quarta-feira, fevereiro 15, 2006



HATE AND LOVE

A noite passada acordei com o teu beijo
No corpo um desejo
Descias o Douro
Fui-te esperar ao Tejo
E eu nao te vi passar
Corri pela margem à beira-mar até que te vi
Cheguei-me a ti
E disse baixinho: "Olá"
Toquei-te no ombro
E a marca ficou lá
O sol inteiro caiu entre os montes
Entao tolhaste e depois sorriste
E disseste: "Ainda bem que voltaste"
Afinal ... tinha sido apenas um sonho
Não descias o Douro
Nem eu te esperava no Tejo
Não te toquei no ombro, nem te disse nada
Tu não tolhaste, muito menos sorriste
Na verdade nada disseste ...
Como sempre mergulhei no silêncio da noite
Na solidão do meu quarto apeteceu-me chorar
Gritar bem alto este sentimento trancado no peito
Que me faz tanto mal.
Aiiii !!! Este mal querer de tanto querer bem a quem não quer bem, nem sequer mal
Desencontro desastrado de um mero acaso que virou caso
Quem dera não te fazer caso
Love and hate
Hate and love
De mãos dadas eu queria
De mãos separadas estamos
Não estamos nada... antes estivessemos onde não estivemos...
Não estamos nada, não somos nada
Meros conhecidos desconhecidos
ou somente desconhecidos conhecidos
Não te conhece nem te desconheço!
Tu
Eu
Não me conheces, muito menos me desconheces!

terça-feira, janeiro 17, 2006


SHIU

Gosto do silêncio.
Dos breves, preciosos e raros momentos em que nele habito e ele em mim. Em que me perco, para depois me (re)encontrar e me perder novamente.
Gosto do silêncio.
Dos tempos mortos sem nada para fazer, vontade de transpor o tempo e o espaço.
Gosto do silêncio
De quando me pareces despir com o olhar, me tocas, me beijas e abraças e não me dizes nada.
Gosto do silêncio.
Em que em múltiplos orgasmos silenciosos nos calamos por fim, tudo fica por dizer e nada por fazer.
Gosto do silêncio.
Quando me dispo e desnuda me deito, sonho e adormeço.
Gosto do silêncio
Quando trauteio em pensamento uma música inaudível ou simplesmente danço uma valsa que nunca sequer foi tocada.
Gosto do silêncio.
Quando em palavras me visto e me dispo, ponho a alma a nú e o coração renasce de novo.
Gosto do silêncio
Quando em frente ao espelho, sorrio, centelhas de luz nas púpilas e consigo vislumbrar e (quase) contar as inúmeras e finas rugas da face, marcas de traços, pedaços de vida já vivida e por viver.
Gosto do silêncio.
"O silêncio é de ouro"; " o silêncio vale mais que mil palavras"; "quem cala consente"; e quem fala não sente (acrescento eu). Por isso gosto do silêncio.
Gosto do silêncio.
Por isso beija-me, abraça-me, ama-me, mas não me digas palavras ao acaso, dessas não faço caso. Vai-te embora e deixa-me com o meu silêncio.

sábado, janeiro 14, 2006


ROSA ESPINHO

Se eu fosse apenas uma rosa, com que prazer me desfolhava, já que a vida é tão dolorosa e não te sei dizer mais nada!
Se eu fosse apenas água ou vento, com que prazer me desfaria, como em teu próprio pensamento vais desfazendo a minha vida!
Perdoa-me causar-te a mágoa desta humana e amarga demora!
- De ser menos breve do que a água, mais durável que o vento e a rosa, mais insistente que as pedras da calçada, que pisas permanentemente sem te dares conta, sem fazeres caso do mal que possas causar.
Mas não há rosas sem espinhos... E nem sempre os espinhos pertencem à rosa...

sexta-feira, janeiro 13, 2006





URGENTE (RE)APRENDER A NAMORAR

O (e a palavra) NAMORO caiu em desuso e está à beira da extinção!. Dei-me conta disso nas minhas cogitações momentâneas. A maior parte das pessoas que conheço, simplesmente, não a utilizam mais (e se calhar nem sabem o que isso é!?). Dizem "ando" com este(a) ou aquele(a), ou pior "ando mas... nem sei se ando...!!!", mas que raio significa andar com...?!!!!
Eu ando com o meu carro... (pensativa) e não "ando" com ele, apenas me leva para onde quero (muitas vezes para onde não quero..!), mas não significa que tenha algum tipo de relação com ele...
Andar com... soa-me a indefinição, a imaturidade, ausência (medo) de compromisso, "nem é carne nem é peixe", mas sim passatempo, matar o tempo, enganar a nossa solidão.
Em resumo "andar" não é mais que uma "relação" (?) em part-time, ao contrário do namoro que é suposto ser uma relação em full-time, séria, com sentido, com tudo de o que existe de bom (e de mau também).
Torna-se necessário e urgente repescar o significado do namoro e não ter medo de arriscar.
Mas, enquanto não conhecemos O(a) TAL (para namorar), vamos "andando" e andando na melhor das realidades.
Quem sabe um dia em vez de dizermos "ando com..." namoro com
... F
ica no entanto a esperança!
A propósito... eu também ando ...(??!!)

quarta-feira, janeiro 11, 2006


INTERROGAÇÕES ????????????????????????
Quem nunca se interrogou que atire a primeira pedra.
Porque é que temos a eterna "mania" de tentar perceber o que vai na cabeça dos outros?
Pura ilusão.. cada qual pensa de forma diferente e tentar adivinhar (colocar pensamentos nossos) os outros... só dá azo a confusões e mal entendidos.
O mesmo se aplica a tentar decifrar o significado (códigos) das palavras ditas pelos outros.
Cada pessoa tem uma forma própria de se expressar e de sentir. Por exemplo a palavra ADORO-TE, tem variadíssimas significações dependendo da boca de quem sai... Tantas questões que não nos levam a lado algum, talvez seja melhor perguntar à pessoa: "o que queres dizer com isso, explica-t(m) e, o que pretendes dizer, como assim, etc..." .
Evitava-se tanta inquietude, ansiedade e mais palavras acabadas em "dade".
A única explicação que encontro, é que a verdade doi mas não mata e as interrogações matam-nos dia após dia, porque vão (re)moendooooo.
Talvez por isso preferimos o massacre diário (morte lenta) ao golpe final (morte súbita) ?

????????????????????????????????????????????????????????????????????

terça-feira, janeiro 10, 2006


MEU CORAÇÃO, COISA DE AÇO
Ando a procura de espaco para o desenho da vida.
Em números me embaraço e perco sempre a medida.
Se penso encontrar a saida, em vez de abrir um compasso, protejo-te num abraço e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo, é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço, começa a achar um cansaço esta procura de espaço para o desenho da vida.
Já por fim, dou por mim exausta e descrida, não me animo a um breve traço:
- saudosa do que nao faço,
- do que faço, arrependida.
Minha alma ergueu-se para além de ti...
Tive a ânsia de mais alto ... abri as asas, voei e parti!..."

segunda-feira, janeiro 09, 2006


ERROS...
Há certos momentos na vida, que erramos em tudo, e nada dá certo.
Nessas horas temos a ní­tida impressão de que ninguém nos ama e de que não temos nenhum amigo.
São nesses momentos que devemos nos calar e ficar sozinhos.
Sem percebermos, sentimos algo estranho, algumas lágrimas passam a rolar na nossa face. Quando isto acontece, não me assusto, pois estas lágrimas estarão lavando a minha alma.