quinta-feira, agosto 06, 2009

Nocturnos V

Começa-se a querer muito aos poucos, pouco ao muito, sem dar por isso, assim de mansinho!

Começa sem darmos-mos conta que começou, sem pensarmos sequer que é o início, sem percebermos que já embarcamos. E de repente, já estamos em alto mar, ao sabor das ondas e marés, sentimo-nos à deriva... E tudo parece tão fácil! E tudo parece tão difícil! É uma lição da vida! Deveremos parar o que queremos absorver? Saberemos aproveitar ao máximo ... desta vez, sem medos, iremos tudo abraçar?!

Poder-se-ia culpar a Primavera tardia, que desta vez trouxe mais que simples alergias - alegrias?

Poder-se-ia por a culpa na distracção, mas a verdade encontra-se (bem) escondida até do coração.

E se formos bem a ver, de que importam os motivos e os caminhos que os fizeram encontrar. O que importa é que começou sem se perceber e nada mais resta fazer do que aproveitar ao máximo o que se puder (souber')!

quarta-feira, agosto 05, 2009

O que ando a ler...

Principia desta forma, a belíssima narrativa deste livro:

Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”
“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”
Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longínquo e quase impossível amor, sinto-me feliz e não me sinto só. Sei que a minha crença inabalável, a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para o alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstância, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força? Quero acreditar que sim, mas no fundo começo a sentir que não…”

Margarida Rebelo Pinto em "Diário da tua ausência"

PS: A polémica, fundada ou não, de plágio, em que se viu envolvida a escritora, não retira o mérito ao livro, goste-se ou não do género. Adoro ler, sempre gostei! Sempre que passo perto de uma livraria não deixo de entrar, adoro sentir o cheiro dos livros. Passeava, na Fnac quando sem querer uma, original, capa me prendeu a atenção. Aproximei-me para ler o título “Diário da tua ausência”, estranhamente soube que teria a ver comigo, com a capacidade de colocar nas palavras as emoções, dar voz ao sentir. Que estas poderiam ser as palavras que eu escreveria ao meu Amor se tivesse a faculdade de o conseguir. Nele está incrivelmente (bem) (d)escrito o amor que eu sinto pelo meu Amor ausente. Eu espero, eu sei esperar… ainda que esse dia, por que espero, não chegue nunca, eu vou esperar! Alguns chamam-lhe ilusão ou obsessão, eu chamo-lhe… simplesmente Amor!

domingo, agosto 02, 2009

Expectativas versus decepções

A espera de (determinado) resultado sempre gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós espera sempre que as coisas aconteçam à nossa maneira. O que dizer quando estamos num relacionamento instável e ficamos sempre à espera de um telefonema, a presença constante, de uma atitude?

As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planeamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeamos. Esperamos pelo incremento do que acreditamos merecer! Esperamos ser amadas para sempre! Desejamos nunca ser abandonadas! Esperamos que nos amem tal como somos! Esperamos que os nossos amigos nos compreendam quando mais precisamos deles! Esperamos não ser julgados nem criticados quando algo não dá certo!

Quando somos frustrados nas nossas expectativas, os nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não ser mais amada, ser abandonada, rejeitada. A sensação de que não temos valor, de que não valeu à pena a espera, que já sofremos tanto, e surgem as interrogações: Porquê isto de novo? Porquê comigo? São alguns dos pensamentos que tomam conta de nós.

Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico, nas nossas fantasias e desprezamos os dados de realidade. Serão as expectativas coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante a explorar. Muitas vezes a realidade está muito distante das nossas expectativas, mas simplesmente ignoramo-la.

A expectativa consome a nossa paciência, harmonia e equilíbrio interno. Parece que quanto mais esperamos mais difícil se torna chegar ao resultado. E é nesse compasso de espera, como nem sempre temos controlo de tudo, que nos decepcionamos.

Nessa situação é muito comum procurarmos culpados e culpar os outros por quase tudo! Essa é uma maneira subtil para náo ter de enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam escondidos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, falta de auto-estima e inevitavelmente colocamo-nos no papel de vítima (perfeita).

Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou somos nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que depende do caso. É diferente de situação para situação, de pessoa para pessoa...

Outro conflito muito comum gerado pela (nossa) expectativa é quando esperamos uma atitude de alguém e não expressamos o que queremos, como se o outro tivesse a capacidade de ler nossos pensamentos.

Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar. Verbalizar as nossas expectativas é muito importante em qualquer relação.

Pactos de silêncio acontecem muitas vezes sem nos apercebemos e geram muitos conflitos. Todos nós queremos que as coisas aconteçam de um certo modo, mas quando este desejo não se realiza ficamos irritados e nem sequer conseguimos pensar.
As expectativas, em geral, deixam-nos com uma venda nos olhos, não conseguimos analisar a situação no seu todo o que pode impedir o nosso crescimento e a capacidade de manter relações saudáveis e honestas.

Quando foi a última vez que te sentiste frustrada(o) porque alguém não agiu como esperavas? Culpaste essa pessoa mesmo sem ela saber o que esperavas dela? Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa “deveria” ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora do controlo.

Quando compreenderes que não é responsabilidade de alguém “adivinhar” o que tu queres os teus conflitos poderão diminuir.

Quando nossas expectativas são um factor primário na maneira como pensamos, ouvimos, falamos, a decepção torna-se constante e permanente na nossa vida.
E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebemos que o tempo passa e que nosso desejo está longe de ser alcançado. Aguardamos e aguardamos, até ...desistir....

Mas, o que fazer para alcançar efectivamente o que desejamos? Muitas pessoas simplesmente ficam num compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como desejam. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas, ainda assim, se criarmos expectativas em relação ao comportamento da outra pessoa, estaremos no caminho mais certo para nos decepcionarem e frustrarem.

As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente. Quanto mais expectativas criarmos, mais propensos estaremos a nos decepcionar.

P.S.: Texto que estava (bem escondido e adaptado de um artigo de Psicologia da net) no fundo de baú... Hoje (muito apropriado e até porque faz sentido!) lembrei-me ... de alguém que me disse que se tivessemos as expectativas muito altas em relação a algo ou alguém e que se essas não fossem correspondidas ou se concretizassem, poderíamos nos dececpcionar, porque essa pessoa estaria aquém das nossas expectativas. Segundo ele, deveríamos manter (sempre) as (nossas) expectativas sempre em baixo para não sofremos desilusões! Curioso como na altura uma simples "palestra sobre o grau de satisfação de clientes" levou a este debate! E, estranhamente, que eu deveria ter tomado como um aviso, mas não o entendi assim ... E já lá vão 5 anos!!! Mas nunca é tarde para aprender, por isso não quero ter expectativas muito altas sobre os outros e não quero que os outros me ponham num pedestal. Nada como nos aceitarem como somos, acima de tudo com os nossos defeitos e quanto aos outros idem, idem, afinal ninguém é perfeito e AINDA BEM! Errare humanus est!

Nada me deixa mais feliz do que superar as expectivas que alguém "depositou" em mim e nada me deixa tão infeliz do que quando alguém se decepciona comigo! E vice-versa! (foi apenas um desabafo...)


Luar Do Meu Bem


O meu amor mora longe
Tão longe
Que já nem sei mais
A lua no céu também mora longe
Mas brilha no mar
Assim o meu bem
Que quanto mais além
Mais me faz pensar

Saudade, meu desespero
É minha consolação
Diz ao meu bem
Que eu não quero
Sentir mais saudade, não

Vinicius de Moraes

sexta-feira, julho 31, 2009

Não se afobe, não, que nada é pra já...

Dont be hasty
For nothing comes right now, as a click with your fingers
Love comes slowly, when you dont expect, it does not comes in a hurry.
It can wait silently, quietly for centuries
May it be somewhere, as in the bottle of the ocean, or inside a wardrobe, or even in the post office, or in the air, it can wait for a thousand years
And, then, Rio will be some sunken city . Divers would come to explore your house.
All kind of stuff and your soul.
Wise men will try to decipher ancient words, poems, letters, pictures
Also lies and vestiges of a strange civilization
Dont be hasty, dont!
Nothing will come quickly
Lovers will be always loveable
Future lovers, perhaps,
Will fall in love, without knowing,
that the flame of love will be just that one I left once for you.



Per amore perso e ricominciato?

Hoje acordei assim ...

quinta-feira, julho 30, 2009

Para os louco(a)s que andam por aí!

A Ternura dos Intas

Uma das mais belas baladas de sempre! (Que eu gosto ...intemporal, ternurenta, romântica, linda, que melodia!).
Marcou uma época ....hahaha... Lembram-se?


Limão doçazedo!

quarta-feira, julho 29, 2009

I'm fine, i'm fine, i'm fine ...

Don't look so closely at
my face, baby
Just let me hide
in your embrace, baby
There's nothing for you
to see here anyway

Don't you go searching
for my soul, baby
I'm sure all you'll find
is a great big hole, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …

Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine

Don't you go swimming
in my eyes, baby
They're used to
backing up my lies, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …

Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
I'm fine
I'm fine
I'm fine


[Freya]

terça-feira, julho 28, 2009

Here I Love You

The kiss by Gustav Klimt



In the dark pines the wind disentangles itself.
The moon glows like phosphorous on the vagrant waters.
Days, all one kind, go chasing each other.

The snow unfurls in dancing figures.
A silver gull slips down from the west.
Sometimes a sail. High, high stars.

Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early and even my soul is wet.
Far away the sea sounds and resounds.
This is a port.
Here I love you.
Here I love you and the horizon hides you in vain.
I love you still among these cold things.
Sometimes my kisses go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten like those old anchors.

The piers sadden when the afternoon moors there.
My life grows tired, hungry to no purpose.
I love what I do not have. You are so far.
My loathing wrestles with the slow twilights.
But night comes and starts to sing to me.


The moon turns its clockwork dream.
The biggest stars look at me with your eyes.
And as I love you, the pines in the wind
want to sing your name with their leaves of wire.


~ Pablo Neruda

segunda-feira, julho 27, 2009

O melhor pretexto

É tão frágil a vida,

tão efémero, tudo!

(Não é verdade, amiga,

olhinhos-cor-de-musgo ?)

E ao mesmo tempo é forte,

forte da veleidade,

de resistir à morte

quanto maior a idade.

Assim, aos trinta e sete,

fechados alguns ciclos,

a vida ainda pede

mais sentimento, vínculos.

Não tanto os que nos deram

a fúria de viver,

como esses descobertos

depois de se saber

Que a vida não é outra

senão a que fazemos

(e a vida é uma só,

pois jamais voltaremos).

Partidários da vida,

melhor: do que está vivo,

digamos "não!" a tudo

que tenha outro sentido.

E que melhor pretexto

(quem o saiba que o diga!)

teremos p'ra viver

senão a própria vida?


Alexandre O'Neil , in

"Poemas com endereço", 1962

Beijar ou comer chocolate?

Sabe o que mais lhe acelera o coração?


Já muita tinta correu sobre como beijar ou comer chocolate aceleram os batimentos cardíacos. Mas qual deles provocará uma sensação de prazer durante mais tempo no organismo?

Surpreenda-se, pois um estudo conduzido por um investigador britânico chegou a esta conclusão: é o chocolate! David Lewis, que trabalhou na University of Sussex e hoje trabalha para o laboratório de pesquisas Mind Lab, diz que comer chocolate meio-amargo provoca uma sensação mais longa e intensa na pessoa do que beijar na boca.

O certo é que as pessoas associam normalmente comer chocolate a sensações de prazer. Para chegar a esta conclusão, o investigador analisou os batimentos cardíacos e actividade cerebral de casais com cerca de 20 anos, enquanto deixavam um pedaço de chocolate derreter na boca e, depois, enquanto se beijavam.

Em alguns casos, o chocolate mais do que duplicou o ritmo dos batimentos cardíacos dos participantes. «Não há dúvida de que o chocolate bate o beijo, quando se trata de produzir uma sensação mais intensa no corpo e no cérebro», disse Lewis à BBC. «Uma sensação que, em muitos casos, durou quatro vezes mais tempo do que o beijo mais apaixonado», acrescenta.

O cientista refere que já se sabia que substâncias presentes no chocolate produzem efeitos no cérebro. Mas, segundo Lewis, deixar que ele derreta na boca pode ser o segredo para maximizar os resultados.

Os 12 voluntários tiveram eléctrodos aplicados sobre o couro cabeludo e usaram monitores cardíacos durante os dois testes. Os pesquisadores compararam os seus batimentos cardíacos durante o repouso e, mais tarde, durante os testes do chocolate e do beijo.

Efeito duradouro

Embora o beijo tenha acelerado os batimentos cardíacos dos participantes, o efeito não durou tanto quanto o provocado pelo chocolate. Em alguns casos, os batimentos subiram de 60 por minuto, em repouso, para 140 por minuto, após a ingestão do chocolate.

O estudo também revelou que, à medida em que o chocolate se derretia, todas as regiões do cérebro eram estimuladas de forma mais intensa e mais longa do que quando os voluntários se beijavam.

Embora muitos acreditem que as mulheres gostam mais de chocolate do que os homens, o estudo encontrou as mesmas reações ao alimento nos dois sexos.

«Estes resultados surpreenderam-nos. Embora esperássemos que o chocolate - especialmente o meio-amargo - aumentasse os batimentos cardíacos devido ao facto de conter substâncias altamente estimulantes, tanto a duração das alterações quando o efeito poderoso que tiveram na mente foram algo que nenhum de nós havia previsto», explica o líder da pesquisa. Para o estudo, os pesquisadores usaram chocolate meio-amargo contendo 60 por cento de cacau.

Fonte: BBC


PS: Imagino o resultado de conciliar os dois!!! (60 + 140 batimentos por minuto?!!)x 2

A Canção das Perdidas


I

Quem por amor se perdeu
Não chore, não tenha pena.
Uma das santas do céu
- É Maria Madalena…

II

Minha mão foi o que eu sou.
Eu sou o que tantas são.
Que triste herança te dou,
Filha do meu coração!

III

Meu pai foi para o degredo,
Era eu inda pequena.
Se não morresse tão cedo,
Morria agora - de pena…

IV

E há no mundo que afronte
Uma mulher quando cai!
Nasce água limpa na fonte,
Quem a suja é quem lá vai…

V

Aquele que me roubou
A virtude de donzela
Se outra honra lhe não dou,
- É… porque só tive aquela!

VI

Nós temos o mesmo fado,
Ó fonte de água cantante:
Quem te quer, pára um bocado,
Quem não quer, passa adiante…

VII

O meu amor, por amá-lo,
Pôs-me o peito numa chaga:
Deu-me facadas. Deixá-lo.
Mas ao menos não me paga!

VIII

Nem toda a água do mar
Por estes olhos chorada,
Daria bem a mostrar
O que eu sou de desgraçada!

IX

Como querem ver contente
Este país desgraçado,
Se dão só livros à gente
Nas escolas do pecado…

X

Dormia o meu coração
Cansado de fingimento.
Bateste-me, e vai então
Acordou nesse momento…

XI

Se aquilo que a gente sente,
Cá dentro, tivesse voz,
Muita gente… toda a gente
Teria pena de nós!

Augusto Gil

To fly...

Two versions





domingo, julho 26, 2009

Pensamento a não esquecer







Ver o copo meio cheio, ou meio vazio, depende de nós! É uma questão de querermos e de (muito) treino!







Um dia de domingo

...
Eu preciso respirar...
Eu preciso descobrir...
Ver o sol amanhecer
Como um dia de domingo
E ver a vida acontecer!
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração