domingo, julho 19, 2009

Again...



P.S., I love you - um filme muito tocante com imagens lindas da Escócia, música alegre e envolvente, com Gerard Butler (um verdadeiro "gato"!) e Hilary Swank, que revi ontem - Difícil é ... conter as emoções :(...

sexta-feira, julho 17, 2009

O homem sensível

Se o amor é algo que se aprende (tenho a certeza), creio que as pessoas de minha geração foram ensinadas a querer um pouco acima da média, então. Nesse mundo pós-anos 80, com os seus rituais efémeros, fúteis, sintéticos, consumistas e recicláveis, o amor foi destilado em muitas línguas e cores, para tornar-se palatável a olhos e ouvidos tão inclinados à fugacidade. O amor virou "pastiche" de si mesmo, ecoando entre um frame e outro de um videoclipe. Estamos condicionados a trocar de amor tão rapidamente quanto fazemos zapping.

Mas já me perdi, não era nada disso que queria falar! Queria tentar partilhar a minha inquietação sobre uma das construções dessa cultura pós-moderna do amor: o homem sensível. Eu cresci a consumir essa figura (mais um dos legados pós-80). Na época, eram Dustin Hoffman, Al Pacino e Wood Allen, todos baixinhos e de óculos, em cenas de choro e monólogos de demonstração de fragilidade.

Contrapunham-se drasticamente à imagem do macho dominante, bruto e arrebatador das décadas anteriores (como Clarck Gable, cínico e sedutor, a roubar os beijos de Scarlett O’hara)... Mas, não dava mais para esses tipos conviverem lado a lado com as novas mulheres - working girls -, cada vez mais incisivas e "invasoras" no universo masculino. Daí, surgiram expressões como “ocaso masculino”, "inveja do pénis", etc. (LOL). É incrível como a construção de certas personagens são pertinentes à época em que emergem!

Lembro-me do livro de Anais Nin, na prateleira da minha sala, : “Em Busca do homem sensível” - não confundir com essa moda dos livros (lixo) de auto-ajuda para mulheres, tão comuns hoje em dia -... eram crónicas e palestras da escritora. Uma delas falava desse novo homem, que surgia das alternativas de convivência propostas pela geração hippie, não me lembro exactamente das palavras com que ela o descrevia, mas sim de alguns exemplos, como o de um jovem casal que viajava de moto pelo país, partilhando da pouca comida e das dificuldades. Nin exultava essa mudança de paradigma masculino como uma consequência das revoluções sociais, sem manipular nem puxar a sardinha para o mito do protagonismo das mulheres, as “invasoras” do mundo público de então. Para ela, o homem sensível não era simplesmente um macho ferido, mas alguém capaz de caminhar lado a lado, ciente das desigualdades ...

Cá para os meus botões, pergunto-me se não serei da geração que viu no “homem sensível” um novo rótulo do príncipe encantado. Como toda a romântica incurável, fiz planos com eles, apaixonei-me pelos personagens nos filmes que via... na maioria das vezes não deu certo, porque os rótulos, infelizmente, boiam na água ou rapidamente despelam sob temperaturas mais agudas... À primeira crise, desfazem-se e ...bye, bye.

Sinceramente, tenho a sensação de que a maioria dos homens não se esforça em ser mais do que aquilo que é... não se preocupa em cativar, surpreender, em fugir do lugar comodamente sentado (do macho dominante). Se a sensibilidade casualmente acontece, ok. Se não, tudo bem, não estão nem aí... e ainda gozam com os "sensíveis" apelidando-os de "gay"! Mas homem que é homem não chora por isso agem como se, cumprido o clichet, fosse o suficiente, comportando-se como se apenas pelo facto de existirem fosse um grande favor, um serviço prestado à humanidade com a população feminina excedente. (E eu é que sou chata e exigente! - Demais. Impiedosa! - Quase.)

Interrogo-me até que ponto Anais Nin tinha razão. Ou se foram apenas os filmes, músicas e livros que vi, ouvi e li, que me lançaram nesta expectativa extra normal. Porque ...confesso, não tenho paciência para os não-sensíveis nem acho piada nenhuma a esse vai-e-vem nauseante das relações líquidas - reluzem como uma gota de água por um lampejo de segundos, mas logo se espatifam na placidez do oceano, retomando uma busca contínua, que não cessa...

Talvez eu seja apenas pessimista. Talvez não tenha tido muita sorte. Talvez a busca tenha apenas começado. Quem saberá responder?... Espero mesmo que seja apenas o incómodo dos calos na minha desiludida dor de cotovelo. .. Mas eu … confesso …gosto de homens sensíveis... porque os homens também choram e precisam de colo!

De tirar o fôlego ....




PS: ouvida no caminho para casa ...

So close to... it's friday







;)

quinta-feira, julho 16, 2009

Possibilidade de um afago ...

Há dias em que saberia bem que o vento me trouxesse um simples afago, para vir aplacar a fúria agreste onde sozinha me sento e isolo no pico de um rochedo. Onde só quero esquecer os murmúrios do medo, como quem desfolha um segredo que ninguém pode entender. Olho ao redor e nada vejo, constantemente à espera de um sorriso e de uma voz doce que me possa levar daqui!
No pensamento o desejo de partir ... desta rocha es(n)carpada que me prende e que me fere a alma.
Tenho um coração cheio e as mãos ... cheias de nada!

Si tu apelles melancolie ...

"Seule devant ta glace
Tu te vois triste sans savoir pourquoi
Et tu ferais n'importe quoi
Pour ne pas être à ta place

...
Les chiens perdus, les incompris
On les connaît, on leur ressemble

..."





quarta-feira, julho 15, 2009

Proverbes

Qui se sent morveux se mouche.
Chacun sait où le bât le blesse.
Comme on fait son lit, on se couche.
De deux maux il faut choisir le moindre.
À sotte demande, point de reponse.
Qui est propre à tout n’est propre à rien.
Qui se fie au visage n’est pas le plus sage.
Tout vient à point à qui sait attendre...

Poema 20


Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quiz e por vezes ela também me quiz
Em noites como esta, apertei-a em meus braços
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito
Ela me quiz e as vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite
Pensar que não a tenho
Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E cai o verso na alma como orvalho no trigo
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
A distância alguém canta. A distância
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Para tê-la mais perto meu olhar a procura
Meu coração procura-a, ela não está comigo
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria !
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido
De outro. será de outro
Como antes de meus beijos
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é certo,
Porém talvez a queira
Ah ! é tão curto o amor, tão demorado o olvido
Porque em noites como esta
Eu a apertei em meus braços,
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Mesmo que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito.

(Pablo Neruda)

P.S. Adoro a poesia de Pablo Neruda. E o "Poema 20" é o meu preferido. É triste, é nostálgico, fala de uma despedida, a separação de duas pessoas que se amavam, no entanto é um encanto, de uma leveza que me emociona ... sempre. É um dizer Adeus, porque afinal tudo tem de ter um fim...

Vinho Rubro



«Vibrações de vidas,
Sonhos acordados, sonhos perdidos.
Sonhos benzidos por ti, anjo de luz.
Abençoas desejos e paixões.
Coração acordado fica no voo de luar cheio...
E as palavras brotam... por muito perdido que ande.
Os lábios falam, o corpo adormece...
Chamo por ti...
Que me abençoas.
Chamo por ti...
Que me enlouqueces...
Chamo por ti...
Nesta enlouquente febre de querer viver-te.
Vejo-te anjo puro, anjo de desejo.
O meu coração não dorme.
O meu coração não vive.
Porque Anseio... viver nesses lábios o mais puro dos desejos.
Poder no teu corpo abençoar as minhas sofridas mãos.
Poder nos teus seios beber cálices de vinho rubro.
E nos teus magos pensamentos viver...
Paixões arrebatadas,
com corpos ofegantes...
em respirações que só dizem...
Tu és de mim que nasces...
E eu é em ti que morro.

By Alexander


P.S. Mais um L-I-N-D-O poema do Alexandre. E já agora vale a pena ler: http://www.ignezferraz.com.br/mainportfolio4.asp?pagina=Dicas&cod_item=1445

terça-feira, julho 14, 2009

São precisos 2 para dançar um tango

Constatação IV

“É mais doloroso arrependeres-te do que não fizeste do que do que fizeste” ... Pelo menos tentaste, não?

E ... tudo porque sou teimosa, às vezes madura, outras infantil ... imperfeita... como qualquer um...


Pensamento matinal

Vacilo... e nunca os sentimentos foram tão coerentes ... Nunca tive tanta certeza sobre o que eu (realmente) quero! E no entanto ... Haja o que houver ...





segunda-feira, julho 13, 2009

Nocturnos

Hoje, de repente, dei por mim a pôr em causa algumas convicções que julgava fortemente alicerçadas. E "a folha do dia" ali ao lado (do Citador) sentencia-me: "De nada vale pensar, é preciso reflectir primeiro" Dac, Pierre.

Para reflectir ...

Almas Que Se Encontram

«Dizem que para o amor chegar não há dia...
Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala...
No mais sensível dos nossos órgãos... o coração.

Começo a acreditar que sim...
Mas percebo também que pelo facto deste momento...
Não ser determinado pelas pessoas...
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a confusão feliz se faz instalada.

Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...
Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....
Se entristecem por não se terem encontrado antes...
Afinal tudo poderia ser tão diferente.

No entanto sabem que o caminho é este...
E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras...
Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...
Mesmo estando em lugares diferentes.

Quando almas afins se entrelaçam...
Passam a sentir saudade uma da outra...
Num processo contínuo de reaproximação...
Até a consumação.

Almas que se encontram podem sofrer bastante também,
Pois muitas vezes tais encontros acontecem...
Em momentos onde não mais podem extravasar...
Toda a plenitude do amor...
Que carregam, toda a alegria de amar...
E de querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida à espera do encontro final.

Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
Mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol...
Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores...
Ver a noite chegar...
Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar...

Brigar às vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes...
Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo...
Sem que a despedida se faça presente.

Porém muitas vezes elas se encontram num tempo...
E num espaço diferente...
Do que suas realidades possam permitir.

Mas depois que se encontram...
Ficam marcadas ... tatuadas...
E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...
Elas jamais conseguirão se separar...
E o mais importante ...
Terão de se encontrar em algum lugar.

Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...
Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade...
Que têm uma da outra para toda a eternidade. »


Autor: Paulo Fuentes

The kiss of life ...

Uma das melhores músicas da deusa Sade...

Pudesse ...

« Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal o sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só »



sexta-feira, julho 10, 2009

Podes crer ... que o amanhã é escrito ... aqui e agora!

Canção, poema e voz ***** (sem palavras... fico na lua ...)

quinta-feira, julho 09, 2009

O jogo...

"Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou, dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor, és tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui." .. .
O jogo ... a ânsia, o desejo e ... o medo...

1 + 1 = 1

" ...
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta
...
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será
..."