“No news is better than evil news”.
King James I of England (1616)
Particularidades das minhas singularidades & Singularidades das minhas particularidades...
terça-feira, julho 19, 2011
segunda-feira, julho 18, 2011
Harmonia
"Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta."
José Saramago, La Jornada (1998)
sábado, julho 16, 2011
Citando
"Encontrar o amor é o segundo desafio da nossa vida. O primeiro, nunca lhe dizer adeus."
Eduardo de Sá.
Eduardo de Sá.
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Constatação
quinta-feira, julho 14, 2011
Palavras ao vento
Hoje conscientemente recordo, desejo e adoro-te, amanhã (inconscientemente) não sei o que serei, para onde irei ou a quem me darei!! Num breve momento a reter ... sustenho a respiração ...
quarta-feira, julho 13, 2011
Interrogações
Porquê? Para quê? Quando? Como? De que forma?
Ufa! Tantas interrogações e tão poucas respostas.
Vai… Faz…Diz…
E eu respondo como o José Régio: “Só sei que não vou por aí.”
Não vou.
Não faço.
Não digo.
É que o caminho sou eu que o faço, para bem ou mal. Ora deparando-me com trilhos e carreiros envergonhados e escondidos, ora estradas largas e espaçosas que permitem ver mais e mais além..Mas para quê ver mais e mais longe? É que o caminho faz-se caminhando e de nada nos serviria antever o fim, seria apenas um estorvo para causar ainda mais ansiedade.
O caminho faz-se caminhando e é nesta construção contínua que nos deixamos envolver por um mar de sensações, por vezes estranhas, que nos lembram o seu sentido, sinal ou valor e que muitas vezes não parecem fazer sentido algum...ou nos toldam o(s) sentido(s).
E lá vou andando. Umas vezes cheia de uma confiança cega, de braços estendidos e rosto ao sabor do vento. Outras, bem, outras nem vale a pena falar.... O avanço é lento doloroso. Os pés cheios de bolhas que teimam em incomodar e doer, não permitindo mais que uns míseros centímetros a cada hora, que vai escorrendo de forma demasiado lenta... É este o (meu) caminho ... ( e, é na maior parte das vezes o segundo… mas ...), a viagem continua na esperança que isto seja apenas um mau momento. Os bons compensam, de longe, o mal estar de algumas fases que só servem para testar os nossos limites… Haverá limites??!!!
PS: E (por mais estranho que pareça) hoje (jà) faz 1 ano (de anos)!!!
terça-feira, julho 12, 2011
Divagando ...
Incrível como eu que já fui drama, hoje estive tão quieta...
Ansiosa por viver numa outra frequência, um outro bem(-vindo), depois de dias tão sisudos.
Eu quero a intimidade, quero relaxar, quero espalhar o meu sentir, quero compor instantes.
(Como adoraria meu amor, bordar os nossos encontros - enquanto criamos novos caminhos - e morrer devagarinho, baixinho, como morrem as tardes...)
PS: Curioso a coincidência da letra da música... pensava ter-me esquecido, mas... logo a "frase" me saltou da memória ...
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Coincidências; feeling
segunda-feira, julho 11, 2011
Apontar (o dedo) é muito feio!
Se há algo que me tira totalmente do sério e me põe put@ da vida é apontarem-me aquele dedo acusador, seja por má fé, falta de oportunidade, desconhecimento, injustiça ou pior, ainda, por quem tem tantos telhados de vidros (e tão frágeis ) e mesmo assim .... e quando falham os argumentos vão buscar merd@s do arco da velha, coisas que nem lembram a ninguém ... a acrescer a isso a supra presunção que me conhecem (bem demais ???!!! Como se isso fosse alguma vez possível ... santa ignorância!!!)... enfim nem vou gastar o meu latim! Silêncio e desprezo é a (minha) melhor arma!!
Há um proverbio inglês que diz "quando apontares com um dedo, lembra-te de que outros três dedos teus, apontam para ti."
"Em primeiro lugar, deveríamos avaliar nossa própria atitude para com os outros e verificar constantemente se estamos agindo bem. Antes de apontar o dedo para os outros, devemos apontá-lo para nós mesmos. Em segundo lugar devemos estar preparados para reconhecer nossos erros e procurar corrigi-los."
Fonte: Palavras de Sabedoria, Dalai Lama- Ed. Sextante.
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PQP
sábado, julho 09, 2011
Tears in the rain
« ... All those... moments... will be lost in time, like tears in the rain... Time to die. »
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Blade runner; feel like rain;
Feliz só será
Feliz só será
A alma que amar.
'Star alegre
E triste,
Perder-se a pensar,
Desejar
E recear
Suspensa em penar,
Saltar de prazer,
De aflição morrer -
Feliz só será
A alma que amar.
Johann Wolfgang von Goethe
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Reflexão; felicidade; cenas da vida; almas
quinta-feira, julho 07, 2011
Constatação da noite
Só para dizer: o isqueiro que tão gentil e prontamente me deste não funciona, está avariado (tal) como eu! Não tem chama ...
PS: Blue note (a ponta de um corno ou o caracol... whatever... em todo o caso obrigado pela rabugice, mau feitio ou os "graus C" que vêm à tona, verdades escondidas... que sabes bem de cor... afinal conheces-me como ninguém... Afinal sempre tive tendência para minimizar os bons momentos e maximizar os maus...)
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agradecimento sincero,
Mau feitio
É (des) complicado com ela
Sinto-me sozinha? Sim. Estou chateada? Sim. Estou confusa? Sim. Sinto pena de mim por vezes? Sim. Cometo erros? Todos os dias. Mas, também me sinto bem!
quarta-feira, julho 06, 2011
terça-feira, julho 05, 2011
Return to (my) innocence
Don't be afraid to be "weak" dont be to proud to be "strong"... É como me sinto hoje.
(Je veux aller au bout de mes fantasmes...)
(Je veux aller au bout de mes fantasmes...)
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Weakness; mea culpa
sexta-feira, julho 01, 2011
quarta-feira, junho 29, 2011
Divagações
Na vida todos já passamos por encruzilhadas, deparamo-nos com becos e, em alguns casos, precipícios.
As encruzilhadas são as mais fáceis de resolver...
Os becos são situações em que só voltando atrás podem ser resolvidas, apesar de por vezes se transformarem em prisões emocionais das quais só saímos quando nos conseguimos libertar...
Os precipicios, infelizmente, levam algumas pessoas à morte, pois não conseguiram encontrar a ponte de fuga (em si) aos mesmos...
As encruzilhadas podem levar a becos ou precipicios, no entanto à partida, nunca o sabemos.
Os becos, que se tornam prisões, podem levar a precipicios ou encruzilhadas. E as pontes de fuga dos precipicios regra geral levam a encruzilhadas...
É claro que muitas encruzilhadas são fáceis de decidir, a maior parte delas, o pior é quando a encruzilhada (nos) apresenta soluções que não nos agrada de todo, é escolher o mal menor, o que nunca é uma boa solução, mas é muitas vezes a solução possivel...
No caso dos becos/ prisões muitas vezes acabamos por nos habituar e até esquecemos, (como se fosse possivel!!!) o quanto não gostamos da situação.
E quando estamos em prisões continuamos a ter encruzilhadas e até precipicios.
A (nossa) vida é feita de encruzilhadas, alguns becos, uma ou outra prisão, e se possivel sem precipicios.
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Nós a desatar
terça-feira, junho 28, 2011
Chinesices
路遙知馬力,日久見人心(路遥知马力,日久见人心) (pinyin: ren2 yao1 lian3, shu4 yao1 pi2)
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Só porque me apetece
segunda-feira, junho 27, 2011
O Futuro sai da fenda e da ferida
«A geometria abre a linha para deixar passar a Imaginação.
O FUTURO sai da FENDA e da FERIDA.
Do que antes foi, hoje sai Sangue.
Inundar o VAZIO: o FUTURO inunda o VAZIO.
Porque todo o vazio tem por INIMIGO a Imaginação.
Porque todo o vazio tem o Inimigo. »
Gonçalo M. Tavares, in "Investigações. Novalis"
Para reflectir...
«Em cada perda existe um ganho.
Tal como em todos os ganhos existe uma perda.
E com cada fim surge um novo começo. »
Shao Lin
domingo, junho 26, 2011
O resto é silêncio ...
"O silêncio também fala, fala e muito! O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham."
Osho
"Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então guarda silêncio."
Eurípedes
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
Albert Einstein
sábado, junho 25, 2011
sexta-feira, junho 24, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Coup d' etat
Moi qui n'a plus regardé le ciel, j'ai devant moi cette porte entrouverte mais l'inconnu a meurtri plus d'un coup mon coeur ...
terça-feira, junho 21, 2011
Ode ao verão
Verão, violino vermelho,
Nuvem luminosa, um zumbido de serra e uma cigarra que precede do céu estrelado, suave e brilhante como um olho, e sob o teu olhar, o verão!
Teus olhos são cascatas de peixes no céu infinito,
pressentindo a sensação agradável, preguiçosa, letárgica, da barriga arredondada na sede demoníaca...
Manhã ... e o sol, terrível, paterno, ao rubro ...
Nuvem luminosa, um zumbido de serra e uma cigarra que precede do céu estrelado, suave e brilhante como um olho, e sob o teu olhar, o verão!
Teus olhos são cascatas de peixes no céu infinito,
pressentindo a sensação agradável, preguiçosa, letárgica, da barriga arredondada na sede demoníaca...
Manhã ... e o sol, terrível, paterno, ao rubro ...
O suor no rosto, a cabeça martelando numa inesperada conspiração
Areia. Verão. Mar. Deserto. Campos.
Areia. Verão. Mar. Deserto. Campos.
Agita-se o trigo, enquanto procuro a sombra...
Toque. Frescura. Mergulho. Diamante. Abundante verão...
Busco maçãs, morangos e.. a boca...
Nas paisagens verdes, lábios, de ameixas selvagens,
Estradas, de poeira macia em camadas, em pó, é meio-dia,
Vermelho. Tambor de cobre.
À tarde o fogo cede
O ar faz trevo, invade a dança,
À tarde o fogo cede
O ar faz trevo, invade a dança,
O forno do deserto
E um local fresco
E um local fresco
A estrela sobe no sombrio céu
É já noite.
A tua mão na minha
As minhas pernas nas tuas
Ganho asas, ganho penas
Os teus lábios são ameixas maduras
Os teus lábios são ameixas maduras
São amoras selvagens que dão gosto colher ...
P.S. Porque hoje é o dia mais longo do ano, é verão e acordei (ins)pirada ...
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emoções; non-sense; Inspiração; só eu sei
segunda-feira, junho 20, 2011
Não gosto de fugir com o rabo à seringa...
«...
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
...»
Miguel Esteves Cardoso
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
...»
Miguel Esteves Cardoso
domingo, junho 19, 2011
Se ...
«Se consegues manter a calma quando à tua volta
Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo;
Se consegues sonhar - e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar - e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;
Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: "Resistam!";
Se consegues falar a multidões sem te corromperes
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vivios,
É a tua Terra e tudo o que nela existe,
E - o que é ainda mais - então, meu filho, serás um Homem.»
Rudyard Kipling
Boletim Filosófico Da Nova Acrópole, Número 1, Outono 2009
Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo;
Se consegues sonhar - e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar - e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;
Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: "Resistam!";
Se consegues falar a multidões sem te corromperes
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vivios,
É a tua Terra e tudo o que nela existe,
E - o que é ainda mais - então, meu filho, serás um Homem.»
Rudyard Kipling
Boletim Filosófico Da Nova Acrópole, Número 1, Outono 2009
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Reflexão
Lugares
«Se se viajar fora dos destinos turísticos [...] descobre-se que os lugares de desejo, os sítios que nos marcam por dentro e deixam impressões duradouras são tão inacessíveis e misteriosos como sempre foram e, também por isso, se constituem como verdadeiras viagens. Únicas e preciosas.»
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Os Os lugares não são todos iguais
Divagações
Ler é um diálogo incessante, o livro fala e a alma responde ... enquanto «a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam..»
Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002
"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles. E ouço muitas vezes a canção de Pascoal:
«A sombra das nuvens no mar / O vento na chuva a dançar / Uma chávena a fumegar / Tudo me falava de ti / A sombra das nuvens desceu / O céu alto arrefeceu / E o mar bravio perdeu / A luz que lhe vinha de ti.» Há quanto tempo não me arde o coração?"
Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002
quinta-feira, junho 16, 2011
À propos de...
*** Tenho andado em modo ZEN. É óptimo sentir este viver desprendido ***
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Sou feliz
quarta-feira, junho 15, 2011
Ouvindo ...
Música metaforicamente orgásmica ... nem tenho palavras...
PS: Thanx Mr. Lippo you are the best, you have the tast ... :)
Pensamento do dia
"Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."
Alberto Caiero
segunda-feira, junho 13, 2011
Memórias indeléveis...
“Se formos capazes de converter o que quer que estejamos tentando lembrar em vívidas imagens mentais e então rearranjá-las em algum tipo de espaço arquitectónico imaginário, conhecido como palácio da memória, as lembranças podem se tornar indeléveis.”
São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.
Vivem em nichos vagabundos
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.
Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flui, já ontem...
(Vieira Calado)
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(con)Sentido
domingo, junho 12, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
Pensamento da noite
Hoje o meu coração esteve (perfeitamente) sincronizado com o "rugido" fremente do leão da estrela ...
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amizade,
beautiful,
Dedicatória
domingo, junho 05, 2011
Manta de retalhos ...
" Os jovens amantes buscam a perfeição
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "
Poema citado no filme
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "
Poema citado no filme
De que são feitos os (meus) dias?
"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."
- Fernando Campanella -
De loucuras, de crimes,
- Fernando Campanella -
***
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecília Meireles
segunda-feira, maio 23, 2011
sábado, maio 21, 2011
segunda-feira, maio 16, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
terça-feira, maio 10, 2011
Divagações ...
No vento que passa, no ar que respiro de um tempo inacabado ou de um simples gesto disperso, fruto de suspiro que dá (em) um nada concreto e perverso a um sentir absoluto, num silêncio absurdo...
São palavras soltas ao vento, que pairam no ar, palavras presas no tempo, suspensas num pretenso luar...
São palavras soltas ao vento, que pairam no ar, palavras presas no tempo, suspensas num pretenso luar...
segunda-feira, abril 25, 2011
sábado, abril 23, 2011
sexta-feira, abril 22, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
Será (!?) ...
Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato. Por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Miguel Esteves Cardoso "Último Volume"
(mas a mim não me dá jeito esta questão -tão?- prática... vá se lá saber porquê...)
domingo, abril 17, 2011
Procuro (-te)
Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.
Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.
Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"
quinta-feira, abril 14, 2011
...
Fundir-nos no outro não é tarefa fácil...
« Quando duas pessoas sentem uma atracção incondicional e estão prontas a sacrificarem-se uma pela outra, então, amam-se de verdade.» (Henry Louis Mencken)
terça-feira, abril 12, 2011
segunda-feira, abril 11, 2011
Cage aux folles et toutes les misères humaines...
Ahahahaha, o que eu me ri com o "meu Deus grego" ....
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Mes salopris
Prazo de vida
No meio do mundo faz frio,
faz frio no meio do mundo,
muito frio.
Mandei armar o meu navio.
Volveremos ao mar profundo,
meu navio!
No meio das águas faz frio.
Faz frio no meio das águas,
muito frio.
Marinheiro serei sombrio,
por minha provisão de mágoas.
Tão sombrio!
No meio da vida faz frio,
faz frio no meio da vida.
Muito frio.
O universo ficou vazio,
porque a mão do amor foi partida
no vazio.
Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'
faz frio no meio do mundo,
muito frio.
Mandei armar o meu navio.
Volveremos ao mar profundo,
meu navio!
No meio das águas faz frio.
Faz frio no meio das águas,
muito frio.
Marinheiro serei sombrio,
por minha provisão de mágoas.
Tão sombrio!
No meio da vida faz frio,
faz frio no meio da vida.
Muito frio.
O universo ficou vazio,
porque a mão do amor foi partida
no vazio.
Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'
sexta-feira, abril 08, 2011
quarta-feira, abril 06, 2011
Constatação da noite
Eu sei o que vale a pena (obviamente), mas será que eu a valho a pena?!!!... (...mas por ora vou dormir....)
terça-feira, abril 05, 2011
Abandono
Poema Melancólico a não sei que Mulher
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
Miguel Torga, in 'Diário VII'
sexta-feira, abril 01, 2011
quarta-feira, março 30, 2011
Broken dreams
Já tive muitos sonhos na vida, hoje são (tão) poucos!... Afinal tudo se resume a um prazo de validade...
segunda-feira, março 28, 2011
Pensamento da noite
Assim é a vida. Um recomeçar contínuo mesmo quando tudo está perdido. (J. Cronin)
(Mas mais vale um momento de plenitude, que uma vida inteira de “nada”)
(Mas mais vale um momento de plenitude, que uma vida inteira de “nada”)
quinta-feira, março 24, 2011
Time will (never) change ...
Time has changed our secrets
and the pigtails in our hair;
It has changed the silly arguments
and the giggles that we shared.
It has changed our childish happiness
to grown-up make-believe,
And leaving us with little else,
it has slowly changed
Our dreams....
Time has come along and changed
the essence of our world;
Then finally and silently,
it has changed the little girls.
But having taken away the dreams
and the simple things we shared before.
Time has led us to the lasting things
we need each other for...
Memories of moments
that were made for us to share,
The crazy laughter
that's somehow always there,
The hidden corners of our lives
only we will ever know,
And the love that becomes deeper
and sweeter as it grows.
Time changes many things
and some dreams come apart,
But nothing can reach or change
the love for you
that lives within my heart.
by Dianna Barnett
and the pigtails in our hair;
It has changed the silly arguments
and the giggles that we shared.
It has changed our childish happiness
to grown-up make-believe,
And leaving us with little else,
it has slowly changed
Our dreams....
Time has come along and changed
the essence of our world;
Then finally and silently,
it has changed the little girls.
But having taken away the dreams
and the simple things we shared before.
Time has led us to the lasting things
we need each other for...
Memories of moments
that were made for us to share,
The crazy laughter
that's somehow always there,
The hidden corners of our lives
only we will ever know,
And the love that becomes deeper
and sweeter as it grows.
Time changes many things
and some dreams come apart,
But nothing can reach or change
the love for you
that lives within my heart.
by Dianna Barnett
If you missed the last train...
Com ou sem pressa, o tempo passa... Ultrapassa(-nos) ... veloz. É impossível voltar atrás ...
(É preciso ser pontual, nas várias fases da vida, para não perder o comboio (que não costuma atrasar). Além disso, é preciso saber escolher o comboio certo ...)
Atravesso a rua a correr. Tenho de comprar o bilhete. Há duas pessoas na fila. A primeira sai. Olho o comboio. Está lá! A segunda tira o bilhete. Ouço um sinal sonoro forte. Tenho o homem da biheteira a perguntar-me:
------- Diga...?
Olho o comboio. Está a deslizar.
------- Não é nada, obrigado.
É uma incrível sensação de impotência! Pois é. Acontece ...
quarta-feira, março 23, 2011
Quem não Dava a Vida por um Amor? (Reflexão)
O essencial é amar os outros. Pelo amor a uma só pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível, mas uma pessoa vai andando.
Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil.
Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar.
Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a única coisa que ia sobreviver a nós era o amor. O amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores.
Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.
O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mai tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás.
O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
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Eu não
terça-feira, março 22, 2011
Divagações...
Conhecemos alguém e apaixonamo-nos e quando nos separamos, deixa marcas para que nos lembremos da sua passagem.
Os nossos amantes esculpem-nos. Definem-nos para o melhor ou para o pior. Como num fliperama, colidimos com eles e seguimos na direcção oposta, impulsionados pelo contacto. E após a separação podemos ficar marcados, porém mais fortes, ou mais frágeis ou carentes, ou zangados ou culpados. Nunca é imutável!
Os nossos amantes permanecem dentro de nós como fantasmas, assombrando corredores e quartos vazios. Às vezes sussurando, outras gritando, invisíveis, mas sempre ali... esperando ...
segunda-feira, março 21, 2011
O que ando a ler...
Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu amparo, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente.
Um dos muitos pensamentos contidos no livro «Citações e Pensamentos de Florbela Espanca»
domingo, março 20, 2011
quinta-feira, março 17, 2011
quarta-feira, março 16, 2011
Efeméride
Faz hoje 18 anos que Natália Correia nos deixou.
A Arte de Ser Amada
Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou ária
aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os gerânios
de uns tantos anos que nos separam.
Teu amor de planta submarina
procura um húmido lugar.
Sabiamente preencho a piscina
que te dê o hábito de afogar.
Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado
sem saber da tua existência.
Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados.
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
terça-feira, março 15, 2011
(Elogio) da distância
(Na verdade) Poucas pessoas nos conhecem ... (n)a essência ...
«Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in "Papoila e Memória"
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
«Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.
Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.
Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.
Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.
Paul Celan, in "Papoila e Memória"
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
domingo, março 13, 2011
O Amor é (in)evitável?
« O amor é de outro reino. (...) Da amizade, do amor, do encontro de duas pessoas que se sentem bem uma ao lado da outra, fazendo amor, falando de amor, trocando amor, conversando de amor, falando de nada, falando de pequenas histórias código de ministros com aventuras de aventuras sem ministros conversa alta e baixa de livros e de quadros de compras e de ninharias conversas trocadas em miúdos ouvindo música sem escutar música que ajuda o amor o amor precisa de ajudas de ir às cavalitas de andas de muita coisa simples amor é um segredo que deve ser alimentado nas horas vagas alimentado nas horas de trabalho nas horas mais isoladas amor é uma ocupação de vinte e quatro horas com dois turnos pela mesma pessoa com desconfianças e descobertas com cegueiras e lumineiras amor de tocar no mais íntimo na beleza de um encanto escondido recôndito que todos no mundo fizeram pais de padres mães de bispos avós de cardeais amor agarrado intrometido de falus com prazer de alegria amor que não se sabe o que vai dar que nunca se sabe o que vai dar amor tão amor.
(O Amor) É inevitável, faz parte da combustão da natureza, é força, mar, elemento, água, fogo, destruição, é atmosfera, respira-se, quando se morre abandona-se, o amor deixa, fica isolado, é um elemento, come-se, bebe-se, sustenta pão, pão diário para rico e pobre, pão que ilumina o forno do amassador, aparece nas condições mais estranhas, bicho que nasce, copula dentro de si mesmo, paira, espermatozóide e óvulo, as duas coisas ao mesmo tempo, amor é assim outro elemento fundamental da natureza, as pessoas vivem tanto com o amor, ou tão alheias do amor, que nem notam, raro percebem que o amor existe, raro percebem que respiram, que a água está, é indispensável, ninguém pode viver alheio aos elementos, ao amor. »
Ruben Andresen Leitão, in 'Silêncio para 4'
sexta-feira, março 11, 2011
Alcançar a estrela inatingível: a minha busca
« Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade.»
D. Quixote
D. Quixote
quarta-feira, março 09, 2011
sexta-feira, março 04, 2011
(su-po-si-ção)
Significado de Suposição
s. f. Acto ou efeito de supor; conjectura, hipótese.
Opinião formada sem provas certas e positivas: suposição gratuita.
Aquilo que se pensa sem ter a certeza: uma suposição errada
s. f. Acto ou efeito de supor; conjectura, hipótese.
Opinião formada sem provas certas e positivas: suposição gratuita.
Aquilo que se pensa sem ter a certeza: uma suposição errada
«Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto »
Álvaro de Campos in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto »
Álvaro de Campos in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Des(sintonia) ?
Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam.
António Lobo Antunes
quinta-feira, março 03, 2011
quarta-feira, março 02, 2011
terça-feira, março 01, 2011
Divagações sobre... pessoas
As três qualidades que me agradam mais: gentileza, moderação e humildade...
(não sou por isso de meias-tintas ou meias-verdades... daí o ser tudo tão previsível...)
(não sou por isso de meias-tintas ou meias-verdades... daí o ser tudo tão previsível...)
Sabe bem...
Nunca lidei muito bem com elogios, não sei porquê mas fico sempre sem saber o que dizer, como agir a seguir, ou melhor confrangida, no entanto confesso que passado este primeiro impasse - a minha falta de jeito - fazem-me sentir bem na minha completa simplicidade diacrónica ...
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