sábado, novembro 06, 2010

sexta-feira, novembro 05, 2010

Living life...

O que ando a ouvir ...



« Daydream, delusion, limousine, eyelash
Oh baby with your pretty face
Drop a tear in my wineglass
Look at those big eyes
See what you mean to me
Sweet-cakes and milkshakes
I'm delusion angel
I'm fantasy parade
I want you to know what I think
Don't want you to guess anymore
You have no idea where I came from
We have no idea where we're going
Latched in life
Like branches in a river
Flowing downstream
Caught in the current
I'll carry you
You'll carry me
That's how it could be
Don't you know me?
Don't you know me by now? »

November 4th

Hoje esteve um dia radioso.
O Outono em todo o seu esplendor!
A estação das avelãs...
As andorinhas voam por todo o lado,
É a estação das castanhas,
Das romãs,
Dos marmelos,
Das folhas coloridas,
Das castanhas assadas.
Das roupas mais quentes
Das lareiras,
Das mantas mais fofinhas e quentinhas,
Os pardais voando de ramo em ramo
Às vezes fazendo
Com que as folhas caiam ao chão..
E foi o mês que me deu o bater do coração...


PS: O grãozito de pó teve um dia soberbo... Como é bom e gratificante ter amigo(a)s assim. (muito obrigada pelas mensagens e pela lembrança.
Mil beijinhos levados pelo vento ;) :) 


Por vezes uma pessoa esquece, mas acaba percebendo que as grandes amizades estão mais perto do que se pensa...

quinta-feira, novembro 04, 2010

Grão de pó ...

Escuto-me no caos da (in)constância que me grita laivos de silêncio, importunando-me o aparente (desa)sossego reinante na bolha côncava, da existência em que me refugio, escondendo-me desta minha perturbante insatisfação, que, sempre que me (acom)apanha, me queima desde as entranhas até ao avesso da razão...
Sei-me e sinto-me, muitas vezes, incapaz perante a perspectiva da criação da obra que nunca será... que não passará de um atabalhoado esboço na sebenta onde se amontoam os riscos e os rabiscos da minha insignificância.

Mas, ainda assim, sinto-me grande quando me penso, sentada na pequenez de um grão de pó onde ainda me permito sonhar....

quarta-feira, novembro 03, 2010

(não) Escrevo ...

Não escrevo para me ler(em).
Temo que as palavras me escapem por entre os dedos
Feito areia fina do deserto
Que fujam a sete pés ou que apenas flutuem à superfície;
Que se esgueirem por entre as brechas da minha memória
E desatentas resolvam chamar-me à razão
Me digam as verdades escondidas que tanto quero calar
Me ralhem e me desnudem e possam dizer-me o que não quero escutar
Por isso, a maior parte dos dias fecho-as placidamente a sete chaves
E alimento-as, tão só, a pão e água para que definhem nas masmorras profundas e escuras.
Quero-as fracas, quebradiças e resignadas à sua sorte.
Encarceradas e prisioneiras
Condenadas à própria morte
Para que não se amotinem em assaltos nas minhas entranhas
Nem  desfaçam as minhas amarras que tanto trabalho me deram a tecer
E onde me contenho a muito custo e esforço.
A ferro e fogo, a sangue e lágrimas
Não escrevo para me ler(em).
Calo-me às letras: evito as profundezas das frases
Nas quais tendo a estender-me e perder-me
Contorno as palavras, escrevo, dito, falo e faço tudo ao contrário
Do que habitualmente faria
E faço de conta que não estou em casa.
Enxoto adjectivos, sujeitos e complementos,
Como pedintes que espreitam à socapa pelo óculo da porta.
Desactivei-me temporariamente.
Deletei-me por fim
E fiz um restart
Receio que as palavras, matreiras, rafeiras
Me fintem, me levem ao engano, ao absurdo
Ou pior ainda, me encantem feito sereias dançantes,
Estendendo-me na mão conchas, flores e colares
Oferecendo-me a bandeira branca da paz
Ou que me deiem a sua outra face.
Não suporto quando se insinuam,
Nem que se dispam e rodopiem no varão da minha imaginação demente.
Feito stripers sensuais que seduzem, aquecem e depois desaparecem
Tenho medo do que possa encontrar de mim, nelas.
Tenho medo de  procurar nelas, em mim
Tenho medo de me encontrar a mim, nelas
Não escrevo para me ler(em)...
Escrevo para não me ler(em)...

segunda-feira, novembro 01, 2010

Fases da lua

Sou de fases como a lua, às vezes distante , às vezes sua...
Às vezes calada, às vezes carente, às vezes falante, muitas vezes nua...
Sou cheia de fases, sou cheia de amor!
Às vezes cansada, às vezes chorona, às vezes alegre, muitas vezes com dor...
Sou cheia de imprevistos!
À vezes inútil, às vezes triste, às vezes feliz,às vezes sensível, às vezes egoísta, às vezes serena, às vezes grande, muitas vezes pequena... é assim que sou!
Essas fases que mudam me fazem ... às vezes bem humorada, às vezes de mau humor, às vezes alongada, sozinha, desconfiada, às vezes retraída, às vezes atrevida... muitas vezes namorada!
Sou de fases, sei ouvir, procuro entender... às vezes, me sinto amada, às vezes desajeitada, rejeitada, linda...muitas vezes me sinto um nada!
Sou de fases, sou assim de lua, mas gosto de mim.
(Valquíria Cordeiro)


sábado, outubro 30, 2010

Divagações...

Às vezes não estou, ainda não percebi se gosto ou não de não estar... Por vezes tudo me parece palidamente monótono e igual e espero que o dia (finalmente) termine rapidamente para me perder, como se pudesse ver, como se estivesse aqui para perceber. Por vezes oiço uma música e só me apetece correr, como se me dedicassem um poema que não conseguisse interpretar ou,  só, como se me acordassem a meio de um sonho... e depois olho para cima e perco os sentimentos e deixo de (simplesmente) estar.
E não sei porque escolho isto e não aquilo, os outros e eu e não outra coisa, porque viajo tão longe, que se me perguntassem, responderia "chego amanhã ou no dia a seguir".
Preciso tempo. Tempo para meditar, para apreciar, para celebrar o que encontro num livro velho ou sentada no sofá ou no bolso do meu casaco ou na confusão da minha mala.
Quero estar, quero chegar, mas depois parece que não posso, que nunca dá...
E  percebo porque não estou, o porquê de não me deitar (simplesmente)  na relva e porque não consigo dar forma às nuvens (como já fiz...), porque não ando comigo por dentro (e por fora), porque reparo nos outros quando não estou... E os outros estão (quase) sempre!  Eu é que não... Mas eu tenho sempre, este segredo,  sempre um segredo, confio em mim quando os outros não confiam e confio nos outros quando eles não confiam (e falam ou calam).
Estranhamente tomo muita atenção mesmo quando não falo... e até quando os outros (não) falam... E deste modo, eu e eu  parecemos uma simplicidade... mas não... não estou ... E espero ainda por mim... Espero chegar amanhã...




quinta-feira, outubro 28, 2010

Amor incondicional

E nestes dias que sinto (e valorizo) a falta que me fazes... (quanto egoísmo...)


Ninguém nunca me amou como tu... minha MÃE...

quarta-feira, outubro 27, 2010

...

Há dias em que (nos) apetece mandar tudo à merd@ ... e hoje é o dia!!!

terça-feira, outubro 26, 2010

Pensamento do dia

Nem só de trabalho (e pão) vive o homem!

Nothing



PS: Houve um tempo em que alguém me tocava e cantava esta canção ...
.. como uma viola num enterro...

segunda-feira, outubro 25, 2010

Constatação

O domingo passou(-me) num ápice!...
Tenho andado tão ocupada, que um dia destes, terei de telefonar para marcar um encontro comigo própria!!...

sábado, outubro 23, 2010

Cinema em casa

Como adoro este filme!... (e principalmente esta cena...)

Pensée de nuit

Et bien ... Métro, boulot, dodo...

PS: E curiosamente, o som dos Xutos... ao longe ... "Adeus aos meus amores... (que) me vou " DORMIR....

Polaridades

As palavras são sempre dúbias! Têm o significado que lhes dão e/ou aqueles que gostaríamos de lhes dar?!!... É o que (realmente) dizemos ou aquilo que pretendíamos dizer?!!...
Nem sei... se calhar, nem uma coisa nem outra...
Há palavras que nos beijam...
Há palavras que nos prendem
Há palavras que nos matam!
há palavras que nos libertam
E há as palavras que nos mentem...


«Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperançar louca.


Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.


De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.»



Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' - Há Palavras que Nos Beijam


quarta-feira, outubro 20, 2010

Constatação

É muito mais fácil vestir a armadura, do que despi-la! E é também muito mais seguro e confortável usá-la...

terça-feira, outubro 19, 2010

Metas

São tantas as minhas... mas pouco a pouco lá vou conseguindo ... lutando dia após dia...
Afinal tenho de me concentrar no que é mais importante! (pelo menos neste momento).
E obviamente que há, muitas, outras que têm de ficar necessáriamente para trás ... pois não sou nenhuma  "Wonder Woman" :S



Ter/cumprir objectivos não é (NADA) fácil!!! (também nunca apreciei facilitismos de espécie alguma....)
No entanto, "Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora". (Goethe, Johann)

sábado, outubro 16, 2010

Faz hoje 3 meses ...

«Destilação é o modo de separação baseado no fenômeno de equilíbrio líquido--vapor de misturas. Em termos práticos, quando temos duas ou mais substâncias formando uma mistura líquida, a destilação pode ser um método adequado para purificá-las: basta que tenham volatilidades razoavelmente diferentes entre si.
Um exemplo de destilação que tem sido feito desde a antigüidade é a destilação de bebidas alcoólicas. A bebida é feita pela condensação dos vapores de álcool que escapam mediante o aquecimento de um mosto fermentado. Como o ponto de ebulição do alcool é menor que o da agua presente no mosto, ocorre a separação entre a água e o alcool, aumentando a concentração deste na bebida. O vapor que escapa da mistura aquecida é capturado por uma serpentina refrigerada que o devolve ao estado líquido, mas em recipiente separado.» (in Wikipédia)

Deste modo, "destilar" é separar componentes químicos que constituem uma substância através de vaporização seguida de condensação.
Serve para muita coisa, nomeadamente, para produzir bebidas espirituosas...
Hoje, aqui e agora numa tentativa de purificar toda a mistura de tudo o que sou, sinto, penso e vivo!
A aguardente do que sou!
 Depois de uma paragem, é agora tempo de uma nova colheita; e o que está para trás permanece, mas virou vintage...