passagem à comunicação; mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale, de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio ser, como se uma troca de almas fosse possível neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde, isto é, a porta tinha-se fechado até outro dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que é também a mais absurda, de um sentimento; e, por trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
segunda-feira, setembro 12, 2011
domingo, setembro 11, 2011
sexta-feira, setembro 09, 2011
Into the Wild ...
"Há tantas pessoas que vivem infelizes e que no entanto não tomam a iniciativa de alterar a sua situação porque ficam condicionadas a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo. Tudo isto pode parecer conferir-lhes paz de espírito. No entanto, na realidade, nada é mais prejudicial para um espírito aventureiro, no interior de um homem, do que um futuro seguro. O princípio básico do espírito livre de um homem é a sua paixão pela aventura. A alegria de viver provém dos nossos encontros com novas experiências, e por isso não existe maior prazer do que ter um horizonte em eterna mudança, para cada dia ter um sol novo e diferente."
Christopher Johnson McCandless ( Into the Wild- é baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer - recomendo este excelente filme)
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não ao conformismo e a falsos moralismos
quinta-feira, setembro 08, 2011
Revelations ...
PS: Enviado por e-mail por G. (fiquei à espera das revelações... ou seriam as de ontem ... :)
quarta-feira, setembro 07, 2011
Auto-conhecimento
Começo a conhecer-me. [finalmente] Não existo. [mas penso sempre que sim]
Sou o intervalo [início] entre o que desejo ser e os outros me fizeram, [fim]
ou metade desse intervalo, [é sempre 8 ou 80 ] porque também há vida ... [e morte...]
Sou isso [fazer o quê?], enfim ... [sei lá...]
Apague a luz, feche a porta e [vens ou demoras?] deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. [melhor descalçares os chinelos!]
Fique eu no quarto só [que remédio] com o grande sossego [diria antes desassossego] de mim mesmo. [tem dias]
É um universo barato. [mas é o que se tem, fazer o quê?! É a maldita crise!]
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Nina [entre parênteses - in "quem não tem que fazer faz colheres" ]
Improvérbios
Não digas o que pensas e dir-te-ei quem (não) és ... ou não digas com quem andas e dir-te-ei quem (não) és! É que depois da bonança, a tempestade vem depressa e quem tem boca, a língua não lhe pesa, pois devagar se vai a pé! Quem semeia vento não colhe coisa nenhuma!
segunda-feira, setembro 05, 2011
O que ando a ler...
« Escrevi até o princípio da manhã aparecer na janela. O sol a iluminar os olhos dos gatos espalhados na sala, sentados, deitados de olhos abertos. O sol a iluminar o sofá grande, o vermelho ruço debaixo de uma cobertura de pêlo dos gatos. O sol a chegar à escrivaninha e a ser dia nas folhas brancas. Escrevi duas páginas. Descrevi-lhe o rosto, os olhos, os lábios, a pele, os cabelos. Descrevi-lhe o corpo, os seios sob o vestido, o ventre sob o vestido, as pernas. Descrevi-lhe o silêncio. E, quando me parecia que as palavras eram poucas para tanta e tanta beleza, fechava os olhos e parava-me a olhá-la. Ao seu esplendor seguia-se a vontade de a descrever e, de cada vez que repetia este exercício, conseguia escrever duas palavras ou, no máximo, uma frase. Quando a manhã apareceu na janela, levantei-me e voltei para a cama. Adormeci a olhá-la. Adormeci com ela dentro de mim.
Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. A partir dos dezasseis anos, conheci muitas mulheres, senti algo por todas. Quando lhes lia no rosto um olhar diferente, demorado, deixava-me impressionar e, durante algumas semanas, achava que estava apaixonado e que as amava. Mas depois, o tempo. Sempre o tempo como uma brisa. Uma aragem suave, mas definitiva, a empurrar-me os sentimentos, a deixá-los lá ao fundo e a mostrar-me na distância que eram pequenos, muito pequenos e sem valor. E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras. »
José Luís Peixoto, in 'Uma Casa na Escuridão'
PS: Como é que um livro tão atrozmente triste (e sem esperança) consegue ser tão belo? :S
E que nos obriga impreterivelmente a reflectir sobre o medo que temos do mundo que se aproxima a passos largos e abala o que consideramos ter como certo e garantido, e o amor, o amor verdadeiro que temos ou ansiamos ter ou perdemos num instante absurdo ...
sexta-feira, setembro 02, 2011
Etimologicamente falando
Um excerto particularmente interessante do especial Etimologia da Revista Língua Portuguesa:
"Amor não é auto-suficiente, porque tem asas, como é incapaz de bastar a si mesmo, daí querer compartilhar. O amor a dois talvez não esteja num ou noutro campo, não seja alado nem alante, eros ou ptérôs, mas viva na encruzilhada, na intersecção.
Amar não tem sentido só passivo, muito menos ativo, ocupa o meio-campo, conjuga-se em voz média. Dizer que amo alguém é dizer o quanto me amo também. É como quem diz "eu me confesso": no momento mesmo em que me revelo, a revelação é feita a mim também. No momento em que falo a alguém, o que falo me afeta. Sou sujeito da ação e seu alvo. Sou voz média. O mundo dos deuses e dos homens numa só expressão. Amor, humor."
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Para desanuviar o espírito
"On the Road" (again)
"Olhei pela janela. Lá estava ele, sozinho no limiar da porta, curtindo a efervescência da rua.
Amarguras, recriminações, conselhos, tristeza - tudo lhe pesava nas costas enquanto à sua frente descortinava-se a alegria esfarrapada e extasiante de simplesmente ser."
Jack Kerouac, "On the Road"
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Jack Kerouac; On the road,
livros
quinta-feira, setembro 01, 2011
Constatação
Quando não nos sentimos bem ou confortáveis é porque é tempo de mudar e tentar outras paragens, novos horizontes, iniciar um outro projecto, cambiar de ambiances.
Aprendi que o que não nos mata, fortalece-nos! E isso apenas dá mais gana e vontade de evoluir!
quarta-feira, agosto 31, 2011
segunda-feira, agosto 29, 2011
Pensamento do dia
As pessoas nunca me desiludem, apenas me desiludo comigo!
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nunca me iludo
sexta-feira, agosto 26, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
quarta-feira, agosto 24, 2011
Ouvindo ...
Poderia ser uma conversa casual, que não me era dirigida, mas que estranhamente me pos os cabelos em pé de tamanha irritação e ... fez-me reflectir porque é que eu me dou com certas pessoas e com outras não!.... Fez-me relembrar porque algumas PERTENCEM ao meu círculo íntímo e outras por mais que intentem ou se esforcem nunca o conseguirão ...
Reflexões ...
Sofremos pelo que não temos, sofremos pelo que temos, e muitas vezes, pelo que acreditamos ser nosso, e que na verdade, nunca foi ou será.
Sofremos, pela incerteza do amanhã (que não nos pertence, mas que tentamos avidamente controlar).
Sofremos pelo presente e até pelo futuro, antecipadamente...
Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que por qualquer razão (alheia ou não) se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos (vir a) ter, pela gripe que pode virar bronquite, e deixamos nos abater.
Sofremos pelo medo do imponderável pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas que as vezes, podemos ouvir ou sentir e trancamos-nos a sete chaves.
Sofremos pelas nossas faltas e falhas e pelas dos outros ...e abatemo-nos com as dificuldades que criamos ou nos criam e estagnamos...
Sofremos pelas notas que não tiramos, as provas que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os beijos nunca dados, os sonhos esquecidos, os desamores (não) vividos, os sorrisos perdidos, as lágrimas (con)vertidas, as palavras (não) proferidas e os silêncios obtusos, pelos momentos passados ou pelos que nem chegaram a ser, as fotos amarelecidas, os cheiros da infância, o velhinho diário guardado ou perdido,
São doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, nem simplesmente amar.
Temos receio de nos entregar definitiva e genuinamente ao amor, apenas medo de sofrer uma dor (ainda) maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos (vir a ser).
E hoje, sabendo que o sofrimento é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe e mereço e se a dor me quiser visitar (evidentemente), vai me encontrar mais forte, porque conheço a medida exacta de tudo o que (porque) já passei, e sou agora o fruto maduro dessa árvore, chamada VIDA.
quarta-feira, agosto 17, 2011
My wish
« I hope that the days come easy and the moments pass slow,
And each road leads you where you want to go,And if you're faced with a choice, and you have to choose,
I hope you choose the one that means the most to you.
And if one door opens to another door closed,
I hope you keep on walkin' till you find the window,
If it's cold outside, show the world the warmth of your smile,
But more than anything, more than anything,
My wish, for you, is that this life becomes all that you want it to,
Your dreams stay big, and your worries stay small,
You never need to carry more than you can hold,
And while you're out there getting where you're getting to,
I hope you know somebody loves you, and wants the same things too,
Yeah, this, is my wish.
I hope you never look back, but ya never forget,
All the ones who love you, in the place you left,
I hope you always forgive, and you never regret,
And you help somebody every chance you get,
Oh, you find God's grace, in every mistake,
And you always give more than you take.
But more than anything, yeah, and more than anything,
My wish, for you, is that this life becomes all that you want it to,
Your dreams stay big, and your worries stay small,
You never need to carry more than you can hold,
And while you're out there getting where you're getting to,
I hope you know somebody loves you, and wants the same things too,
Yeah, this, is my wish.
My wish, for you, is that this life becomes all that you want it to,
Your dreams stay big, and your worries stay small,
You never need to carry more than you can hold,
And while you're out there getting where you're getting to,
I hope you know somebody loves you, and wants the same things too,
Yeah, this, is my wish.
This is my wish
I hope you know somebody loves you
May all your dreams stay big »
sexta-feira, agosto 12, 2011
A felicidade não mora(va) aqui
Um história banal, como tantas outras ...
Procuravam quem lhes desse felicidade.
Ela queria alguém com quem partilhar a vida, alguém que lhe mitigasse a solidão crescente que lhe invadia o coração e lhe afixiava a vida.
Ele continuava à procura da mulher ideal, aquela com que sempre sonhou.
Pensavam ter encontrado a resposta aos seus anseios. Enganaram-se (redondamente)! Cairam ambos no mesmo erro. Procuraram no outro, as soluções para os seus problemas e deficiências. Procuravam nos outros o sonho que procuravam ....
Ela acredita ter acordado e percebido qual o erro, não sabe se ele também o percebeu .. mas gostava dele o suficiente para lho dizer, tal como o entendeu:
A felicidade vem de dentro. Simplesmente a felicidade não morava neles...
Para estar bem com os outros, há que estar primeiro bem connosco!
Se ambos estivessem bem, não teriam procurado (n)outras pessoas para partilhar a vida. Teria sido a força rompante do que os unia (suficiente) que teria criado esse desejo. Que os teria apanhado de surpresa total, insinuando-se nesse sentir (só deles) até se tornar inevitável!.. Estando bem, teriam encontrado motivo para ficar (ainda) melhor.
O único erro (ingénuo?) deles foi simplesmente este:
Estavam mal e julgaram encontrar no outro o motivo para ficar bem!
Moral da história?!
... Para ser feliz com outra pessoa, deves primeiro ser feliz contigo!
Nina, 10/02/2010
Nina, 10/02/2010
PS: « Não te deixes distrair com os incidentes que te chegam de fora! Reserva-te um tempo livre para aprender qualquer coisa de bom e deixa-te de flanar sem rumo! Já é tempo de te guardares doutra sorte de vagabundeio. »
Marco Aurélio, in "Pensamentos"
quinta-feira, agosto 11, 2011
Pensamento do dia
Por vezes, sentes que a tua vida é uma corrida de estafetas onde és a única participante ...
quarta-feira, agosto 10, 2011
Pensamento da noite
Livres são os sonhos (supostamente), mas há momentos em que sonhamos com a liberdade ...
Libertos da prisão que a irania a todo o tempo nos afixia, nos corta as asas e nos impede de voar :~( ...
sábado, agosto 06, 2011
Cumpre-te HOJE, não Esperando
Não queiras, Lídia, edificar no spaço
Que figuras futuro, ou prometer-te
Amanhã. Cumpre-te hoje, não 'sperando. Tu mesma és tua vida.
Não te destines, que não és futura.
Quem sabe se, entre a taça que esvazias,
E ela de novo enchida, não te a sorte
Interpõe o abismo?
Ricardo Reis, in "Odes"
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Eu; Presente; Acções; Futuro
quinta-feira, agosto 04, 2011
Like a radio
“That's what real love amounts to- letting a person be what he really is. Most people love you for who you pretend to be. To keep their love, you keep pretending- performing. You get to love your pretence. It's true, we're locked in an image, an act-.
People are afraid of themselves, of their own reality; their feelings most of all. People talk about how great love is, but that's bullshit. Love hurts. Feelings are disturbing. People are taught that pain is evil and dangerous. How can they deal with love if they're afraid to feel? Pain is meant to wake us up. People try to hide their pain. But they're wrong. Pain is something to carry, like a radio. You feel your strength in the experience of pain. It's all in how you carry it. That's what matters. Pain is a feeling. Your feelings are a part of you. Your own reality. If you feel ashamed of them, and hide them, you're letting society destroy your reality. You should stand up for your right to feel your pain.
Expose yourself to your deepest fear; after that, fear has no power, and the fear of freedom shrinks and vanishes. You are free.
segunda-feira, agosto 01, 2011
sexta-feira, julho 29, 2011
terça-feira, julho 26, 2011
Idade maior
... O amor é o encontro de duas feridas, de duas famílias, a partilha com alguém daquilo que nos falta radicalmente e que jamais poderemos dizer. O amor verdadeiro não é : « mostra-me o que és » ou « dá-me o que tens para completar o que me falta », mas antes : « eu amo a forma como te tentas curar, eu gosto da tua cicatriz ». ...Neste espaço a si próprio condenado
Neste espaço a si próprio condenado
Dum momento para o outro pode entrar
Um pássaro que levante o céu
E sustente o olhar
....................................
Com a tristeza acender a alegria
Com a miséria atear a felicidade
E no céu inocente da visãoFazer pulsar um pássaro por vir
Fazer voar um novo coração
Alexandre O'Neill
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Pássaros feridos não conseguem voar ...
segunda-feira, julho 25, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
Devaneios ...
A Realidade do Amor
Que sempre existam almas para as quais o amor seja também o contacto de duas poesias, a convergência de dois devaneios. O amor, enquanto amor, nunca termina de se exprimir e exprime-se tanto melhor quanto mais poeticamente é sonhado. Os devaneios de duas almas solitárias preparam a magia de amar. Um realista da paixão verá aí apenas fórmulas evanescentes. Mas não é menos verdade que as grandes paixões se preparam em grandes devaneios. Mutilamos a realidade do amor quando a separamos de toda a sua irrealidade.
Gaston Bachelard, in ' A Poética do Devaneio'
Gaston Bachelard, in ' A Poética do Devaneio'
Pensamento do dia
"Há pessoas desagradáveis apesar das suas qualidades e outras encantadoras apesar dos seus defeitos."
François, Duque de La Rochefoucauld
terça-feira, julho 19, 2011
(Manual de) Vida
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memórias; aprendizagem; vida;
No news, good news
“No news is better than evil news”.
King James I of England (1616)
King James I of England (1616)
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Harmonia; Equilíbrio; Meta;
segunda-feira, julho 18, 2011
Harmonia
"Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta."
José Saramago, La Jornada (1998)
sábado, julho 16, 2011
Citando
"Encontrar o amor é o segundo desafio da nossa vida. O primeiro, nunca lhe dizer adeus."
Eduardo de Sá.
Eduardo de Sá.
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Constatação
quinta-feira, julho 14, 2011
Palavras ao vento
Hoje conscientemente recordo, desejo e adoro-te, amanhã (inconscientemente) não sei o que serei, para onde irei ou a quem me darei!! Num breve momento a reter ... sustenho a respiração ...
quarta-feira, julho 13, 2011
Interrogações
Porquê? Para quê? Quando? Como? De que forma?
Ufa! Tantas interrogações e tão poucas respostas.
Vai… Faz…Diz…
E eu respondo como o José Régio: “Só sei que não vou por aí.”
Não vou.
Não faço.
Não digo.
É que o caminho sou eu que o faço, para bem ou mal. Ora deparando-me com trilhos e carreiros envergonhados e escondidos, ora estradas largas e espaçosas que permitem ver mais e mais além..Mas para quê ver mais e mais longe? É que o caminho faz-se caminhando e de nada nos serviria antever o fim, seria apenas um estorvo para causar ainda mais ansiedade.
O caminho faz-se caminhando e é nesta construção contínua que nos deixamos envolver por um mar de sensações, por vezes estranhas, que nos lembram o seu sentido, sinal ou valor e que muitas vezes não parecem fazer sentido algum...ou nos toldam o(s) sentido(s).
E lá vou andando. Umas vezes cheia de uma confiança cega, de braços estendidos e rosto ao sabor do vento. Outras, bem, outras nem vale a pena falar.... O avanço é lento doloroso. Os pés cheios de bolhas que teimam em incomodar e doer, não permitindo mais que uns míseros centímetros a cada hora, que vai escorrendo de forma demasiado lenta... É este o (meu) caminho ... ( e, é na maior parte das vezes o segundo… mas ...), a viagem continua na esperança que isto seja apenas um mau momento. Os bons compensam, de longe, o mal estar de algumas fases que só servem para testar os nossos limites… Haverá limites??!!!
PS: E (por mais estranho que pareça) hoje (jà) faz 1 ano (de anos)!!!
terça-feira, julho 12, 2011
Divagando ...
Incrível como eu que já fui drama, hoje estive tão quieta...
Ansiosa por viver numa outra frequência, um outro bem(-vindo), depois de dias tão sisudos.
Eu quero a intimidade, quero relaxar, quero espalhar o meu sentir, quero compor instantes.
(Como adoraria meu amor, bordar os nossos encontros - enquanto criamos novos caminhos - e morrer devagarinho, baixinho, como morrem as tardes...)
PS: Curioso a coincidência da letra da música... pensava ter-me esquecido, mas... logo a "frase" me saltou da memória ...
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Coincidências; feeling
segunda-feira, julho 11, 2011
Apontar (o dedo) é muito feio!
Se há algo que me tira totalmente do sério e me põe put@ da vida é apontarem-me aquele dedo acusador, seja por má fé, falta de oportunidade, desconhecimento, injustiça ou pior, ainda, por quem tem tantos telhados de vidros (e tão frágeis ) e mesmo assim .... e quando falham os argumentos vão buscar merd@s do arco da velha, coisas que nem lembram a ninguém ... a acrescer a isso a supra presunção que me conhecem (bem demais ???!!! Como se isso fosse alguma vez possível ... santa ignorância!!!)... enfim nem vou gastar o meu latim! Silêncio e desprezo é a (minha) melhor arma!!
Há um proverbio inglês que diz "quando apontares com um dedo, lembra-te de que outros três dedos teus, apontam para ti."
"Em primeiro lugar, deveríamos avaliar nossa própria atitude para com os outros e verificar constantemente se estamos agindo bem. Antes de apontar o dedo para os outros, devemos apontá-lo para nós mesmos. Em segundo lugar devemos estar preparados para reconhecer nossos erros e procurar corrigi-los."
Fonte: Palavras de Sabedoria, Dalai Lama- Ed. Sextante.
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PQP
sábado, julho 09, 2011
Tears in the rain
« ... All those... moments... will be lost in time, like tears in the rain... Time to die. »
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Blade runner; feel like rain;
Feliz só será
Feliz só será
A alma que amar.
'Star alegre
E triste,
Perder-se a pensar,
Desejar
E recear
Suspensa em penar,
Saltar de prazer,
De aflição morrer -
Feliz só será
A alma que amar.
Johann Wolfgang von Goethe
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Reflexão; felicidade; cenas da vida; almas
quinta-feira, julho 07, 2011
Constatação da noite
Só para dizer: o isqueiro que tão gentil e prontamente me deste não funciona, está avariado (tal) como eu! Não tem chama ...
PS: Blue note (a ponta de um corno ou o caracol... whatever... em todo o caso obrigado pela rabugice, mau feitio ou os "graus C" que vêm à tona, verdades escondidas... que sabes bem de cor... afinal conheces-me como ninguém... Afinal sempre tive tendência para minimizar os bons momentos e maximizar os maus...)
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agradecimento sincero,
Mau feitio
É (des) complicado com ela
Sinto-me sozinha? Sim. Estou chateada? Sim. Estou confusa? Sim. Sinto pena de mim por vezes? Sim. Cometo erros? Todos os dias. Mas, também me sinto bem!
quarta-feira, julho 06, 2011
terça-feira, julho 05, 2011
Return to (my) innocence
Don't be afraid to be "weak" dont be to proud to be "strong"... É como me sinto hoje.
(Je veux aller au bout de mes fantasmes...)
(Je veux aller au bout de mes fantasmes...)
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Weakness; mea culpa
sexta-feira, julho 01, 2011
quarta-feira, junho 29, 2011
Divagações
Na vida todos já passamos por encruzilhadas, deparamo-nos com becos e, em alguns casos, precipícios.
As encruzilhadas são as mais fáceis de resolver...
Os becos são situações em que só voltando atrás podem ser resolvidas, apesar de por vezes se transformarem em prisões emocionais das quais só saímos quando nos conseguimos libertar...
Os precipicios, infelizmente, levam algumas pessoas à morte, pois não conseguiram encontrar a ponte de fuga (em si) aos mesmos...
As encruzilhadas podem levar a becos ou precipicios, no entanto à partida, nunca o sabemos.
Os becos, que se tornam prisões, podem levar a precipicios ou encruzilhadas. E as pontes de fuga dos precipicios regra geral levam a encruzilhadas...
É claro que muitas encruzilhadas são fáceis de decidir, a maior parte delas, o pior é quando a encruzilhada (nos) apresenta soluções que não nos agrada de todo, é escolher o mal menor, o que nunca é uma boa solução, mas é muitas vezes a solução possivel...
No caso dos becos/ prisões muitas vezes acabamos por nos habituar e até esquecemos, (como se fosse possivel!!!) o quanto não gostamos da situação.
E quando estamos em prisões continuamos a ter encruzilhadas e até precipicios.
A (nossa) vida é feita de encruzilhadas, alguns becos, uma ou outra prisão, e se possivel sem precipicios.
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Nós a desatar
terça-feira, junho 28, 2011
Chinesices
路遙知馬力,日久見人心(路遥知马力,日久见人心) (pinyin: ren2 yao1 lian3, shu4 yao1 pi2)
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Só porque me apetece
segunda-feira, junho 27, 2011
O Futuro sai da fenda e da ferida
«A geometria abre a linha para deixar passar a Imaginação.
O FUTURO sai da FENDA e da FERIDA.
Do que antes foi, hoje sai Sangue.
Inundar o VAZIO: o FUTURO inunda o VAZIO.
Porque todo o vazio tem por INIMIGO a Imaginação.
Porque todo o vazio tem o Inimigo. »
Gonçalo M. Tavares, in "Investigações. Novalis"
Para reflectir...
«Em cada perda existe um ganho.
Tal como em todos os ganhos existe uma perda.
E com cada fim surge um novo começo. »
Shao Lin
domingo, junho 26, 2011
O resto é silêncio ...
"O silêncio também fala, fala e muito! O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham."
Osho
"Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então guarda silêncio."
Eurípedes
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
Albert Einstein
sábado, junho 25, 2011
sexta-feira, junho 24, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Coup d' etat
Moi qui n'a plus regardé le ciel, j'ai devant moi cette porte entrouverte mais l'inconnu a meurtri plus d'un coup mon coeur ...
terça-feira, junho 21, 2011
Ode ao verão
Verão, violino vermelho,
Nuvem luminosa, um zumbido de serra e uma cigarra que precede do céu estrelado, suave e brilhante como um olho, e sob o teu olhar, o verão!
Teus olhos são cascatas de peixes no céu infinito,
pressentindo a sensação agradável, preguiçosa, letárgica, da barriga arredondada na sede demoníaca...
Manhã ... e o sol, terrível, paterno, ao rubro ...
Nuvem luminosa, um zumbido de serra e uma cigarra que precede do céu estrelado, suave e brilhante como um olho, e sob o teu olhar, o verão!
Teus olhos são cascatas de peixes no céu infinito,
pressentindo a sensação agradável, preguiçosa, letárgica, da barriga arredondada na sede demoníaca...
Manhã ... e o sol, terrível, paterno, ao rubro ...
O suor no rosto, a cabeça martelando numa inesperada conspiração
Areia. Verão. Mar. Deserto. Campos.
Areia. Verão. Mar. Deserto. Campos.
Agita-se o trigo, enquanto procuro a sombra...
Toque. Frescura. Mergulho. Diamante. Abundante verão...
Busco maçãs, morangos e.. a boca...
Nas paisagens verdes, lábios, de ameixas selvagens,
Estradas, de poeira macia em camadas, em pó, é meio-dia,
Vermelho. Tambor de cobre.
À tarde o fogo cede
O ar faz trevo, invade a dança,
À tarde o fogo cede
O ar faz trevo, invade a dança,
O forno do deserto
E um local fresco
E um local fresco
A estrela sobe no sombrio céu
É já noite.
A tua mão na minha
As minhas pernas nas tuas
Ganho asas, ganho penas
Os teus lábios são ameixas maduras
Os teus lábios são ameixas maduras
São amoras selvagens que dão gosto colher ...
P.S. Porque hoje é o dia mais longo do ano, é verão e acordei (ins)pirada ...
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emoções; non-sense; Inspiração; só eu sei
segunda-feira, junho 20, 2011
Não gosto de fugir com o rabo à seringa...
«...
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
...»
Miguel Esteves Cardoso
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
...»
Miguel Esteves Cardoso
domingo, junho 19, 2011
Se ...
«Se consegues manter a calma quando à tua volta
Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo;
Se consegues sonhar - e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar - e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;
Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: "Resistam!";
Se consegues falar a multidões sem te corromperes
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vivios,
É a tua Terra e tudo o que nela existe,
E - o que é ainda mais - então, meu filho, serás um Homem.»
Rudyard Kipling
Boletim Filosófico Da Nova Acrópole, Número 1, Outono 2009
Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo;
Se consegues sonhar - e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar - e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;
Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: "Resistam!";
Se consegues falar a multidões sem te corromperes
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vivios,
É a tua Terra e tudo o que nela existe,
E - o que é ainda mais - então, meu filho, serás um Homem.»
Rudyard Kipling
Boletim Filosófico Da Nova Acrópole, Número 1, Outono 2009
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Reflexão
Lugares
«Se se viajar fora dos destinos turísticos [...] descobre-se que os lugares de desejo, os sítios que nos marcam por dentro e deixam impressões duradouras são tão inacessíveis e misteriosos como sempre foram e, também por isso, se constituem como verdadeiras viagens. Únicas e preciosas.»
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Os Os lugares não são todos iguais
Divagações
Ler é um diálogo incessante, o livro fala e a alma responde ... enquanto «a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam..»
Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002
"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles. E ouço muitas vezes a canção de Pascoal:
«A sombra das nuvens no mar / O vento na chuva a dançar / Uma chávena a fumegar / Tudo me falava de ti / A sombra das nuvens desceu / O céu alto arrefeceu / E o mar bravio perdeu / A luz que lhe vinha de ti.» Há quanto tempo não me arde o coração?"
Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002
quinta-feira, junho 16, 2011
À propos de...
*** Tenho andado em modo ZEN. É óptimo sentir este viver desprendido ***
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Sou feliz
quarta-feira, junho 15, 2011
Ouvindo ...
Música metaforicamente orgásmica ... nem tenho palavras...
PS: Thanx Mr. Lippo you are the best, you have the tast ... :)
Pensamento do dia
"Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."
Alberto Caiero
segunda-feira, junho 13, 2011
Memórias indeléveis...
“Se formos capazes de converter o que quer que estejamos tentando lembrar em vívidas imagens mentais e então rearranjá-las em algum tipo de espaço arquitectónico imaginário, conhecido como palácio da memória, as lembranças podem se tornar indeléveis.”
São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.
Vivem em nichos vagabundos
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.
Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flui, já ontem...
(Vieira Calado)
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(con)Sentido
domingo, junho 12, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
Pensamento da noite
Hoje o meu coração esteve (perfeitamente) sincronizado com o "rugido" fremente do leão da estrela ...
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amizade,
beautiful,
Dedicatória
domingo, junho 05, 2011
Manta de retalhos ...
" Os jovens amantes buscam a perfeição
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "
Poema citado no filme
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "
Poema citado no filme
De que são feitos os (meus) dias?
"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."
- Fernando Campanella -
De loucuras, de crimes,
- Fernando Campanella -
***
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecília Meireles
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