quinta-feira, janeiro 20, 2011

Divagações ...

Temos tendência a imaginar o amor como algo que existe independentemente de nós. Como algo que nos acontece de fora para dentro e não de dentro para fora. Mas só o amor que temos dentro de nós se pode exteriorizar e só aquilo que já temos podemos encontrar.
Amar não é tanto desejar ser amada – o que pode conduzir, se é que não conduz sempre, a uma forma perversa de amor – quanto desejar amar. Só podemos receber aquilo que temos e só temos o que damos. A solidão não é apenas efeito do desamor, é também condição do amor. Só o amor que alimentamos dentro de nós, a sós connosco próprios, se pode exteriorizar e tocar o outro. O Cupido existe fora de nós, ou assim o imaginamos, mas como todos os "deuses", Cupido não tem existência real fora do espaço simbólico dentro do qual adquire significado. Todos estamos expostos às suas setas do amor, mas depende de nós próprios prolongar o efeito da sua droga. Os templos que construímos fora de nós e onde objectivamos o nosso coração são apenas pó e coisa nenhuma que o tempo reduzirá a nada. Mas o templo que construímos no  coração, tem a dimensão do nosso ser e do nosso amor, e mesmo que acabe onde nós acabamos, a luz que dele irradia é provavelmente a nossa única oportunidade de tocar o Eterno...


PS: Ensinaram-nos a amar não tanto quem amamos ou quem nos ama, mas quem devemos amar e nos deve amar. Ensinaram-nos que o amor era uma predisposição natural, que já lá estava antes que nós pudéssemos decidir ou escolher. Ensinaram-nos que nada podíamos, não contra o seu poder, apenas loucura passageira, mas contra o argumento natural da sua presença. O amor já estava antes que soubéssemos amar. A estrutura estava montada e as variáveis definidas e limitadas. Cúpido tinha as suas setas e a sua sabedoria, mas o seu carácter aleatório era visto com medo e com pudor. Era impossível amar quem não estava dentro dos limites do amor ou não amar quem lá estava. Ensinaram-nos que o amor era um hábito que tínhamos de aceitar e a que tínhamos de nos adaptar. Ama(va)-se por obrigação, ou por procuração, raramente por vocação. Éramos escravos de um amor que evitava o amor, que nos protegia do amor. De um amor que matava o amor. As expressões efusivas de carinho e ternura eram reduzidas ao máximo. Não era preciso provar a existência de um amor que não poderia não existir. Tudo estava previsto. Evitavam-se desvios. Encurtavam-se caminhos. Fechavam-se labirintos. Sabíamos quem devíamos amar e quem nos devia amar. Não sabíamos quem amávamos nem quem nos amava. E essa ignorância era a única justificação desse amor...Mas não nos ensinaram, que só poderíamos contar connosco ...

quarta-feira, janeiro 19, 2011

...

Tudo é efémero ...

terça-feira, janeiro 18, 2011

Divagações...

É no silêncio das palavras, que procuro encontrar as respostas dos sentidos, das coisas que não entendo.
É no silêncio das palavras, que descanso da tormenta, que é viver em constante procura.
É no silêncio das palavras que te amo, na ânsia de ser amada. Que te quero na esperança de ser querida.
É no silêncio das palavras, talvez daquelas que nunca direi, que fica a mulher que se esconde.
É no silêncio dessas mesmas palavras, que habita a vontade de ser, de viver, de sentir que tudo vale a pena.
É no silêncio das palavras que me entrego com paixão, que me dou por inteiro...
É no silêncio das palavras que habita a alma repleta de ternura sem dono...
É no silêncio das palavras que tenho o coração a transbordar de carinho vadio.
É, por fim, no silêncio das palavras, no murmúrio do mar, no som de um suspiro, que te quero!

segunda-feira, janeiro 17, 2011

sexta-feira, janeiro 14, 2011

quinta-feira, janeiro 13, 2011

terça-feira, janeiro 04, 2011

Divagações

“Passamos muitas vezes do amor à ambição, mas raramente regressamos da ambição ao amor.”
Tristemente, estas são as tais linhas ténues que tão facilmente ultrapassamos, mas que, depois dificilmente conseguimos retroceder. Fazemos opções, às vezes até de forma inconsciente, e quando paramos para pensar, é tarde. Quando paramos percebemos que já perdemos coisas, situações ou pessoas que nos eram tão queridas...
No mundo em que vivemos somos (muitas vezes), impelidos a usar e abusar do nosso ser racional. Talvez porque ainda não estamos todos no mesmo grau de desenvolvimento, existe gente “pequenina” que nos tenta espezinhar e isso faz com que reagimos e nos defendamos ferozmente. Para agravar ainda mais, temos registado na nossa memória todos os erros do passado e os imutáveis medos do presente que nos bloqueiam e paralisam.
E no meio de tudo isto está a nossa intuição, tantas vezes asfixiada que mal se ouve... o grito mudo ...
A maior dificuldade surge quando de tanto nos tentarmos proteger contra os outros, acabamos por nos fechar às sete chaves no nosso “castelo”... onde nada entra e nada sai...


PS: Metade dos nossos erros na vida, vem do facto de que sentimos quando devemos pensar e pensamos quando devemos sentir. (Lhurton Collins)

sábado, janeiro 01, 2011

...



SEJAM MELHORES... SEJAM MAIS... SEJAM TUDO O QUE PUDEREM.... EM 2011

sexta-feira, dezembro 31, 2010

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Adeus 2010


Que as lágrimas se transformem em sorrisos; O amargo em doce; As derrotas em vitórias; As amarras em liberdade; O instável em constante  e que os amores efémeros possam ser dura/vindouros!
FELIZ 2011!!!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Divagações...

É tão fodid@ aquela (tão velha e conhecida) sensação (certeza) do copo meio vazio ...






PS: é assim cada final de ano ...

Seulement beau ...

«Toi, mon tendre amour
Ma seule lumière
Ma seule raison
De rester sur terre
La douce prison
Où je peux me plaire

Toi, mon tendre amour
Mon seul Univers
Le temps qui court
Ne peut rien défaire
Je veux toujours
Être ta prisonnièeere

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Toi, ma raison d'être
De tout abandonner
Mon envie de renaître
Pour apprendre à t'aimer
Tout l'temps qu'i me reste
Je veux te le donner

Toi, ma raison d'vivre
De tout abandonner
Mon envie de te suivre
Pour apprendre à t'aimer
Tout l'temps qu'il me reste
Je veux te le donner

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Seulement l'amour
Jusqu'au bout de nos nuits
Qu'il nous emmène pour ne pas qu'on oublie
Que par amour on donnerait nos vies
Pardon à ceux qui n'auraient pas compris

Seulement l'amour
Pour qu'il guide nos pas
Seulement l'amour
Pour le temps qu'il voudra
Je peux tout faire
Si tu restes avec moi
Même l'enfer ne me brûlera pas

Seulement l'amour
Jusqu'au bout de nos nuits
Qu'il nous emmène pour ne pas qu'on oublie
Que par amour on donnerait nos vies
Pardon à ceux qui n'auraient pas compris»

Seulement l'amour

PS: Mon dieu! C'est tellement beau...




Adorava ter assistido ao vivo a este musical!!! Mas vou vê-lo hoje em DVD...

Pensamento do dia

"A maior parte das coisas que dizemos e fazemos não é necessária; quem as eliminar da própria vida será mais tranquilo e sereno.”



PS: Tudo podia ser tão mais simples… mas nós estamos sempre a fazer tempestades em copos de água!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Constatação

A inexistência de vida amorosa prende-se essencialmente com duas questões: ou não somos capazes de cativar ou não nos apetece cativar ...

Vai para fora, cá dentro ...

Existe uma história antiga, muito interessante, sobre os Deuses, que diz assim:
Temendo que os humanos, fossem perfeitos e não precisassem mais deles, reuniram-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:
- Vamos dar-lhes tudo, menos o segredo da felicidade.
- Mas se os humanos são tão inteligentes, vão acabar por descobrir esse segredo também! - disseram os outros deuses em coro.
- Não, respondeu o sábio. Vamos esconder num lugar onde eles nunca vão achar: DENTRO DELES MESMOS!

Thought of the night