segunda-feira, junho 20, 2011

Não gosto de fugir com o rabo à seringa...

«...
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
...»

Miguel Esteves Cardoso

Diz-me quem és ...

Bateu tão certo (B-A-B) que não resisti.!!!!

  1. c
  2. b
  3. a
  4. a
  5. b
  6. b
  7. b
  8. c
  9. a

domingo, junho 19, 2011

Se ...

«Se consegues manter a calma quando à tua volta

Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;

Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres demasiado condescendente nem altivo;

Se consegues sonhar - e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar - e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;

Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;

Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;

Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: "Resistam!";

Se consegues falar a multidões sem te corromperes
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;

Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vivios,
É a tua Terra e tudo o que nela existe,
E - o que é ainda mais - então, meu filho, serás um Homem.»

Rudyard Kipling



Boletim Filosófico Da Nova Acrópole, Número 1, Outono 2009



Lugares

«Se se viajar fora dos destinos turísticos [...] descobre-se que os lugares de desejo, os sítios que nos marcam por dentro e deixam impressões duradouras são tão inacessíveis e misteriosos como sempre foram e, também por isso, se constituem como verdadeiras viagens. Únicas e preciosas.»






Divagações

Ler é um diálogo incessante, o livro fala e a alma responde ... enquanto «a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam..»

"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles. E ouço muitas vezes a canção de Pascoal:
«A sombra das nuvens no mar / O vento na chuva a dançar / Uma chávena a fumegar / Tudo me falava de ti / A sombra das nuvens desceu / O céu alto arrefeceu / E o mar bravio perdeu / A luz que lhe vinha de ti.» Há quanto tempo não me arde o coração?"

Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002





sábado, junho 18, 2011

Depois ... os meus olhos
perderam-se no horizonte...



quinta-feira, junho 16, 2011

Miike Snow- song for no one

À propos de...

*** Tenho andado em modo ZEN. É óptimo sentir este viver desprendido *** 

quarta-feira, junho 15, 2011

Ouvindo ...



Música metaforicamente orgásmica ... nem tenho palavras...



PS: Thanx Mr. Lippo you are the best, you have the tast ... :)

Pensamento do dia

"Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."

Alberto Caiero




Broken Bells Vaporize

segunda-feira, junho 13, 2011

Se calhar

Se calhar..Só faço M..d@, só digo M..d@ ... (tão certo como me chamar N.)






Memórias indeléveis...

“Se formos capazes de converter o que quer que estejamos tentando lembrar em vívidas imagens mentais e então rearranjá-las em algum tipo de espaço arquitectónico imaginário, conhecido como palácio da memória, as lembranças podem se tornar indeléveis.”


São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.

Vivem em nichos vagabundos
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.

Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flui, já ontem...

(Vieira Calado)

No meu castelo altaneiro

domingo, junho 12, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

segunda-feira, junho 06, 2011

Pensamento da noite

Hoje o meu coração esteve (perfeitamente) sincronizado com o "rugido" fremente do leão da estrela ...

domingo, junho 05, 2011

Manta de retalhos ...

" Os jovens amantes buscam a perfeição
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "

Poema citado no  filme

De que são feitos os (meus) dias?

"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."
- Fernando Campanella -

***
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

Cecília Meireles

sábado, maio 21, 2011

Os sentimentos mais fortes e mais ousados acabam por se desvanecer com os equívocos em que nós mesmos nos envolvemos.  A vida toma rapidamente novos rumos...

quinta-feira, maio 12, 2011

terça-feira, maio 10, 2011

Divagações ...

No vento que passa, no ar que respiro de um tempo inacabado ou de um simples gesto disperso, fruto de  suspiro que dá (em) um nada concreto e perverso a um sentir absoluto, num silêncio absurdo...
São palavras soltas ao vento, que pairam no ar, palavras presas no tempo, suspensas num pretenso luar...

(in)Difference

segunda-feira, abril 25, 2011

Before Tomorrow Comes ...

I rest my case ...
***
(I look inside of myself , will I  be defined by things that could have been? I guess time will only tell ... I guess time will only tell... I curse my worth and every comfort that blinded me for way too long! Damn it all I'll make a difference from now on ...)



sábado, abril 23, 2011

Constatação

O amor só é real se for recíproco!

Votos de uma Feliz Páscoa para todo(a)s!


Eu nunca entendi muito bem o que os ovos tinham a ver com os coelhinhos!
Terá sido daqui tirado o adágio popular «o que tem a ver o  "cú" com as calças»?! (meditemos ...) ;))

Fragmentos

A vida não é perfeita, apenas imprevisível...

quarta-feira, abril 20, 2011

Será (!?) ...

Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato. Por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Miguel Esteves Cardoso "Último Volume"

(mas a mim não me dá jeito esta questão -tão?- prática... vá se lá saber porquê...)



domingo, abril 17, 2011

Procuro (-te)

Procuro a ternura súbita,

os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.

Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"

sexta-feira, abril 15, 2011

...

(Tem dias em que) não sei o que me dá...

Digo...

Estou treinada (a viver) com a minha solidão...

quinta-feira, abril 14, 2011

...

Fundir-nos no outro não é tarefa fácil...

« Quando duas pessoas sentem uma atracção incondicional e estão prontas a sacrificarem-se uma pela outra, então, amam-se de verdade.»  (Henry Louis Mencken)

Para reflectir...

terça-feira, abril 12, 2011

Pensamento do dia

Hoje em dia valoriza-se mais o Ter que o SER

segunda-feira, abril 11, 2011

Cage aux folles et toutes les misères humaines...

Ahahahaha, o que eu me ri com o "meu Deus grego" ....

Prazo de vida

No meio do mundo faz frio,

faz frio no meio do mundo,
muito frio.

Mandei armar o meu navio.
Volveremos ao mar profundo,
meu navio!

No meio das águas faz frio.
Faz frio no meio das águas,
muito frio.

Marinheiro serei sombrio,
por minha provisão de mágoas.
Tão sombrio!

No meio da vida faz frio,
faz frio no meio da vida.
Muito frio.

O universo ficou vazio,
porque a mão do amor foi partida
no vazio.

Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'

Blue skies from pain...

sexta-feira, abril 08, 2011

Bom fim de semana

Ficou-me no ouvido, desde que  vi ....

quarta-feira, abril 06, 2011

Constatação da noite

Eu sei o que vale a pena (obviamente), mas será que eu a valho a pena?!!!... (...mas por ora vou dormir....)

terça-feira, abril 05, 2011

As (nossas) possibilidades de Felicidade...

É muito mais fácil ser  infeliz

Abandono

Poema Melancólico a não sei que Mulher

Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...

Miguel Torga, in 'Diário VII'







quarta-feira, março 30, 2011

Broken dreams

Já tive muitos sonhos na vida, hoje são (tão) poucos!... Afinal tudo se resume a um prazo de validade...

segunda-feira, março 28, 2011

Pensamento da noite

Assim é a vida. Um recomeçar contínuo mesmo quando tudo está perdido. (J. Cronin)


(Mas mais vale um momento de plenitude, que uma vida inteira de “nada”)

quinta-feira, março 24, 2011

Time will (never) change ...

Time has changed our secrets

and the pigtails in our hair;
It has changed the silly arguments
and the giggles that we shared.


It has changed our childish happiness
to grown-up make-believe,
And leaving us with little else,
it has slowly changed
Our dreams....

Time has come along and changed
the essence of our world;
Then finally and silently,
it has changed the little girls.
But having taken away the dreams
and the simple things we shared before.

Time has led us to the lasting things
we need each other for...
Memories of moments
that were made for us to share,
The crazy laughter
that's somehow always there,

The hidden corners of our lives
only we will ever know,
And the love that becomes deeper
and sweeter as it grows.

Time changes many things
and some dreams come apart,
But nothing can reach or change
the love for you
that lives within my heart.

by Dianna Barnett



If you missed the last train...

Com ou sem pressa, o tempo passa... Ultrapassa(-nos) ... veloz. É impossível voltar atrás ...
(É preciso ser pontual, nas várias fases da vida, para não perder o comboio (que não costuma atrasar). Além disso, é preciso saber escolher o comboio certo  ...)

Atravesso a rua a correr. Tenho de comprar o bilhete. Há duas pessoas na fila. A primeira sai. Olho o comboio. Está lá! A segunda tira o bilhete. Ouço um sinal sonoro forte. Tenho o homem da biheteira a perguntar-me:
------- Diga...?
Olho o comboio. Está a deslizar.
------- Não é nada, obrigado.

É uma incrível sensação de impotência! Pois é. Acontece ...

quarta-feira, março 23, 2011

Quem não Dava a Vida por um Amor? (Reflexão)

O essencial é amar os outros. Pelo amor a uma só pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível, mas uma pessoa vai andando.
Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil.
Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar.
Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a única coisa que ia sobreviver a nós era o amor. O amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores.
Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.
O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mai tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás.
O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

terça-feira, março 22, 2011

Divagações...

Conhecemos alguém e apaixonamo-nos e quando nos separamos, deixa marcas para que nos lembremos da sua passagem.
Os nossos amantes esculpem-nos. Definem-nos para o melhor ou para o pior. Como num fliperama, colidimos com eles e seguimos na direcção oposta, impulsionados pelo contacto. E após a separação podemos ficar marcados, porém mais fortes, ou mais frágeis ou carentes, ou zangados ou culpados.
Nunca é imutável!
Os nossos amantes permanecem dentro de nós como fantasmas, assombrando corredores e quartos vazios. Às vezes sussurando, outras gritando, invisíveis, mas sempre ali... esperando ...

segunda-feira, março 21, 2011

O que ando a ler...

Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu ampa­ro, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente.



Um dos muitos pensamentos contidos no livro «Citações e Pensamentos de Florbela Espanca»

Know Who You Are At Every Age




É novamente Primavera...

domingo, março 20, 2011

Ouvindo ...



Divagações ...

Seria assim ... uma noite, e/ou noite após noite!

 Mas hoje ainda não é a noite ...

quinta-feira, março 17, 2011

quarta-feira, março 16, 2011

Efeméride

Faz hoje 18 anos que Natália Correia nos deixou.


A Arte de Ser Amada

Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou ária

aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os gerânios
de uns tantos anos que nos separam.

Teu amor de planta submarina
procura um húmido lugar.
Sabiamente preencho a piscina
que te dê o hábito de afogar.

Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado

sem saber da tua existência.
Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados.

Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"

terça-feira, março 15, 2011

(Elogio) da distância

(Na verdade) Poucas pessoas nos conhecem ... (n)a essência ...


«Na fonte dos teus olhos
vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar cumpre a sua promessa.

Aqui, coração
que andou entre os homens, arranco
do corpo as vestes e o brilho de uma jura:
Mais negro no negro, estou mais nu.

Só quando sou falso sou fiel.
Sou tu quando sou eu.
Na fonte dos teus olhos
ando à deriva sonhando o rapto.

Um fio apanhou um fio:
separamo-nos enlaçados.
Na fonte dos teus olhos
um enforcado estrangula o baraço.

Paul Celan, in "Papoila e Memória"
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno

domingo, março 13, 2011

O Amor é (in)evitável?

« O amor é de outro reino. (...) Da amizade, do amor, do encontro de duas pessoas que se sentem bem uma ao lado da outra, fazendo amor, falando de amor, trocando amor, conversando de amor, falando de nada, falando de pequenas histórias código de ministros com aventuras de aventuras sem ministros conversa alta e baixa de livros e de quadros de compras e de ninharias conversas trocadas em miúdos ouvindo música sem escutar música que ajuda o amor o amor precisa de ajudas de ir às cavalitas de andas de muita coisa simples amor é um segredo que deve ser alimentado nas horas vagas alimentado nas horas de trabalho nas horas mais isoladas amor é uma ocupação de vinte e quatro horas com dois turnos pela mesma pessoa com desconfianças e descobertas com cegueiras e lumineiras amor de tocar no mais íntimo na beleza de um encanto escondido recôndito que todos no mundo fizeram pais de padres mães de bispos avós de cardeais amor agarrado intrometido de falus com prazer de alegria amor que não se sabe o que vai dar que nunca se sabe o que vai dar amor tão amor.
(O Amor) É inevitável, faz parte da combustão da natureza, é força, mar, elemento, água, fogo, destruição, é atmosfera, respira-se, quando se morre abandona-se, o amor deixa, fica isolado, é um elemento, come-se, bebe-se, sustenta pão, pão diário para rico e pobre, pão que ilumina o forno do amassador, aparece nas condições mais estranhas, bicho que nasce, copula dentro de si mesmo, paira, espermatozóide e óvulo, as duas coisas ao mesmo tempo, amor é assim outro elemento fundamental da natureza, as pessoas vivem tanto com o amor, ou tão alheias do amor, que nem notam, raro percebem que o amor existe, raro percebem que respiram, que a água está, é indispensável, ninguém pode viver alheio aos elementos, ao amor. »

Ruben Andresen Leitão, in 'Silêncio para 4'

sexta-feira, março 11, 2011

Alcançar a estrela inatingível: a minha busca

« Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade.»

D. Quixote

quarta-feira, março 09, 2011

sexta-feira, março 04, 2011

(su-po-si-ção)

Significado de Suposição

s. f. Acto ou efeito de supor; conjectura, hipótese.
Opinião formada sem provas certas e positivas: suposição gratuita.
Aquilo que se pensa sem ter a certeza: uma suposição errada
«Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto »

 Álvaro de Campos in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Des(sintonia) ?

Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam.

António Lobo Antunes

Amores perfeitos





Os meus!!!


E a não minha papoila ...

quinta-feira, março 03, 2011

quarta-feira, março 02, 2011

Constatação

(sei que) Não sou  a princesa de alguém, mas no meu reino sou rainha ...

terça-feira, março 01, 2011

Sem mais quero (apenas) dormirrrr ...
.. e Sonharrrrr ...

Divagações sobre... pessoas

As três qualidades que me agradam mais: gentileza, moderação e humildade...
(não sou por isso de meias-tintas ou meias-verdades... daí o ser tudo tão previsível...)

Sabe bem...

Nunca lidei muito bem com elogios, não sei porquê mas fico sempre sem saber o que dizer, como agir a seguir, ou melhor confrangida, no entanto confesso que passado este primeiro impasse - a minha falta de jeito - fazem-me sentir bem na minha completa simplicidade diacrónica ...

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Why not?

Bora lá festejar o 31 de Julho !

(des)Sincronia

O amor (não) existe até prova em contrário ...

domingo, fevereiro 27, 2011

Contrariar as Contrariedades

« Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida. »


Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'









Ouvindo ...

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

O Feio Tem Mais Encanto

« Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pôde ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê». Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tinhamos motivos para esperar.
Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos. »

Baron de Montesquieu, in "Ensaio Sobre o Gosto"


PS: Lá diz o ditado "Quem ama o feio bonito lhe parece"

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Nas mãos do pintor


Nicoletta Tomas "Lovers 27" Acrylic / Board 54x64 cm.





Nas palavras do poeta II

Eu cantaria mesmo que tu não existisses,
faria amor, assim, com as palavras.
Eu cantaria mesmo que tu não existisses
porque haveria de doer-me a tua ausência.

Por isso canto. Alegre ou triste, canto.
Como se, cantando, tocasse a tua boca,
ainda antes da tua presença.
Direi mesmo, depois da tua morte.

Eu cantaria mesmo que tu não existisses,
ó minha amiga, doce companheira.
Eu festejo o teu corpo como um rio,
onde, exausto, chegarei ao mar.

Sim, eu cantaria mesmo que tu não existisses,
porque nada eu direi sem o teu nome.
Porque nada existe além da tua vida,
da tua pele macia, dos teus olhos magoados.

Assim quero cantar-te, meu amor,
para além da morte, para além de tudo.

Joaquim Pessoa

Nas palavras do poeta

« ...ando às voltas que nem um pião, nas circunvizinhanças do teu coração gastei minhas solas em vão...»




quarta-feira, fevereiro 23, 2011

...

It's Complicated!!!...

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Lições de vida


“Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.”

1.  A vida não é justa, mas ainda assim é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas às vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quando há chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você .

26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, se vista bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

:) Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio :)

in-off...

Talvez houvesse uma flor

Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua. . .
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!

Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.

É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.

Tens agora a mão fechada;
No rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.


David Mourão Ferreira
À Guitarra e à Viola (1954-1960)


segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Por vezes ...

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos

David Mourão-Ferreira






Por vezes fingimos que lembramos e por vezes lembramos que não esquecemos... fingimos

E se ...

E se o se deixasse de ser (apenas) se...

Constatação

Tudo leva um certo tempo para nascer, para criar raízes ...

sábado, fevereiro 19, 2011

Pensamento da noite

"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge dos nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.”

(Buda)

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Estar só (é estar no íntimo do mundo)

Por vezes cada objecto se ilumina
do que no passar é pausa íntima
entre sons minuciosos que inclinam
a atenção para uma cavidade mínima
E estar assim tão breve e tão profundo
como no silêncio de uma planta
é estar no fundo do tempo ou no seu ápice
ou na alvura de um sono que nos dá
a cintilante substância do sítio
O mundo inteiro assim cabe num limbo
e é como um eco límpido e uma folha de sombra
que no vagar ondeia entre minúsculas luzes
E é astro imediato de um lúcido sono
fluvial e um núbil eclipse
em que estar só é estar no íntimo do mundo

António Ramos Rosa, in "Poemas Inéditos"

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Dizem que ...

Se quero, se gosto, invisto!!

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Ça, c' est moi!...

"Rien ne sert de paraître ce que l'on est pas,
rien ne sert d'exagérer ce que l'on a peu,
rien ne sert de cacher ce que l'on doit montrer...
si la sensibilité n'existait pas,
nous ne serions pas si nombreux,
à essayer de comprendre ce qu'il peut nous arriver..."

François de La Rochefoucauld


Grande Rêveuse... J'ai la tête dans les nuages mais mes pieds sont bien posés sur terre!! :))


domingo, fevereiro 13, 2011

No Amor é a alma aquilo que mais nos toca

As mesmas paixões são bastante diferentes nos homens. O mesmo objecto pode-lhes agradar por aspectos opostos; suponho que vários homens podem prender-se a uma mesma mulher; uns a amam pelo seu espírito, outros pela sua virtude, outros pelos seus defeitos, etc. E pode até acontecer que todos a amem por coisas que ela não tem, como quando se ama uma mulher leviana a quem se julga séria. Pouco importa, a gente prende-se à idéia que se tem prazer em fazer dela; e é mesmo apenas essa idéia que se ama, não é a mulher leviana. Assim, não é o obje­to das paixões que as degrada ou as enobrece, mas a ma­neira como a gente o encara.
Ora, eu disse que era pos­sível que se buscasse no amor algo mais puro do que o interesse dos nossos sentidos. Eis o que me faz pensar assim. Vejo todos os dias no mundo que um homem cer­cado de mulheres com as quais nunca falou, como na missa, no sermão, nem sempre se decide pela mais boni­ta, ou mesmo pela que lhe pareça tal. Qual a razão disso? É que cada beleza exprime um carácter bem particular, e preferimos aquele que melhor se encaixa no nosso. É pois o carácter que nos determina algumas vezes; é então a alma que procuramos: não me podem negar isso. Por­tanto, tudo o que se oferece aos nossos sentidos só nos agrada como a imagem daquilo que se esconde à vista deles; portanto, só gostamos então das qualidades sensí­veis como órgãos do nosso prazer, e com subordinação às qualidades imperceptíveis aos sentidos, de que elas são a expressão; portanto, pelo menos é verdade que a alma é aquilo que mais nos toca. Ora, não é aos sentidos que a alma é agradável, mas ao espírito: assim, o interes­se do espírito torna-se o principal, e se o interesse dos sentidos lhe fosse oposto, nós o sacrificaríamos. Basta pois nos persuadirmos de que ele lhe é verdadeiramente oposto, que é uma nódoa para a alma. Eis o amor puro.
Amor no entanto verdadeiro, que não se deve con­fundir com a amizade; porque na amizade, é o espírito que é o orgão do sentimento; aqui, são os sentidos. E como as idéias que vêm pelos sentidos são infinitamente mais poderosas do que as vistas da reflexão, o que elas inspiram é a paixão. A amizade não vai tão longe.

Luc de Clapiers Vauvenargues, in 'Das Leis do Espírito'

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Janela do Sonho

Abri as janelas
que havia dentro de ti
e entrei abandonado
nos teus braços generosos.

Senti dentro de mim
o tempo a criar silêncio
para te beber altiva e plena.

Mil vezes
repeti teu nome,
mil vezes,
de forma aveludada
e era a chave
que se expunha
e fecundava dentro de mim.

Já não se sonha,
deixei de sonhar,
o sonho é poeira dos tempos
é a voz da extensão
é a voz da pureza
que dardejava na nossa doçura.

Quando abri as tuas janelas
e despi teus braços
perdi a vaidade
e a pressa,
amei a partida
e em silêncio abri,
(sem saber que abria)
uma noite húmida
em combustão secreta
desmaiado no teu ombro
de afrodite.

Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"

Blue valentine

Quem dera que a minha mão aberta coubesse fechada na tua, mas sou tão pequena que não t(m)e alcanço (e tão grande, na verdade que ninguém desconfia ... até eu...)


Pensamento da noite

Uma boa história começa tudo de novo, do princípio.
Sopra o vento e faz a folha rodopiar ao ser levada ...



Palavras são como folhas de plátano, soltas ao vento,em direcção a novos horizontes. Deixá-las voar irreverentes, sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem, sempre a favor do vento... Assim sou eu quando (me) deixo (in)fluir os pensamentos nas palavras que, voando devagar, ao cair, alcançarão terras distantes...




terça-feira, fevereiro 08, 2011

Parece que andam a flartar comigo ...

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Love and others drugs ou Rir é o melhor remédio

Um filme que me deixou absolutamente KO pelo turbilhão de emoções que me afloraram à flor da pele/ espírito...
Facilmente me identifiquei e deixei embrenhar no mundo de Maggie, um espírito livre e de Jamie, um sedutor inveterado.
Acima de tudo fez-me pensar nas relações  (complicadas),  nas tipificações das "drogas" (quem disse que o amor não é uma (verdadeira) droga?), sorrir, rir e por fim até chorar...


PS: "Parar de tudo querer controlar, permite que o belo, o imprevisível nos atinja". Aliás uma bela frase para transmitir a verdadeira essência do filme...

sábado, fevereiro 05, 2011

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Dream a lot, speak little




O denso lago e a terra de ouro:
até hoje penso nessa luz vermelha
envolvendo a tarde de um lado e de outro.

E nas verdes ramas, com chuvas guardadas,
e em nuvens beijando os azuis e os roxos.
Perguntava a sombra: “Quem há pelo teu rosto?”

“Que há pelos teus olhos?” – a água perguntava.
E eu pisando a estrada, e eu pisando a estrada,
vendo o lago denso, vendo a terra de ouro,
com pingos de chuva numa luz vermelha…


E eu não respondendo nada.
Sonho muito, falo pouco.
Tudo são riscos de louco
e estrelas da madrugada…

Cecília Meireles