domingo, junho 19, 2011

Divagações

Ler é um diálogo incessante, o livro fala e a alma responde ... enquanto «a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam..»

"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles. E ouço muitas vezes a canção de Pascoal:
«A sombra das nuvens no mar / O vento na chuva a dançar / Uma chávena a fumegar / Tudo me falava de ti / A sombra das nuvens desceu / O céu alto arrefeceu / E o mar bravio perdeu / A luz que lhe vinha de ti.» Há quanto tempo não me arde o coração?"

Inês Pedrosa
Fazes-me Falta, Publicações Dom Quixote, 2002





sábado, junho 18, 2011

Depois ... os meus olhos
perderam-se no horizonte...



quinta-feira, junho 16, 2011

Miike Snow- song for no one

À propos de...

*** Tenho andado em modo ZEN. É óptimo sentir este viver desprendido *** 

quarta-feira, junho 15, 2011

Ouvindo ...



Música metaforicamente orgásmica ... nem tenho palavras...



PS: Thanx Mr. Lippo you are the best, you have the tast ... :)

Pensamento do dia

"Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."

Alberto Caiero




Broken Bells Vaporize

segunda-feira, junho 13, 2011

Se calhar

Se calhar..Só faço M..d@, só digo M..d@ ... (tão certo como me chamar N.)






Memórias indeléveis...

“Se formos capazes de converter o que quer que estejamos tentando lembrar em vívidas imagens mentais e então rearranjá-las em algum tipo de espaço arquitectónico imaginário, conhecido como palácio da memória, as lembranças podem se tornar indeléveis.”


São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.

Vivem em nichos vagabundos
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.

Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flui, já ontem...

(Vieira Calado)

No meu castelo altaneiro

domingo, junho 12, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

segunda-feira, junho 06, 2011

Pensamento da noite

Hoje o meu coração esteve (perfeitamente) sincronizado com o "rugido" fremente do leão da estrela ...

domingo, junho 05, 2011

Manta de retalhos ...

" Os jovens amantes buscam a perfeição
Os velhos amantes aprendem
A arte de unir os retalhos
E descobrem a beleza
Na variedade das peças. "

Poema citado no  filme

De que são feitos os (meus) dias?

"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento."
- Fernando Campanella -

***
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

Cecília Meireles

sábado, maio 21, 2011

Os sentimentos mais fortes e mais ousados acabam por se desvanecer com os equívocos em que nós mesmos nos envolvemos.  A vida toma rapidamente novos rumos...

quinta-feira, maio 12, 2011

terça-feira, maio 10, 2011

Divagações ...

No vento que passa, no ar que respiro de um tempo inacabado ou de um simples gesto disperso, fruto de  suspiro que dá (em) um nada concreto e perverso a um sentir absoluto, num silêncio absurdo...
São palavras soltas ao vento, que pairam no ar, palavras presas no tempo, suspensas num pretenso luar...