Particularidades das minhas singularidades & Singularidades das minhas particularidades...
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
Nocturnos V

Começa-se a querer muito aos poucos, pouco ao muito, sem dar por isso, assim de mansinho!
Começa sem darmos-mos conta que começou, sem pensarmos sequer que é o início, sem percebermos que já embarcamos. E de repente, já estamos em alto mar, ao sabor das ondas e marés, sentimo-nos à deriva... E tudo parece tão fácil! E tudo parece tão difícil! É uma lição da vida! Deveremos parar o que queremos absorver? Saberemos aproveitar ao máximo ... desta vez, sem medos, iremos tudo abraçar?!
Poder-se-ia culpar a Primavera tardia, que desta vez trouxe mais que simples alergias - alegrias?
Poder-se-ia por a culpa na distracção, mas a verdade encontra-se (bem) escondida até do coração.
E se formos bem a ver, de que importam os motivos e os caminhos que os fizeram encontrar. O que importa é que começou sem se perceber e nada mais resta fazer do que aproveitar ao máximo o que se puder (souber')!
quarta-feira, agosto 05, 2009
O que ando a ler...

domingo, agosto 02, 2009
Expectativas versus decepções
As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planeamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeamos. Esperamos pelo incremento do que acreditamos merecer! Esperamos ser amadas para sempre! Desejamos nunca ser abandonadas! Esperamos que nos amem tal como somos! Esperamos que os nossos amigos nos compreendam quando mais precisamos deles! Esperamos não ser julgados nem criticados quando algo não dá certo!
Nessa situação é muito comum procurarmos culpados e culpar os outros por quase tudo! Essa é uma maneira subtil para náo ter de enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam escondidos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, falta de auto-estima e inevitavelmente colocamo-nos no papel de vítima (perfeita).
Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou somos nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que depende do caso. É diferente de situação para situação, de pessoa para pessoa...
Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar. Verbalizar as nossas expectativas é muito importante em qualquer relação.
Quando foi a última vez que te sentiste frustrada(o) porque alguém não agiu como esperavas? Culpaste essa pessoa mesmo sem ela saber o que esperavas dela? Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa “deveria” ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora do controlo.
Quando compreenderes que não é responsabilidade de alguém “adivinhar” o que tu queres os teus conflitos poderão diminuir.
Quando nossas expectativas são um factor primário na maneira como pensamos, ouvimos, falamos, a decepção torna-se constante e permanente na nossa vida.
E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebemos que o tempo passa e que nosso desejo está longe de ser alcançado. Aguardamos e aguardamos, até ...desistir....
Mas, o que fazer para alcançar efectivamente o que desejamos? Muitas pessoas simplesmente ficam num compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como desejam. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas, ainda assim, se criarmos expectativas em relação ao comportamento da outra pessoa, estaremos no caminho mais certo para nos decepcionarem e frustrarem.
As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente. Quanto mais expectativas criarmos, mais propensos estaremos a nos decepcionar.
P.S.: Texto que estava (bem escondido e adaptado de um artigo de Psicologia da net) no fundo de baú... Hoje (muito apropriado e até porque faz sentido!) lembrei-me ... de alguém que me disse que se tivessemos as expectativas muito altas em relação a algo ou alguém e que se essas não fossem correspondidas ou se concretizassem, poderíamos nos dececpcionar, porque essa pessoa estaria aquém das nossas expectativas. Segundo ele, deveríamos manter (sempre) as (nossas) expectativas sempre em baixo para não sofremos desilusões! Curioso como na altura uma simples "palestra sobre o grau de satisfação de clientes" levou a este debate! E, estranhamente, que eu deveria ter tomado como um aviso, mas não o entendi assim ... E já lá vão 5 anos!!! Mas nunca é tarde para aprender, por isso não quero ter expectativas muito altas sobre os outros e não quero que os outros me ponham num pedestal. Nada como nos aceitarem como somos, acima de tudo com os nossos defeitos e quanto aos outros idem, idem, afinal ninguém é perfeito e AINDA BEM! Errare humanus est!
Nada me deixa mais feliz do que superar as expectivas que alguém "depositou" em mim e nada me deixa tão infeliz do que quando alguém se decepciona comigo! E vice-versa! (foi apenas um desabafo...)
Luar Do Meu Bem
sexta-feira, julho 31, 2009
Não se afobe, não, que nada é pra já...
For nothing comes right now, as a click with your fingers
Love comes slowly, when you dont expect, it does not comes in a hurry.
It can wait silently, quietly for centuries
May it be somewhere, as in the bottle of the ocean, or inside a wardrobe, or even in the post office, or in the air, it can wait for a thousand years
And, then, Rio will be some sunken city . Divers would come to explore your house.
All kind of stuff and your soul.
Wise men will try to decipher ancient words, poems, letters, pictures
Also lies and vestiges of a strange civilization
Dont be hasty, dont!
Nothing will come quickly
Lovers will be always loveable
Future lovers, perhaps,
Will fall in love, without knowing,
that the flame of love will be just that one I left once for you.
quinta-feira, julho 30, 2009
A Ternura dos Intas
Marcou uma época ....hahaha... Lembram-se?
quarta-feira, julho 29, 2009
I'm fine, i'm fine, i'm fine ...
my face, baby
Just let me hide
in your embrace, baby
There's nothing for you
to see here anyway
Don't you go searching
for my soul, baby
I'm sure all you'll find
is a great big hole, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …
Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
Don't you go swimming
in my eyes, baby
They're used to
backing up my lies, baby
There's nothing for you
to see here anyway
There's nothing for you to see …
Cause I'm fine,
you don't have to worry
About me - you see
I'm fine, you don't have to worry
I'm peachy creamy
Yes I'm fine you don't have to worry
About me - you see
I'm fine
I'm fine
I'm fine
I'm fine
[Freya]
terça-feira, julho 28, 2009
Here I Love You

The moon glows like phosphorous on the vagrant waters.
Days, all one kind, go chasing each other.
The snow unfurls in dancing figures.
A silver gull slips down from the west.
Sometimes a sail. High, high stars.
Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early and even my soul is wet.
Far away the sea sounds and resounds.
This is a port.
Here I love you.
Here I love you and the horizon hides you in vain.
I love you still among these cold things.
Sometimes my kisses go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten like those old anchors.
The piers sadden when the afternoon moors there.
My life grows tired, hungry to no purpose.
I love what I do not have. You are so far.
My loathing wrestles with the slow twilights.
But night comes and starts to sing to me.
The moon turns its clockwork dream.
The biggest stars look at me with your eyes.
And as I love you, the pines in the wind
want to sing your name with their leaves of wire.
segunda-feira, julho 27, 2009
O melhor pretexto

É tão frágil a vida,
tão efémero, tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo ?)
E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade,
de resistir à morte
quanto maior a idade.
Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.
Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber
Que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos).
Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não!" a tudo
que tenha outro sentido.
E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga!)
teremos p'ra viver
senão a própria vida?
Alexandre O'Neil , in
"Poemas com endereço", 1962
Beijar ou comer chocolate?
A Canção das Perdidas

I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII
IX
X
XI
Augusto Gil
domingo, julho 26, 2009
Pensamento a não esquecer
Um dia de domingo
...Eu preciso respirar...Eu preciso descobrir...Ver o sol amanhecerComo um dia de domingoE ver a vida acontecer!Faz de conta que ainda é cedoTudo vai ficar por conta da emoçãoFaz de conta que ainda é cedoE deixar falar a voz do coração




