terça-feira, agosto 11, 2009

Nocturnos XVIII

Vagueando lentamente na minha mente, um pensamento quente. Quente como o sol do meio dia, no deserto sem nada pela frente. E tambem doce, mas doce como se fora mel. Mel retirado da flor .... Um belo néctar, de muito sabor, de muita cor ... Venha o que vier, seja o que for, espero que não traga dor, mas sim muito calor.

Este pensamento que invadiu a minha mente, é o pensamento de ti ..... um pensamento de amor!.

Flor de dedos


Abro as minhas mãos

Numa imensa flor de dedos

Imagino uma dança!

Canto uma música

E os entrelaço ...

Numa rara consonância!

De dois leques perfeitos

Sobre os ventos coloridos,

Imagino lírios do campo...

Que me abrem o caminho

As orquídeas convidam a dançar...

Irradiam felicidade e alegria...

Paz e harmonia...

Logo espreitam as açucenas

E um narciso todo vaidoso!

Venera amarílis e as mensageiras íris!

Flores primaveris

Dançam! Dançam!

Olhai os lírios do campo!

Girassóis em volta da flor de liz!

Dança! Dança uma dança!

Oh flor das estrelas e dos artistas

Oh negras tulipas!

E sobre os ventos amarelos,

Crisântemos!

Sorriem de beleza e perfeição

E os amores-perfeitos

Em perfeita comunhão

Ajoelha a violeta

E faz vénias de prata.

Tão modesta! Tão timbrada

Como a papoila solteira...

Imaginário prazenteiro!

Sobre os ventos de pó

De quem anda sempre só

As flores dançam...

Os ventos voam...

Pela brisa do horizonte...

Fecho as minhas mãos

Uma imensa flor de dedos

Feridas de espinhos

Rosas vermelhas terão brotado

Do sangue do meu amado.

Foi numa dança entre flores
Que o amor brotou ...
Quando das rosas brancas
Jorraram pétalas vermelhas!

Fondue de Chocolate


Molho de chocolate negro para fondue
1 tabelete de chocolate (de boa qualidade)
4 colheres de sopa de leite
1/2 pacote de natas
2 colheres de sopa de açúcar aromatizado com baunilha
4 colheres de sopa de vinho do Porto ou 1/3 cálice de licor ou conhaque. O tradicional pede licor de cereja, mas também pode usar de laranja, menta, cacau ou o seu preferido.

Derreta o chocolate com o leite e as natas no microondas (30 segundos, mexer, mais 30 segundos e mexer novamente). Misture depois o vinho do Porto e o açúcar. Se continuar com grumos ou pedaços de chocolate mal derretidos, coloque mais 30 segundos no microondas.

Corte várias frutas (pêras, morangos, bananas; laranjas, côco seco, noz, etc) para servir com o molho e adicione outros ingredientes: suspiros, marshmallow, bolachas como por exemplo línguas de gato ou veado, bolo (o de cenoura mham), etc... o gosto e a imaginação não têm limites!


segunda-feira, agosto 10, 2009

Mais que perfeito

(Para mim) Uma das mais belas músicas de todos os tempos! Adorooo! A letra, a música e a voz do Van Morrison - numa mistura mais que perfeita.
Difícil foi arranjar um vídeo... mas cá está ele, ainda por cima, com Colin Firth (coincidências ... ai). A primeira que vez que o vi foi no filme Valmont, nas Amoreiras, e estava-se em 1989 ... nunca mais me esqueci do rosto)

domingo, agosto 09, 2009

quinta-feira, agosto 06, 2009

Nocturnos V

Começa-se a querer muito aos poucos, pouco ao muito, sem dar por isso, assim de mansinho!

Começa sem darmos-mos conta que começou, sem pensarmos sequer que é o início, sem percebermos que já embarcamos. E de repente, já estamos em alto mar, ao sabor das ondas e marés, sentimo-nos à deriva... E tudo parece tão fácil! E tudo parece tão difícil! É uma lição da vida! Deveremos parar o que queremos absorver? Saberemos aproveitar ao máximo ... desta vez, sem medos, iremos tudo abraçar?!

Poder-se-ia culpar a Primavera tardia, que desta vez trouxe mais que simples alergias - alegrias?

Poder-se-ia por a culpa na distracção, mas a verdade encontra-se (bem) escondida até do coração.

E se formos bem a ver, de que importam os motivos e os caminhos que os fizeram encontrar. O que importa é que começou sem se perceber e nada mais resta fazer do que aproveitar ao máximo o que se puder (souber')!

quarta-feira, agosto 05, 2009

O que ando a ler...

Principia desta forma, a belíssima narrativa deste livro:

Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”
“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”
Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longínquo e quase impossível amor, sinto-me feliz e não me sinto só. Sei que a minha crença inabalável, a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para o alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstância, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força? Quero acreditar que sim, mas no fundo começo a sentir que não…”

Margarida Rebelo Pinto em "Diário da tua ausência"

PS: A polémica, fundada ou não, de plágio, em que se viu envolvida a escritora, não retira o mérito ao livro, goste-se ou não do género. Adoro ler, sempre gostei! Sempre que passo perto de uma livraria não deixo de entrar, adoro sentir o cheiro dos livros. Passeava, na Fnac quando sem querer uma, original, capa me prendeu a atenção. Aproximei-me para ler o título “Diário da tua ausência”, estranhamente soube que teria a ver comigo, com a capacidade de colocar nas palavras as emoções, dar voz ao sentir. Que estas poderiam ser as palavras que eu escreveria ao meu Amor se tivesse a faculdade de o conseguir. Nele está incrivelmente (bem) (d)escrito o amor que eu sinto pelo meu Amor ausente. Eu espero, eu sei esperar… ainda que esse dia, por que espero, não chegue nunca, eu vou esperar! Alguns chamam-lhe ilusão ou obsessão, eu chamo-lhe… simplesmente Amor!

domingo, agosto 02, 2009

Expectativas versus decepções

A espera de (determinado) resultado sempre gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós espera sempre que as coisas aconteçam à nossa maneira. O que dizer quando estamos num relacionamento instável e ficamos sempre à espera de um telefonema, a presença constante, de uma atitude?

As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planeamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeamos. Esperamos pelo incremento do que acreditamos merecer! Esperamos ser amadas para sempre! Desejamos nunca ser abandonadas! Esperamos que nos amem tal como somos! Esperamos que os nossos amigos nos compreendam quando mais precisamos deles! Esperamos não ser julgados nem criticados quando algo não dá certo!

Quando somos frustrados nas nossas expectativas, os nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não ser mais amada, ser abandonada, rejeitada. A sensação de que não temos valor, de que não valeu à pena a espera, que já sofremos tanto, e surgem as interrogações: Porquê isto de novo? Porquê comigo? São alguns dos pensamentos que tomam conta de nós.

Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico, nas nossas fantasias e desprezamos os dados de realidade. Serão as expectativas coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante a explorar. Muitas vezes a realidade está muito distante das nossas expectativas, mas simplesmente ignoramo-la.

A expectativa consome a nossa paciência, harmonia e equilíbrio interno. Parece que quanto mais esperamos mais difícil se torna chegar ao resultado. E é nesse compasso de espera, como nem sempre temos controlo de tudo, que nos decepcionamos.

Nessa situação é muito comum procurarmos culpados e culpar os outros por quase tudo! Essa é uma maneira subtil para náo ter de enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam escondidos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, falta de auto-estima e inevitavelmente colocamo-nos no papel de vítima (perfeita).

Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou somos nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que depende do caso. É diferente de situação para situação, de pessoa para pessoa...

Outro conflito muito comum gerado pela (nossa) expectativa é quando esperamos uma atitude de alguém e não expressamos o que queremos, como se o outro tivesse a capacidade de ler nossos pensamentos.

Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar. Verbalizar as nossas expectativas é muito importante em qualquer relação.

Pactos de silêncio acontecem muitas vezes sem nos apercebemos e geram muitos conflitos. Todos nós queremos que as coisas aconteçam de um certo modo, mas quando este desejo não se realiza ficamos irritados e nem sequer conseguimos pensar.
As expectativas, em geral, deixam-nos com uma venda nos olhos, não conseguimos analisar a situação no seu todo o que pode impedir o nosso crescimento e a capacidade de manter relações saudáveis e honestas.

Quando foi a última vez que te sentiste frustrada(o) porque alguém não agiu como esperavas? Culpaste essa pessoa mesmo sem ela saber o que esperavas dela? Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa “deveria” ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora do controlo.

Quando compreenderes que não é responsabilidade de alguém “adivinhar” o que tu queres os teus conflitos poderão diminuir.

Quando nossas expectativas são um factor primário na maneira como pensamos, ouvimos, falamos, a decepção torna-se constante e permanente na nossa vida.
E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebemos que o tempo passa e que nosso desejo está longe de ser alcançado. Aguardamos e aguardamos, até ...desistir....

Mas, o que fazer para alcançar efectivamente o que desejamos? Muitas pessoas simplesmente ficam num compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como desejam. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas, ainda assim, se criarmos expectativas em relação ao comportamento da outra pessoa, estaremos no caminho mais certo para nos decepcionarem e frustrarem.

As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente. Quanto mais expectativas criarmos, mais propensos estaremos a nos decepcionar.

P.S.: Texto que estava (bem escondido e adaptado de um artigo de Psicologia da net) no fundo de baú... Hoje (muito apropriado e até porque faz sentido!) lembrei-me ... de alguém que me disse que se tivessemos as expectativas muito altas em relação a algo ou alguém e que se essas não fossem correspondidas ou se concretizassem, poderíamos nos dececpcionar, porque essa pessoa estaria aquém das nossas expectativas. Segundo ele, deveríamos manter (sempre) as (nossas) expectativas sempre em baixo para não sofremos desilusões! Curioso como na altura uma simples "palestra sobre o grau de satisfação de clientes" levou a este debate! E, estranhamente, que eu deveria ter tomado como um aviso, mas não o entendi assim ... E já lá vão 5 anos!!! Mas nunca é tarde para aprender, por isso não quero ter expectativas muito altas sobre os outros e não quero que os outros me ponham num pedestal. Nada como nos aceitarem como somos, acima de tudo com os nossos defeitos e quanto aos outros idem, idem, afinal ninguém é perfeito e AINDA BEM! Errare humanus est!

Nada me deixa mais feliz do que superar as expectivas que alguém "depositou" em mim e nada me deixa tão infeliz do que quando alguém se decepciona comigo! E vice-versa! (foi apenas um desabafo...)


Luar Do Meu Bem


O meu amor mora longe
Tão longe
Que já nem sei mais
A lua no céu também mora longe
Mas brilha no mar
Assim o meu bem
Que quanto mais além
Mais me faz pensar

Saudade, meu desespero
É minha consolação
Diz ao meu bem
Que eu não quero
Sentir mais saudade, não

Vinicius de Moraes

sexta-feira, julho 31, 2009

Não se afobe, não, que nada é pra já...

Dont be hasty
For nothing comes right now, as a click with your fingers
Love comes slowly, when you dont expect, it does not comes in a hurry.
It can wait silently, quietly for centuries
May it be somewhere, as in the bottle of the ocean, or inside a wardrobe, or even in the post office, or in the air, it can wait for a thousand years
And, then, Rio will be some sunken city . Divers would come to explore your house.
All kind of stuff and your soul.
Wise men will try to decipher ancient words, poems, letters, pictures
Also lies and vestiges of a strange civilization
Dont be hasty, dont!
Nothing will come quickly
Lovers will be always loveable
Future lovers, perhaps,
Will fall in love, without knowing,
that the flame of love will be just that one I left once for you.



Per amore perso e ricominciato?

Hoje acordei assim ...

quinta-feira, julho 30, 2009

Para os louco(a)s que andam por aí!

A Ternura dos Intas

Uma das mais belas baladas de sempre! (Que eu gosto ...intemporal, ternurenta, romântica, linda, que melodia!).
Marcou uma época ....hahaha... Lembram-se?


Limão doçazedo!

quarta-feira, julho 29, 2009

I'm fine, i'm fine, i'm fine ...

Don't look so closely at
my face, baby
Just let me hide
in your embrace, baby
There's nothing for you
to see here anyway

Don't you go searching
for my soul, baby
I'm sure all you'll find
is a great big hole, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …

Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine

Don't you go swimming
in my eyes, baby
They're used to
backing up my lies, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …

Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
I'm fine
I'm fine
I'm fine


[Freya]

terça-feira, julho 28, 2009

Here I Love You

The kiss by Gustav Klimt



In the dark pines the wind disentangles itself.
The moon glows like phosphorous on the vagrant waters.
Days, all one kind, go chasing each other.

The snow unfurls in dancing figures.
A silver gull slips down from the west.
Sometimes a sail. High, high stars.

Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early and even my soul is wet.
Far away the sea sounds and resounds.
This is a port.
Here I love you.
Here I love you and the horizon hides you in vain.
I love you still among these cold things.
Sometimes my kisses go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten like those old anchors.

The piers sadden when the afternoon moors there.
My life grows tired, hungry to no purpose.
I love what I do not have. You are so far.
My loathing wrestles with the slow twilights.
But night comes and starts to sing to me.


The moon turns its clockwork dream.
The biggest stars look at me with your eyes.
And as I love you, the pines in the wind
want to sing your name with their leaves of wire.


~ Pablo Neruda

segunda-feira, julho 27, 2009

O melhor pretexto

É tão frágil a vida,

tão efémero, tudo!

(Não é verdade, amiga,

olhinhos-cor-de-musgo ?)

E ao mesmo tempo é forte,

forte da veleidade,

de resistir à morte

quanto maior a idade.

Assim, aos trinta e sete,

fechados alguns ciclos,

a vida ainda pede

mais sentimento, vínculos.

Não tanto os que nos deram

a fúria de viver,

como esses descobertos

depois de se saber

Que a vida não é outra

senão a que fazemos

(e a vida é uma só,

pois jamais voltaremos).

Partidários da vida,

melhor: do que está vivo,

digamos "não!" a tudo

que tenha outro sentido.

E que melhor pretexto

(quem o saiba que o diga!)

teremos p'ra viver

senão a própria vida?


Alexandre O'Neil , in

"Poemas com endereço", 1962

Beijar ou comer chocolate?

Sabe o que mais lhe acelera o coração?


Já muita tinta correu sobre como beijar ou comer chocolate aceleram os batimentos cardíacos. Mas qual deles provocará uma sensação de prazer durante mais tempo no organismo?

Surpreenda-se, pois um estudo conduzido por um investigador britânico chegou a esta conclusão: é o chocolate! David Lewis, que trabalhou na University of Sussex e hoje trabalha para o laboratório de pesquisas Mind Lab, diz que comer chocolate meio-amargo provoca uma sensação mais longa e intensa na pessoa do que beijar na boca.

O certo é que as pessoas associam normalmente comer chocolate a sensações de prazer. Para chegar a esta conclusão, o investigador analisou os batimentos cardíacos e actividade cerebral de casais com cerca de 20 anos, enquanto deixavam um pedaço de chocolate derreter na boca e, depois, enquanto se beijavam.

Em alguns casos, o chocolate mais do que duplicou o ritmo dos batimentos cardíacos dos participantes. «Não há dúvida de que o chocolate bate o beijo, quando se trata de produzir uma sensação mais intensa no corpo e no cérebro», disse Lewis à BBC. «Uma sensação que, em muitos casos, durou quatro vezes mais tempo do que o beijo mais apaixonado», acrescenta.

O cientista refere que já se sabia que substâncias presentes no chocolate produzem efeitos no cérebro. Mas, segundo Lewis, deixar que ele derreta na boca pode ser o segredo para maximizar os resultados.

Os 12 voluntários tiveram eléctrodos aplicados sobre o couro cabeludo e usaram monitores cardíacos durante os dois testes. Os pesquisadores compararam os seus batimentos cardíacos durante o repouso e, mais tarde, durante os testes do chocolate e do beijo.

Efeito duradouro

Embora o beijo tenha acelerado os batimentos cardíacos dos participantes, o efeito não durou tanto quanto o provocado pelo chocolate. Em alguns casos, os batimentos subiram de 60 por minuto, em repouso, para 140 por minuto, após a ingestão do chocolate.

O estudo também revelou que, à medida em que o chocolate se derretia, todas as regiões do cérebro eram estimuladas de forma mais intensa e mais longa do que quando os voluntários se beijavam.

Embora muitos acreditem que as mulheres gostam mais de chocolate do que os homens, o estudo encontrou as mesmas reações ao alimento nos dois sexos.

«Estes resultados surpreenderam-nos. Embora esperássemos que o chocolate - especialmente o meio-amargo - aumentasse os batimentos cardíacos devido ao facto de conter substâncias altamente estimulantes, tanto a duração das alterações quando o efeito poderoso que tiveram na mente foram algo que nenhum de nós havia previsto», explica o líder da pesquisa. Para o estudo, os pesquisadores usaram chocolate meio-amargo contendo 60 por cento de cacau.

Fonte: BBC


PS: Imagino o resultado de conciliar os dois!!! (60 + 140 batimentos por minuto?!!)x 2

A Canção das Perdidas


I

Quem por amor se perdeu
Não chore, não tenha pena.
Uma das santas do céu
- É Maria Madalena…

II

Minha mão foi o que eu sou.
Eu sou o que tantas são.
Que triste herança te dou,
Filha do meu coração!

III

Meu pai foi para o degredo,
Era eu inda pequena.
Se não morresse tão cedo,
Morria agora - de pena…

IV

E há no mundo que afronte
Uma mulher quando cai!
Nasce água limpa na fonte,
Quem a suja é quem lá vai…

V

Aquele que me roubou
A virtude de donzela
Se outra honra lhe não dou,
- É… porque só tive aquela!

VI

Nós temos o mesmo fado,
Ó fonte de água cantante:
Quem te quer, pára um bocado,
Quem não quer, passa adiante…

VII

O meu amor, por amá-lo,
Pôs-me o peito numa chaga:
Deu-me facadas. Deixá-lo.
Mas ao menos não me paga!

VIII

Nem toda a água do mar
Por estes olhos chorada,
Daria bem a mostrar
O que eu sou de desgraçada!

IX

Como querem ver contente
Este país desgraçado,
Se dão só livros à gente
Nas escolas do pecado…

X

Dormia o meu coração
Cansado de fingimento.
Bateste-me, e vai então
Acordou nesse momento…

XI

Se aquilo que a gente sente,
Cá dentro, tivesse voz,
Muita gente… toda a gente
Teria pena de nós!

Augusto Gil

To fly...

Two versions





domingo, julho 26, 2009

Pensamento a não esquecer







Ver o copo meio cheio, ou meio vazio, depende de nós! É uma questão de querermos e de (muito) treino!







Um dia de domingo

...
Eu preciso respirar...
Eu preciso descobrir...
Ver o sol amanhecer
Como um dia de domingo
E ver a vida acontecer!
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração

sexta-feira, julho 24, 2009

Dá medo sim!


Dá medo ...

A incerteza dos dias

Do vazio das noites frias

Em cem, são mil de solidão

Do viver sem sentido nem razão

Sem esperança ou motivação

Dá medo ...

Perder as palavras

De ver os sonhos levados

Varridos, punidos e banidos

Das lágrimas vertidas

Da ausência de um sorriso

De não achar refúgio

Na constante tempestade

Dá medo ...

Os pensamentos não alcançarem o luar

Do ar cortante e frio

Num olhar ausente e vazio

Dá medo ...

Concluir que o anoitecer esperado

Foi para sempre perdido

Que afinal a porta nunca existiu…

E que o levantar da aurora ... fugiu

Dá medo ...

Dá medo sim!

δυςπέψη

O almoço causou-me uma grande Dispepsia... Ora toma lá que é para aprenderes!!!

Um caso raro ... ou pura inocência

«Não.. Não tenho culpa de ser um caso raro, de alguém que não quer amar e perder o pouco que tem...»




quinta-feira, julho 23, 2009

Uma mulher precisa de dois homens ... ah pois é

Foi provado cientificamente, após acompanhamento de vários casos, que todas as mulheres precisam de dois homens: um em casa e outro fora de casa.
Para entender, é muito simples:

O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa.
O outro cuida de ti.

O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do dia.
O outro fala da saudade que sentiu de ti durante a tua ausência.


O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de trabalho.
O outro tira essa mesma roupa só para ti.


O marido dorme com aquela camisola velha e de cuecas (as vezes até de meias).
O outro dorme completamente nu, abraçadinho a ti.

O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa.
O outro recebe-te no apartamento onde tudo funciona perfeitamente.

O marido telefona para casa a perguntar o que tem que comprar no talho, no supermercado, na padaria e etc.
O outro telefona só para dizer que comprou um champanhe que vais adorar.

O marido reclama do patrão, do trabalho, do cansaço de acordar cedo.
O outro reclama a tua ausência e os dias que fica sem te ver.

Bem, vais perguntar-me : - Por que não trocar o marido pelo amante?
Pelo simples facto de que o amante, se for viver contigo (dass, tás loira?!), passará para o papel de marido e logo, logo, terás de encontrar outro (o que dá trabalho!)

Conselho útil:Publicar mensagem
Não sejas egoísta guardando este texto apenas para ti. Existe uma maldição que caso ele não seja transmitido a pelo menos cinco amigas, em 10 minutos, ficarás só. (não vá o diabo tecê-las mais vale partilhar!... LOL)

Os comandos da Mulher e do Homem

Descubra as diferenças!

O que rima com Lua?

A joke

quarta-feira, julho 22, 2009

Velha demais

Muitas vezes, preferimos viver atormentados pelo medo ... (o medo de ser feliz por exemplo). E, conforme os anos vão passando, a idade vai avançando, sentimos como se vivessemos em contagem regressiva. E afinal um ano não tem mais que o peso de 365 dias! Ma a idade não perdoa e parece caminhar em sentido oposto. Amadurecemos até nos tornar-mos "desinteressantes". Mas será que é isto mesmo? Será que o facto de envelhecer significa que perdemos a beleza? (isto para quem já teve algum dia!). Será que damos mais importância aos números do que aos factos? Talvez.
[Penso e medito ...e chego à conclusão que sou "nova" demais para desistir e velha demais para recomeçar!]



P.S. It's a little bit funny this feeling inside...

Introspectiva ...

Introspecção: exame dos pensamentos, impressões e sentimentos próprios; observação e análise dos processos da própria mente; auto-exame da consciência.

Divagações

A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.”

terça-feira, julho 21, 2009

Mais lenha ...





P.S. Ah como ADORO esta canção ..... e mais esta ..



E já que estamos do outro lado do Atlântico, porque não mais lenha para a fogueira :D

Pensamento do dia

Encara o amanhã sem medos ou receios, pois o futuro está por ser construído!

(in)Tensa

Para começar bem o dia...com intensidade ...

segunda-feira, julho 20, 2009

(I) guess ...

yeah... yeah.....yeah.... a letra é linda MESMO




Velhinhas .... lol ... e esta do filme Tootsie

Sonhar e viver

Viver é sonhar
Sonhar é viver...
É deixar a vida acontecer.
Sonhar é tentar ser feliz
Sonhar é encantar,
E saber esperar...

domingo, julho 19, 2009

Again...



P.S., I love you - um filme muito tocante com imagens lindas da Escócia, música alegre e envolvente, com Gerard Butler (um verdadeiro "gato"!) e Hilary Swank, que revi ontem - Difícil é ... conter as emoções :(...

sexta-feira, julho 17, 2009

O homem sensível

Se o amor é algo que se aprende (tenho a certeza), creio que as pessoas de minha geração foram ensinadas a querer um pouco acima da média, então. Nesse mundo pós-anos 80, com os seus rituais efémeros, fúteis, sintéticos, consumistas e recicláveis, o amor foi destilado em muitas línguas e cores, para tornar-se palatável a olhos e ouvidos tão inclinados à fugacidade. O amor virou "pastiche" de si mesmo, ecoando entre um frame e outro de um videoclipe. Estamos condicionados a trocar de amor tão rapidamente quanto fazemos zapping.

Mas já me perdi, não era nada disso que queria falar! Queria tentar partilhar a minha inquietação sobre uma das construções dessa cultura pós-moderna do amor: o homem sensível. Eu cresci a consumir essa figura (mais um dos legados pós-80). Na época, eram Dustin Hoffman, Al Pacino e Wood Allen, todos baixinhos e de óculos, em cenas de choro e monólogos de demonstração de fragilidade.

Contrapunham-se drasticamente à imagem do macho dominante, bruto e arrebatador das décadas anteriores (como Clarck Gable, cínico e sedutor, a roubar os beijos de Scarlett O’hara)... Mas, não dava mais para esses tipos conviverem lado a lado com as novas mulheres - working girls -, cada vez mais incisivas e "invasoras" no universo masculino. Daí, surgiram expressões como “ocaso masculino”, "inveja do pénis", etc. (LOL). É incrível como a construção de certas personagens são pertinentes à época em que emergem!

Lembro-me do livro de Anais Nin, na prateleira da minha sala, : “Em Busca do homem sensível” - não confundir com essa moda dos livros (lixo) de auto-ajuda para mulheres, tão comuns hoje em dia -... eram crónicas e palestras da escritora. Uma delas falava desse novo homem, que surgia das alternativas de convivência propostas pela geração hippie, não me lembro exactamente das palavras com que ela o descrevia, mas sim de alguns exemplos, como o de um jovem casal que viajava de moto pelo país, partilhando da pouca comida e das dificuldades. Nin exultava essa mudança de paradigma masculino como uma consequência das revoluções sociais, sem manipular nem puxar a sardinha para o mito do protagonismo das mulheres, as “invasoras” do mundo público de então. Para ela, o homem sensível não era simplesmente um macho ferido, mas alguém capaz de caminhar lado a lado, ciente das desigualdades ...

Cá para os meus botões, pergunto-me se não serei da geração que viu no “homem sensível” um novo rótulo do príncipe encantado. Como toda a romântica incurável, fiz planos com eles, apaixonei-me pelos personagens nos filmes que via... na maioria das vezes não deu certo, porque os rótulos, infelizmente, boiam na água ou rapidamente despelam sob temperaturas mais agudas... À primeira crise, desfazem-se e ...bye, bye.

Sinceramente, tenho a sensação de que a maioria dos homens não se esforça em ser mais do que aquilo que é... não se preocupa em cativar, surpreender, em fugir do lugar comodamente sentado (do macho dominante). Se a sensibilidade casualmente acontece, ok. Se não, tudo bem, não estão nem aí... e ainda gozam com os "sensíveis" apelidando-os de "gay"! Mas homem que é homem não chora por isso agem como se, cumprido o clichet, fosse o suficiente, comportando-se como se apenas pelo facto de existirem fosse um grande favor, um serviço prestado à humanidade com a população feminina excedente. (E eu é que sou chata e exigente! - Demais. Impiedosa! - Quase.)

Interrogo-me até que ponto Anais Nin tinha razão. Ou se foram apenas os filmes, músicas e livros que vi, ouvi e li, que me lançaram nesta expectativa extra normal. Porque ...confesso, não tenho paciência para os não-sensíveis nem acho piada nenhuma a esse vai-e-vem nauseante das relações líquidas - reluzem como uma gota de água por um lampejo de segundos, mas logo se espatifam na placidez do oceano, retomando uma busca contínua, que não cessa...

Talvez eu seja apenas pessimista. Talvez não tenha tido muita sorte. Talvez a busca tenha apenas começado. Quem saberá responder?... Espero mesmo que seja apenas o incómodo dos calos na minha desiludida dor de cotovelo. .. Mas eu … confesso …gosto de homens sensíveis... porque os homens também choram e precisam de colo!

De tirar o fôlego ....




PS: ouvida no caminho para casa ...

So close to... it's friday







;)

quinta-feira, julho 16, 2009

Possibilidade de um afago ...

Há dias em que saberia bem que o vento me trouxesse um simples afago, para vir aplacar a fúria agreste onde sozinha me sento e isolo no pico de um rochedo. Onde só quero esquecer os murmúrios do medo, como quem desfolha um segredo que ninguém pode entender. Olho ao redor e nada vejo, constantemente à espera de um sorriso e de uma voz doce que me possa levar daqui!
No pensamento o desejo de partir ... desta rocha es(n)carpada que me prende e que me fere a alma.
Tenho um coração cheio e as mãos ... cheias de nada!

Si tu apelles melancolie ...

"Seule devant ta glace
Tu te vois triste sans savoir pourquoi
Et tu ferais n'importe quoi
Pour ne pas être à ta place

...
Les chiens perdus, les incompris
On les connaît, on leur ressemble

..."





quarta-feira, julho 15, 2009

Proverbes

Qui se sent morveux se mouche.
Chacun sait où le bât le blesse.
Comme on fait son lit, on se couche.
De deux maux il faut choisir le moindre.
À sotte demande, point de reponse.
Qui est propre à tout n’est propre à rien.
Qui se fie au visage n’est pas le plus sage.
Tout vient à point à qui sait attendre...

Poema 20


Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quiz e por vezes ela também me quiz
Em noites como esta, apertei-a em meus braços
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito
Ela me quiz e as vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite
Pensar que não a tenho
Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E cai o verso na alma como orvalho no trigo
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
A distância alguém canta. A distância
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Para tê-la mais perto meu olhar a procura
Meu coração procura-a, ela não está comigo
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria !
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido
De outro. será de outro
Como antes de meus beijos
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é certo,
Porém talvez a queira
Ah ! é tão curto o amor, tão demorado o olvido
Porque em noites como esta
Eu a apertei em meus braços,
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Mesmo que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito.

(Pablo Neruda)

P.S. Adoro a poesia de Pablo Neruda. E o "Poema 20" é o meu preferido. É triste, é nostálgico, fala de uma despedida, a separação de duas pessoas que se amavam, no entanto é um encanto, de uma leveza que me emociona ... sempre. É um dizer Adeus, porque afinal tudo tem de ter um fim...

Vinho Rubro



«Vibrações de vidas,
Sonhos acordados, sonhos perdidos.
Sonhos benzidos por ti, anjo de luz.
Abençoas desejos e paixões.
Coração acordado fica no voo de luar cheio...
E as palavras brotam... por muito perdido que ande.
Os lábios falam, o corpo adormece...
Chamo por ti...
Que me abençoas.
Chamo por ti...
Que me enlouqueces...
Chamo por ti...
Nesta enlouquente febre de querer viver-te.
Vejo-te anjo puro, anjo de desejo.
O meu coração não dorme.
O meu coração não vive.
Porque Anseio... viver nesses lábios o mais puro dos desejos.
Poder no teu corpo abençoar as minhas sofridas mãos.
Poder nos teus seios beber cálices de vinho rubro.
E nos teus magos pensamentos viver...
Paixões arrebatadas,
com corpos ofegantes...
em respirações que só dizem...
Tu és de mim que nasces...
E eu é em ti que morro.

By Alexander


P.S. Mais um L-I-N-D-O poema do Alexandre. E já agora vale a pena ler: http://www.ignezferraz.com.br/mainportfolio4.asp?pagina=Dicas&cod_item=1445

terça-feira, julho 14, 2009

São precisos 2 para dançar um tango

Constatação IV

“É mais doloroso arrependeres-te do que não fizeste do que do que fizeste” ... Pelo menos tentaste, não?

E ... tudo porque sou teimosa, às vezes madura, outras infantil ... imperfeita... como qualquer um...


Pensamento matinal

Vacilo... e nunca os sentimentos foram tão coerentes ... Nunca tive tanta certeza sobre o que eu (realmente) quero! E no entanto ... Haja o que houver ...





segunda-feira, julho 13, 2009

Nocturnos

Hoje, de repente, dei por mim a pôr em causa algumas convicções que julgava fortemente alicerçadas. E "a folha do dia" ali ao lado (do Citador) sentencia-me: "De nada vale pensar, é preciso reflectir primeiro" Dac, Pierre.

Para reflectir ...

Almas Que Se Encontram

«Dizem que para o amor chegar não há dia...
Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala...
No mais sensível dos nossos órgãos... o coração.

Começo a acreditar que sim...
Mas percebo também que pelo facto deste momento...
Não ser determinado pelas pessoas...
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a confusão feliz se faz instalada.

Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...
Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....
Se entristecem por não se terem encontrado antes...
Afinal tudo poderia ser tão diferente.

No entanto sabem que o caminho é este...
E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras...
Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...
Mesmo estando em lugares diferentes.

Quando almas afins se entrelaçam...
Passam a sentir saudade uma da outra...
Num processo contínuo de reaproximação...
Até a consumação.

Almas que se encontram podem sofrer bastante também,
Pois muitas vezes tais encontros acontecem...
Em momentos onde não mais podem extravasar...
Toda a plenitude do amor...
Que carregam, toda a alegria de amar...
E de querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida à espera do encontro final.

Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
Mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol...
Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores...
Ver a noite chegar...
Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar...

Brigar às vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes...
Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo...
Sem que a despedida se faça presente.

Porém muitas vezes elas se encontram num tempo...
E num espaço diferente...
Do que suas realidades possam permitir.

Mas depois que se encontram...
Ficam marcadas ... tatuadas...
E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...
Elas jamais conseguirão se separar...
E o mais importante ...
Terão de se encontrar em algum lugar.

Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...
Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade...
Que têm uma da outra para toda a eternidade. »


Autor: Paulo Fuentes

The kiss of life ...

Uma das melhores músicas da deusa Sade...

Pudesse ...

« Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal o sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só »



sexta-feira, julho 10, 2009

Podes crer ... que o amanhã é escrito ... aqui e agora!

Canção, poema e voz ***** (sem palavras... fico na lua ...)

quinta-feira, julho 09, 2009

O jogo...

"Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou, dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor, és tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui." .. .
O jogo ... a ânsia, o desejo e ... o medo...

1 + 1 = 1

" ...
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta
...
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será
..."


Tomorrow is another day

Origin

tomorrow is another dayThe last line of the American Civil War novel Gone With The Wind:

Scarlett O'Hara: "Tara. Home. I'll go home, and I'll think of some way to get him back. After all, tomorrow is another day"

This joins "Fiddle-dee-dee!" and "Great balls of fire!" as lines spoken by Scarlett O'Hara that have become commonplace in the language.

quarta-feira, julho 08, 2009

ASQP ...


Cada um com as suas "cruzes". Nada a fazer... ASQP.

Amor platónico V

I' ve got a crush on you

Esta música faz-me sentir (mesmo) apaixonada! (prefiro esta versão, à cantada por Nat King Cole). Toca-me bem lá fundo do coração... é o som do piano e do saxofone (divinal), a voz (rouca e doce), a sonoridade (imagino-me num clube nos anos 40 ...), a letra (linda), enfim ... "Oh yes i love you for sentimental reasons", but of course you don' t know. Silly isn' it...

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I think of you every morning
Dream of you every night
Darling, I'm never lonely
Whenever you are in sight
...»

I don't wanna...



PS: Gosto das 2 versões ...Oh Ye!!

terça-feira, julho 07, 2009

Nocturnos

"Ask and it will be given to you; seek and you will find; knock and the door will be opened to you"