terça-feira, maio 12, 2009

Pensamento do dia II

Descobri ontem que sou ilusofóbica! (espero que não seja grave...)

Pensamento do dia I

O sexo é como uma estação de serviço:
às vezes recebe-se um serviço completo;
outras vezes tem que se pedir para se ser atendido
e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!

Le coup de foudre ... dans le tourbillon de la vie …


Não basta abrir a janela para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.


Alberto Caiero


(em resumo é a filosofia da janela fechada ... e ainda bem)

segunda-feira, maio 11, 2009

Polpa


Sorver-te a polpa
Beber-te a boca
Que é tanta a sede
Quando se espera
Uma outra boca
Os teus lábios são os meus
E os meus os teus...

domingo, maio 10, 2009

Respiro-te


Transpiro...
Respiro-te...
Expiro..
Inspiras-me...
Até quando te encontrar
Até quando te sussurrar

Licor Beirão


Meu amor, minha paixão
Ontem vi-te no fundo
De um cálice de licor Beirão
Embriagada bebi-te de um trago
Até à ultima gota
O nosso amor era forte e doce
Delicioso e quente
Como um dia de sol
Que lembrava o verão

EUTU sem travessão

Quero contar-te um segredo
Um segredo simples porque é breve
Um segredo complexo porque é íntimo
Como todos os segredos...
E o segredo é:
Não é a carícia que faço em ti que me fascina
Nem é o movimento lento e febril que te arrepia
Não é sequer o teu corpo retesado que me fascina
O que me fascina é quando sinto
Que a carícia é o movimento que ainda não iniciei,
Quando comecei no exacto momento
Em que ainda não o sentiste
Toda a carícia no corpo de uma mulher só tem sentido,
não (só) quando por ela sentido
Mas quando antecipado no futuro sentido
Por exemplo no teu que o sentes, no meu que to farei sentir


Diz lá agora: sentes sentindo o que sentirás?
Aqui e agora, apenas o EUTU sem travessão
O que te fascina quando me sentes sentindo o que sentiste?

Volto às voltas


Volto... Voltei e... voltarei
Cá estou onde (sempre) estive
Cá onde sempre estarei
Neste local de sombra
À varanda dos meus sonhos
(pequena vírgula de dor e paz)
Saibam que a única coisa que me move
É apenas o desejo de dar às palavras
Aquele jeito que têm as gaivotas
De tatuar nas nuvens do horizonte
O vôo esguio dos cantos de amor
Os versos esquivos dos desamores

quarta-feira, maio 06, 2009

Balança balanço


Saudades,
De uma memória nostálgica
De quem longe está
... nunca esteve, está ou estará
Lembranças, na mente e no olhar
O coração, entre erros e acertos,
O horizonte apertado
Num apaixonado entardecer.
Encerrado o ciclo
Vou voltar ao papel
Fecho para balanço...
Permanece o rapel...


Adeus amiguinho(a)s!


Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre


«Amor non quaerit causam, nec fructum»

terça-feira, maio 05, 2009

Não sei se sei...

Lembram-se da velhinha Chiclete "que se prova, mastiga e deita fora, sem demora"? Pois é... os Táxi estão de volta e em grande estilo.
São como o Vinho do Porto!
(letra simples e (com)sentida)





Não sei... se sei... mas também não sei... se quero saber (tudo)

Dica do dia

Quando colocares a cabeça em ordem, 90% dos teus problemas estarão resolvidos (ou talvez não... mas pelo menos ficas com a sensação que está tudo arrumadinho... ou nem por isso!)

110 anos de tradição ( e "bebedeiras")

«Organização quer evitar que se fale da Queima pelos maus motivos e garante ter medidas de segurança.
A Queima das Fitas de Coimbra, que arrancou na madrugada de ontem (1 de maio) com a tradicional "Serenata Monumental", já começou a registar os habituais excessos. Ao longo da madrugada, 25 pessoas deram entrada nas Urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), sobretudo com intoxicações alcoólicas. Setenta seguranças privados e cerca de 60 agentes da polícia estão destacados para controlar os excessos.
Segundo disse ao DN fonte dos HUC, 18 casos correspondiam a situações de "intoxicação alcoólica", registando-se ainda três vítimas de "agressões" e quatro situações de "cortes causados por vidros". A mesma fonte admitiu que o número de entradas nas Urgências venha a diminuir com o arranque, a partir deste sábado, das festas no parque da cidade, onde a Cruz Vermelha tem montadas tendas para responder às situações de menor gravidade.
Contactada pelo DN, fonte da PSP local, que terá uma média de 62 agentes destacados diariamente para a Queima, confirmou a ocorrência de "algumas agressões" na primeira noite de festa, mas considerou que, em geral, tudo decorreu com "normalidade".
Rita Borges, presidente da Comissão Central da Queima das Fitas 2009 lamentou que se "foque sempre" a questão da dos excessos, lembrando que esta é uma celebração que reúne "35 mil pessoas" por noite.
"Nós queremos combater essa situações", assegurou. "Temos uma empresa de segurança [com 70 elementos] contratada, a Cruz Vermelha está no local para resolver qualquer emergência e temos também voluntários, que procuram evitar problemas, mas há muito mais para dizer sobre a Queima".
Além dos concertos com grandes nomes internacionais (ver caixa), que deverão atrair as maiores multidões ao longo deste fim-de-semana, a responsável pela comissão organizadora destacou eventos "mais tradicionais" em que se está a apostar muito este ano.
"Vamos por exemplo, promover um 'chá das cinco', no dia 6, para o qual convidámos idosos de várias instituições, e queremos dar mais destaque ao 'cortejo de domingo', em que os estudantes fazem uma sátira e crítica do que está a acontecer no ensino superior".
Este ano, a "queima" de Coimbra celebra 110 anos, o que levou a organização a adicionar uma "noite no parque" adicional às tradicionais nove - uma por cada faculdade da Universidade de Coimbra. Para a última noite está previsto um programa especial. O preço dos bilhetes diários varia entre seis e 16 euros.»


In DN Portugal



P.S. Aqui deixo a causadora das minhas noites em branco... ainda faltam 5 dias de canções de embalar!, não me leva às urgências, mas tira-me o sono (bebedeira de sono já ouviram falar?!)




segunda-feira, maio 04, 2009

Horóscopo do dia

"O Universo pede-lhe que cultive actividades relaxantes e das quais tire prazer no seu quotidiano. Um dia-a-dia stressante precisa de algo para equilibrar a mente. Escolha algo que o ajude a libertar a energia acumulada no final do dia."



Actividades relaxantes e(re)tirar prazer?!!! Onde?! Como?!! O dia parece interminável, depois de uma noite sem dormir e ... lógico que estou olharenta (curiosamente vá-se lá saber porquê... não me levantei rabujenta!).
Pergunto-me qual será o som que irei ouvir de madrugada... Lol. A música é uma actividade relaxante (ou deveria ser)... Agora essa, de "Escolher algo para libertar a energia"... hum... não será mais a falta de energia? Mas pronto, eu escolher até escolhia ...

Insónia

Cai a noite
Cai o pano
E no corpo insano
Mora o desejo profano
Cai a noite
Cai o pano
Sem qualquer dano...
Mas o sono...
Já foi pelo cano!

(P.S. : Difícil adormecer ao som da voz do Quim Barreiros, a entrar-me pela casa adentro!!! Lol)

Solidão

Foto: Praia Fluvial (Coimbra)


No desejo que invade a alma
Ecoam suspiros pela noite fora
E enrolada neste frio
Pelos meus sonhos caminho
À procura de ti!
Ao encontro de mim
Como RIO inquieto
Em busca do teu MAR
Atravesso a madrugada
Na constância da tua ausência
Amanheço abraçada
Num travesseiro vazio...
Meu corpo inteiro
Exalando solidão!

domingo, maio 03, 2009

Toujours être ailleurs

«Quelqu'un ici pourrait-il me dire
Quelles sont les raisons qui me poussent ?
...
Et les yeux vers l'ouest
Toujours être ailleurs
Et les mains vers l'est
J'veux toujours être ailleurs !
...
Je me sens si bien hier matin
Que je voudrai être à demain
...
Oh j'ai jamais pu oublier
L'odeur des endroits où j'irai
C'est seulement une question de moeurs
J'veux toujours être ailleurs
J'veux toujours être ailleurs
Toujours être ailleurs»

sábado, maio 02, 2009

Já não se escrevem Cartas de amor ...

«19.2.1920
ás 4 da madrugada
Meu amorzinho, meu Bébé querido:
São cerca de 4 horas da madrugada e acabo, apezar de ter todo o corpo dorido e a pedir repouso, de desistir definitivamente de dormir. Ha trez noites que isto me acontece, mas a noite de hoje, então, foi das mais horriveis que tenho passado em minha vida. Felizmente para ti, amorzinho, não podes imaginar. Não era só a angina, com a obrigação estupida de cuspir de dois em dois minutos, que me tirava o somno. É que, sem ter febre, eu tinha delirio, sentia-me endoidecer, tinha vontade de gritar, de gemer em voz alta, de mil cousas disparatadas. E tudo isto não só por influencia directa do mal estar que vem da doença, mas porque estive todo o dia de hontem arreliado com cousas, que se estão atrazando, relativas á vinda da minha família, e ainda por cima recebi, por intermedio de meu primo, que aqui veio ás 7 1/2, uma serie de noticias desagradaveis, que não vale a pena contar aqui, pois, felizmente, meu amor, te não dizem de modo algum respeito.
Depois, estar doente exactamente numa occasião em que tenho tanta cousa urgente a fazer, tanta cousa que não posso delegar em outras pessoas.
Vês, meu Bébé adorado, qual o estado de espirito em que tenho vivido estes dias, estes dois ultimos dias sobretudo? E não imaginas as saudades doidas, as saudades constantes que de ti tenho tido. Cada vez a tua ausencia, ainda que seja só de um dia para o outro, me abate; quanto mais hão havia eu de sentir o não te ver, meu amor, ha quasi três dias!
Diz-me uma cousa, amorzinho: Porque é que te mostras tão abatida e tão profundamente triste na tua segunda carta - a que mandaste hontem pelo Osorio? Comprehendo que estivesses tambem com saudades; mas tu mostras-te de um nervosismo, de uma tristeza, de um abatimento tães, que me doeu immenso ler a tua cartinha e ver o que soffrias. O que te aconteceu, amôr, além de estarmos separados? Houve qualquer cousa peor que te acontecesse? Porque fallas num tom tão desesperado do meu amor, como que duvidando d'elle, quando não tens para isso razão nenhuma?
Estou inteiramente só - pode dizer-se; pois aqui a gente da casa, que realmente me tem tratado muito bem, é em todo o caso de cerimonia, e só me vem trazer caldo, leite ou qualquer remedio durante o dia; não me faz, nem era de esperar, companhia nenhuma. E então a esta hora da noite parece-me que estou num deserto; estou com sêde e não tenho quem me dê qualquer cousa a tomar; estou meio-doido com o isolamento em que me sinto e nem tenho quem ao menos vele um pouco aqui enquanto eu tentasse dormir.
Estou cheio de frio, vou estender-me na cama para fingir que repouso. Não sei quando te mandarei esta carta ou se acrescentarei ainda mais alguma cousa.
Ai, meu amor, meu Bébé, minha bonequinha, quem te tivesse aqui! Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos beijos do teu, sempre teu
Fernando»
(retirado de Cartas de Amor de Fernando Pessoa - pág. 51-53)


P.S. Já não se escrevem cartas de amor!!!
Porque se amedronta na escrita e no falar o termo "amor" ?
Porque já não se deleitam os amantes nem fazem jus de rabiscar recados mútuos, declarações, motivações ou missivas tendo como alvo o papel e quem está por trás dele? Porque não ter nada para fazer e porque não (simplesmente) escrever?

Carpe diem

Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero.

(ou seja,


Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.
Não perguntes, saber é proibido
, o fim que os deuses darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho.
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar.
Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós. Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.

No filme "O clube dos Poetas Mortos" (um grande filme que tenho de rever em breve) Robin Williams, na pele do Professor Keating, utilizava-a assim: « Escuta, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia miúdos, tornem extraordinárias as vossas vidas!."

sexta-feira, maio 01, 2009

I know you by heart

«...
I see your sweet smile
Shine
through the darkness
It's line is etched in my memory.
So I'd know you by heart.
Mornings in April Sharing our secrets
We'd walk until the morning was gone.
We were like children Laughing for hours
The joy you gave me lives on and on.
‘Cause I know you by heart.
...
I saw your sweet smile
I heard your laughter
You're still here beside me every day.
‘Cause I know you by heart,
‘Cause I know you by heart. »




P.S. Sou fã de jazz, e desta (grande e espantosa) voz! É me difícil escolher qual a minha música favorita, pois quando a oiço, o meu pensamento voa... voa ... e eleva-se...